quinta-feira, abril 23, 2026

O risco não é apenas fiscal, porque Flávio Bolsonaro é uma ameaça à democracia


Nota da Redação Deste Blog -

EDITORIAL: O Perigo que se Repete – Miriam Leitão Alerta que o Problema de Flávio Bolsonaro não é a Economia, é a Democracia


Por josé Montalvão

Caros leitores do Blog de Dede Montalvão, é preciso estar atento aos sinais e, principalmente, à História. O comentário que trago hoje para nossa reflexão não vem do PT, não vem de partidos de esquerda, nem de militantes ideológicos. Ele vem de uma das vozes mais respeitadas e experientes do jornalismo econômico e político da Rede Globo: a senhora Miriam Leitão.

Em sua análise contundente, Miriam Leitão desmascara a tentativa de "normalizar" a candidatura do senador Flávio Bolsonaro para a presidência em 2026. A jornalista alerta que o debate não deveria ser sobre "ajuste fiscal" ou "reformas", mas sobre algo muito mais profundo: a sobrevivência das nossas instituições.


1. O "Tesouraço" como Cortina de Fumaça

Flávio Bolsonaro tem usado o termo "tesouraço" para encantar parte do setor econômico, prometendo cortes de gastos e uma postura liberal. No entanto, Miriam Leitão nos lembra que o "Posto Ipiranga" do governo anterior (Paulo Guedes) também prometeu o mundo e não entregou.

O problema, segundo ela, é que estão tentando reduzir a eleição a uma escolha de "modelo econômico", quando, na verdade, estamos diante de uma luta existencial pela democracia. Flávio não é apenas o filho do ex-presidente; ele é a continuação direta de um projeto que, como vimos na fatídica reunião ministerial de 22 de abril de 2020, preferia conspirar contra governadores e o STF do que combater a maior pandemia da nossa história.

2. Uma Família Unida no Autoritarismo

A jornalista é clara: Flávio jamais se afastou dos ideais autoritários da família. Sua prioridade declarada é indultar o pai (preso por tentativa de golpe) e anistiar os envolvidos nos ataques às instituições.

  • A Reunião de 2020: Miriam relembra que, há exatos seis anos, o país viu o "nu frontal" de um governo que queria prender prefeitos, burlar leis ambientais e interferir na Polícia Federal para proteger a própria família.

  • A Falta de Dissidência: Não há diferença entre o projeto do pai e o projeto do filho. São "farinha do mesmo saco" quando o assunto é o desprezo pelas regras do jogo democrático.


3. Corrupção e Desmoralização dos Poderes

Para nós, que acompanhamos a política no dia a dia, fica o alerta: eleger Flávio Bolsonaro não é apenas uma questão de preferir a direita ou a esquerda. É o risco real de enfrentarmos mais 5 ou 8 anos de corrupção institucionalizada e desmoralização dos poderes públicos.

Se eleito, não teremos apenas um governo de "extrema-direita"; teremos um governo focado em destruir os freios e contrapesos que garantem a nossa liberdade. Miriam Leitão destaca que o projeto dessa família nunca foi governar para o bem comum, mas sim destruir a democracia para se manter no poder a qualquer custo.


Conclusão: Não se Pode Alegar Desconhecimento

Como bem diz a comentarista, graças à transparência forçada por decisões do STF no passado, nós pudemos ver exatamente o que acontecia no interior daquele governo. Os fatos confirmaram que o plano era o golpe.

Portanto, caros leitores, quando ouvirem promessas de "reformas econômicas" vindas deste candidato, lembrem-se: de nada adianta uma economia estável (se é que conseguiriam isso) em um país onde a Constituição é rasgada a cada café da manhã no Alvorada. A ameaça é real, e a história recente do Brasil é a nossa maior prova.


Blog de Dede Montalvão: Fiscalizando a história, ouvindo os especialistas e defendendo a liberdade do povo brasileiro.

José Montalvão Funcionário Federal Aposentado, Graduado e Pós-Graduado em Gestão Pública, Pós-Graduado em Jornalismo. Membro da ABI (C-002025)