E eis que acordamos nesta segunda-feira com a notícia da volta do orçamento secreto. É a legítima volta dos que não foram, BRASEW. A verdade verdadeira é que o orçamento secreto nunca acabou, mas a modinha agora é que o povo que nem é congressista está distribuindo dinheiro. A polícia está atrás do Valdemar e, preparem-se, até do Eduardo Cunha. Sim, até o Eduardo Cunha está distribuindo orçamento secreto. E o Bolsonaro distribuindo cartinhas e o Xandão proibindo Flavitcho de falar com o papis. E agora, Michelle?
A treta é a seguinte. A Transparência Brasil divulgou um estudo mostrando que R$ 1,3 bilhão em emendas são distribuídas pelo país sem qualquer transparência, especialmente pelo Centrão e pelo PL (que fez um rebranding e agora é de direita) e pelo PT (ahã, até o PT). Há anos o Supremo proibiu que a distribuição de emendas (dinheiro público) fosse secreta, mas agora os partidos criaram uma coisa chamada de emenda de liderança e voltamos a não saber quem está enviando o dinheiro para que lugar. E retomamos a velha pergunta: por que os congressistas querem esconder o que fazem e quem faz o quê com esse NOSSO dinheiro? Fazer obras boas para a população que não é, né, BRASEW? Alguém consegue imaginar que um deputado iria mandar uma emenda para seu estado e não divulgar aos quatro ventos que a obra foi sua?
O Dino
Além desse estudo da Transparência Brasil, tem outra frente desenrolando desde a semana passada. São as decisões do supremo Dino que está mandando bloquear contas e emendas de quem nem tem mandato e está dando as cartas na distribuição do dinheiro. Na semana passada, foi a vez do Valdemar. No fim de semana, foi a vez do Eduardo Cunha. Cunha teoricamente não tem nem um partido direito, mas está dando as cartas em parte do orçamento. Dino mandou bloquear R$ 6 milhões da conta do Gargamel por conta de possíveis desvios de emendas.
O esquema de Valdemar e Cunha
Pelo que a polícia federal apurou, e consta das decisões do supremo Dino, Valdemar e Cunha usavam a estrutura administrativa da Câmara dos Deputados, mais especificamente da Tuca, uma ex-assessora do Lira, nosso Arthurzito (saudades, Arthurzito). Parece que a distinta ex-assessora operava para Valdemar e Cunha.
As decisões do supremo Dino pegam, por enquanto, apenas as emendas da Câmara dos Deputados, o que rendeu uma nota de repúdio de Motta, nosso Huguito que é meio dono da Câmara frigorífica (é que comparando com Lira e Cunha, não dá para dizer que Huguito manda em tudo). Alcolumbre, a estrela-mor do Senado, não se manifestou, mas a galera já anda vazando para a imprensa que ele não está nada feliz com nosso presidente Lula porque desconfia que as decisões de Dino são influenciadas pelo governo. Nunca tiremos de vista que o governo está descontente com Alcolumbre que não pauta logo a votação do projeto do fim da jornada 6x1.
E nosso ex?
Nosso ex está em prisão domiciliar e no sábado escreveu uma cartinha aos brasileiros para dizer que Flavitcho Bolsonaro é o seu candidato. Flavitcho fez uma live para ler a carta e hoje, segunda-feira, Xandão já deu seu parecer: Flavitcho está descumprindo uma ordem judicial que diz que Bolsonaro não pode usar as redes sociais, nem mesmo por terceiros. Por conta disso, determinou que Flavitcho ficará 90 dias sem poder visitar nosso ex. Isso significa que daqui até o primeiro turno só Michelle fala com Bolsonaro. (será que Michelle amou a decisão do Xandão?). E Xandão agora quer saber da defesa se o Bolsonaro sabia que a cartinha seria divulgada. (Ah, claro, claro, certo que Bolsonaro vai dizer que sabia, né, Xandão?). É que se Bolsonaro disser que sabia pode voltar para a Papudinha ou Papuda, já nem sei mais onde estava o ex-mito.
E o Valdemar?
Darling, sério, só eu acho que o Valdemar sempre dá um jeito de queimar o Flavitcho? Olha o que ele disse no domingo sobre a cartinha do nosso ex:
“O Bolsonaro é que tem os votos. Veja bem o que ele fez, por exemplo, para o nosso partido, nós estamos com 98 deputados hoje federais. É o Bolsonaro que tem muito voto. Agora, tem que ser gente boa para pegar esses votos.”
Note essa parte: “tem que ser gente boa para pegar esses votos”.
Valdemar, Valdemar.
Valdemar Costa Neto é o dono do PL, para quem é perdido. E o PL é o partido que abriga a family.
E o Caiado?
Caiado quer ser a alternativa de direita e agora resolveu atacar Flavitcho. Só faltou dizer que Flavitcho é filhinho de papai:
“O eleitor não quer um presidente que precise de aval constante de outra liderança; quer alguém capaz de conduzir o país por conta própria.”
E ainda completou: “liderança não se herda, se demonstra”.
Damares desembarca
E a Damares, senadora, disse que vai deixar a campanha de Flavitcho onde estava ajudando na parte de Direitos Humanos. Ela disse que se for o caso, volta na transição. A filha de Damares está sendo atacada pela própria direita, que diz que vai empalhar a filha de Damares. Ahã, vai vendo, BRASEW. A filha de Damares é indígena. E o Flavitcho sequer prestou um gesto de apoio.
Já a Janja se aproveitou não só para prestar solidariedade como também defender a aprovação do PL da Misoginia que a direita não quer de jeito nenhum.
Lula x Trump
“Não vai ter tarifaço, não vai ter tarifaço”. Esse é o Lula dizendo que Trump não vai impor tarifaço ao Brasil. Então tá, né? Todo mundo sabe que se Trump botar o tarifaço quem perde eleitoralmente é o Flavitcho Bolsonaro, que desde o começo aplaudiu o tarifaço e agora finge que é contra. Aliás, nem finge, porque ele só pediu para o Trump adiar a negociação do tarifaço até ele vencer as eleições. É o fingimento geral da República. Ou seja, o BRASEW que lute.
E é sério que faltam menos de 90 dias para as eleições? Socorro, BRASEW.
Se você lê, gosta e quer ajudar a financiar o nosso jornalismo independente, é direto no Pix 49875575000147 ou assinando a news pelo link https://www.tixanews.com.br/