quarta-feira, abril 22, 2026

 Relatório Anual de Atividades da Diretoria 2025/2026

(consolida os relatórios mensais submetidos ao Conselho Deliberativo)


Março de 2026


O Futuro do Jornalismo


O jornalismo vive dias difíceis. A precarização da profissão é ameaça

crescente. Segundo dados divulgados no fim de março, o número de

jornalistas com carteira de trabalho assinada em cargos típicos de redações

caiu 31% desde 2014. Àquela época, eram 42.605 profissionais da área

registrados pelas regras da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). No

fim de 2025, o número havia caído para 29.306. O levantamento se baseia

em dados da Rais (Relação Anual de Informações Sociais) e de

movimentações do Caged (Cadastro Geral de Empregados e

Desempregados). Para agravar o quadro, o governo promulgou lei que

regulamenta a profissão de multimídia, sem levar em conta as várias

situações em que são permitidas funções inerentes ao jornalismo

profissional. A ABI e a Fenaj vão apresentar ADI (Ação Direta de

Inconstitucionalidade) ao STF, na tentativa de garantir nossos direitos. Não

surpreende que, diante dessa realidade, um cenário distópico sobre o “Fim

do Jornalismo” tenha chamado a atenção dos 40 convidados que

participaram da apresentação do estudo “Futuros do Jornalismo”,

produzido pela ONG Repórteres Sem Fronteira. Nesse cenário sombrio, o

jornalismo perde relevância e é substituído por plataformas digitais e outros

atores como políticos e grupos religiosos. Será que o futuro já chegou?


30 de março — Em mais uma edição do programa “Mestres da

Comunicação, transmitido pela ABI TV, Ricardo Lessa entrevistou Natália

Viana, co-fundadora da Agência Pública. Liderança do jornalismo

independente nas redes digitais, Natália recebeu no fim de 2025 o

tradicional Prêmio Maria Moors, da Universidade de Columbia.

30 de março — Em solenidade no auditório do 9o andar da ABI, o grupo

Tortura Nunca Mais do Rio de Janeiro realizou a 38a edição da Medalha

Chico Mendes de Resistência. Criada em 1989, a medalha reconhece

pessoas e organizações que se destacam na luta pelos direitos humanos,

pela memória, verdade e justiça. João Bosco e Aldir Blanc (in memoriam)

estão entre os homenageados deste ano. O presidente da ABI, Octávio

Costa, integrou a mesa do evento.

29 de março — Foi realizada em São Paulo a 6a edição da Caminhada do

Silêncio pelas Vítimas de Violência do Estado, do Movimento Vozes do

Silêncio, representado pelo Núcleo de Preservação da Memória Política e o

Instituto Vladimir Herzog. Tendo como mote “aprender com o passado

para construir o futuro”, o ato teve início em frente ao antigo DOI-Codi, na

Rua Tutóia. A vice-presidente Regina Pimenta representou a ABI ao lado

de Mariana Valadares, representante da ABI em São Paulo..

24 de março — Em Brasília, a ONG Repórteres Sem Fronteira apresentou

o estudo “Futuros do Jornalismo”, que aponta diferentes cenários

favoráveis ou desfavoráveis ao jornalismo íntegro e de confiança, ou seja

aquele que aplica procedimentos éticos rigorosos. O projeto foi conduzido

pelo Laboratório de Estudos sobre Organização da Pesquisa e da Inovação

da Unicamp (Lab-GEOP) e discutido por um Conselho Consultivo

coordenado pela RSF. Durante o evento de Brasília, quarenta convidados

debateram o estudo, entre eles, o presidente da ABI, Octávio Costa. Houve

consenso em relação à importância do cenário distópico “Fim do


Jornalismo”, em que o jornalismo é substituído por plataformas digitais e

outros atores como políticos e grupos religiosos. Nesse ambiente,

jornalistas enfrentam violência, autocensura e perda de relevância.

Distópico este cenário?

22 de março — No Dia Mundial da Água, a ABI lançou o e-book do

Seminário de Meio Ambiente, realizado em 2025. Organizado pela

Diretoria de Cultura e pela Comissão de Meio Ambiente da ABI, o evento

abordou, em três dias, os desafios socioambientais contemporâneos e o

papel da imprensa na promoção da consciência socioambiental. Realizado

pouco antes da COP30, em Belém, o seminário contou com a parceria do

ONDAS (Observatório Nacional dos Direitos à Água e ao Saneamento) e

da agência de jornalismo independente Amazônia Real. Teve também o

apoio da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP/Fiocruz),

da Rede de Vigilância Popular em Saneamento e Saúde, do Sindicato dos

Trabalhadores em Saneamento e Meio Ambiente (Sintsama-RJ) e da ONG

Mutirão Agroflorestal. O e-book é de autoria de Geraldo Cantarino, em

mais uma excelente contribuição voluntária à ABI.

19 de março — Texto de Geraldo Cantarino no site da ABI lembrou que

há 50 anos prisões de jornalistas no Rio mobilizaram a ABI contra a

ditadura. Em março de 1976, em meio à investida da repressão contra

membros do Partido Comunista Brasileiro (PCB), duas prisões causaram

grande preocupação nas redações e tiveram a ABI como alvo direto: a do

fotógrafo de O Globo, Luiz Paulo Santana Machado, e a do redator da

Editora Abril, Maurício Azêdo. Ambos eram da coordenação do Cineclube

Macunaíma — que contava ainda com Fichel Davit Chargel e Ancelmo

Góis. Além de conselheiro e membro da Comissão de Liberdade de

Imprensa, Azêdo era o principal editor do Boletim ABI e viria a ser

presidente da entidade de 2004 a 2013. Ancelmo, que depois foi processado

com Azêdo e Luiz Paulo, faz questão de destacar a atuação corajosa do

então presidente da ABI, Prudente de Morais, Neto.


17 de março — Um grupo de lideranças técnicas, entidades científicas e

acadêmicas, gestores públicos e privados, pesquisadores e estudantes, de

forma presencial e pela internet, realizou na sede da ABI o primeiro Ato

Público da “Sociedade em defesa dos dados oficiais e da soberania

nacional”. A mobilização da sociedade ocorre diante da crescente

disseminação de desinformação sobre pesquisas científicas e estatísticas no

Brasil. O conselheiro da ABI Xico Teixeira abriu o encontro destacando o

papel da imprensa na proteção da informação pública

18 de março — O presidente Octávio Costa participou, por zoom, da 5a

reunião do Conselho Consultivo do Observatório de Violência contra

Jornalistas e Comunicadores Sociais, da Secretaria Nacional de Justiça

(SENAJUS). Na ocasião foi apresentada a nova Secretária Nacional de

Justiça, Dra. Maria Rosa Loura, e informou-se que o Protocolo Nacional de

Investigações de Crimes contra Jornalistas e Comunicadores será

anunciado pelo presidente Lula, em solenidade no Palácio do Planalto,

talvez no Dia do Jornalista. Esteve presente o relator de Liberdade de

Expressão do Conselho Interamericano de Direitos Humanos, Pedro Vaca.

16 de março — O site da ABI deu destaque ao Dia Nacional de

Conscientização sobre as Mudanças Climáticas, data criada para estimular

debates, ações educativas e mobilizações em defesa dos ecossistemas

brasileiros, especialmente nas escolas, reforçando a importância de

compreender e enfrentar os impactos da crise climática. Mais do que um

dia no calendário, é um convite à reflexão e à ação. As mudanças

climáticas já afetam o planeta, os territórios e a vida das pessoas.

13 de março — O site da ABI deu destaque aos 62 anos do Comício da

Central, ou Comício das Reformas, realizado no dia 13 de março de 1964,

em frente à estação da Central do Brasil. E encaminhou para a leitura da

versão em PDF da edição gráfica do ato comemorativo que foi realizado


na sede da ABI em 13 de março de 2024, com a presença da ex-primeira-

dama Maria Tereza Goulart, viúva do presidente Jango.


6 de março — O jornalista Franklin Martins, ex-ministro da Secretaria de

Comunicação do governo Lula, foi detido no aeroporto da Cidade do

Panamá e deportado para o Brasil. “Quando entreguei meu documento, um

dos agentes dirigiu-se ao seu colega (provavelmente seu superior) e

entregou-lhe o passaporte. Imediatamente o policial pediu-me que o

acompanhasse. Perguntei-lhe o motivo. Respondeu apenas que precisava

fazer uma entrevista comigo”, contou Franklin. A partir de seu relato, o

Itamaraty pediu ao governo do Panamá explicações sobre o incidente. No

dia 8 de março, a ABI também divulgou carta aberta de protesto ao

Embaixador do Panamá, exigindo providências. Depois das reações, o

chanceler do Panamá pediu desculpas oficiais e convidou Franklin para

visitar seu país.


Relatório de Atividades da Diretoria


Fevereiro de 2026


O passado condena a Folha


Com o Carnaval no meio, o mês de fevereiro teve poucos dias úteis, mas

mesmo assim houve de tudo um pouco. Desdobramentos do Caso Master

com a substituição de Dias Toffoli por André Mendonça, homenagem da

Acadêmicos de Niterói a Lula (ganhou o desfile a Viradouro, também de

Niterói), xadrez de candidatos da extrema-direita, agravamento do bloqueio

econômico de Cuba, e por aí vai. Na nossa seara, o fato mais importante foi

a participação de Regina Pimenta, vice-presidente da ABI, na audiência

conduzida pela procuradora Ana Letícia Absy, responsável pelo inquérito

que trata da colaboração do Grupo Folha com os órgãos de repressão

durante a ditadura. O objetivo da escuta ativa, na sede da Procuradoria da

República no Estado de São Paulo, em 3 de fevereiro, foi ouvir vítimas e

testemunhas dos atos praticados pela Empresa Folha da Manhã. Estavam

presentes ou participaram virtualmente Rose Nogueira, José Maria dos

Santos, Sérgio Gomes, Jorge Okubaro, Vicente Alessi, Edmundo de

Moraes, Vilma Amaro, José Luiz Proença e Ivan Seixas. Rose Nogueira

relembrou que, na prisão pouco depois de ter seu filho, foi demitida “por

abandono de emprego” pela Folha. Um ato cúmplice e covarde da empresa

da família Frias.


10 de fevereiro — O site da ABI divulgou a fala de Frei Betto reforçando

seu pedido de apoio à campanha em solidariedade e ajuda ao povo cubano,

diante do agravamento do criminoso bloqueio imposto pelo governo

Trump. “O colapso da revolução cubana seria o colapso da nossa utopia, da

nossa esperança, da nossa luta por um mundo melhor. Defender Cuba é

defender os nossos ideais, a nossa convicção de que é possível, sim, um

mundo sem opressores e oprimidos”, afirmou Betto. Atualmente, quase

70% dos medicamentos básicos estão em falta, o que significa que crianças,

idosos e pessoas com doenças crônicas, como diabetes e câncer, correm

risco de morte devido à falta de antibióticos, analgésicos e tratamentos

essenciais.

9 de fevereiro — Os novos integrantes do Conselho de Comunicação

Social do Congresso Nacional (CCS) tomaram posse para mandato de dois


anos. Patrícia Blanco foi eleita presidente e Angela Cignachi, vice-

presidente. Indicada pela Associação Brasileira de Imprensa, a professora


Zilda Martins Barbosa, colaboradora da Escola de Comunicação da UFRJ,

ocupa vaga de suplente dos representantes da sociedade civil. Zilda é

fundadora e coordenadora do Grupo de Estudos Muniz Sodré sobre

Relações Raciais – (GEMS/LECC), da ECO/UFRJ e integra a diretoria de

Igualdade Étnico-Racial da ABI.

7 de fevereiro — O site da ABI deu destaque ao Dia Nacional de Luta dos

Povos Indígenas, dedicado a reconhecer a resistência, a diversidade cultural

e a importância dos povos indígenas na formação histórica, social e cultural

do Brasil. A escolha da data está ligada à história de Sepé Tiaraju, liderança

indígena do povo Guarani, que foi assassinado em 7 de fevereiro de 1756.

Sepé destacou-se como um dos principais defensores das terras e da

autonomia dos indígenas.

4 de fevereiro — O presidente Octávio Costa participou de reunião do

Fórum de Monitoramento das Violações a Liberdade de Imprensa, que é

conduzido pelo procurador Júlio José Araújo, da Procuradoria Regional dos


Direitos do Cidadão. Com a presença de representantes de outras entidades

da área de comunicação, como Tornavoz, Abraji, Instituto Vladimir Herzog

e Repórteres sem Fronteira foi discutido protocolo sobreassédio judicial

que será submetido ao Observatório de Violência contra Jornalistas, no

âmbito da Secretaria Nacional de Justiça (Senajus).

3 de fevereiro — Regina Pimenta, vice-presidente da ABI, participou, na

sede da Procuradoria da República no Estado de São Paulo, de uma escuta

ativa conduzida pela procuradora Ana Letícia Absy, responsável pelo

inquérito que trata da participação do Grupo Folha no apoio aos órgãos de

repressão durante a ditadura militar. O objetivo da reunião foi ouvir de

vítimas e testemunhas dos atos praticados pela Empresa Folha da Manhã S.

A. as recomendações sobre as reparações devidas pela empresa às suas

vítimas e à sociedade. O ato contou com a presença de jornalistas que

trabalhavam nos jornais do Grupo Folha durante o período em que a

empresa colaborou materialmente com o aparelho de repressão da ditadura.

3 de fevereiro — No saguão do 9o andar da ABI, Octávio Costa foi

entrevistado pela jornalista Beatriz Novelino, coordenadora do Rolé

Carioca, um projeto de educação patrimonial que há 13 anos realiza

atividades diversas sobre as histórias das cidades. Como tema principal da


entrevista, a importância para a arquitetura brasileira do icônico prédio-

sede da ABI, de autoria dos irmãos Roberto. Por conta de suas ações, o


Rolé Carioca recebeu o Prêmio Rodrigo Mello Franco de Andrade em

2019.

1o de fevereiro — Em texto publicado no site da ABI, Zilda Cosme

Ferreira, que coordena a Comissão de Meio Ambiente, reforçou a

importância da campanha pela aprovação da PEC 6/2021, conhecida como

PEC da Água Potável. A emenda constitucional propõe a inclusão do

acesso à água potável entre os direitos e garantias fundamentais previstos

no artigo 5o da Constituição Federal.


Inicialmente apresentada por senadores em 2018, a proposta foi aprovada

por unanimidade no Plenário do Senado Federal em 2021 e, desde então,

aguarda tramitação na Câmara dos Deputados. É essencial mobilizar apoio

imediato para a aprovação da PEC 6/2021 ainda este ano.


30 de janeiro — Foi publicada no site da ABI nota oficial do chanceler de

Cuba, Bruno Rodriguez Parrila, condenando a nova ordem executiva

assinada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que declara

Cuba como uma “ameaça incomum e extraordinária” e amplia sanções

econômicas com o objetivo declarado de bloquear o fornecimento de

petróleo ao país. “Denunciamos perante o mundo este ato brutal de

agressão contra Cuba e seu povo, que há mais de 65 anos está submetido ao

mais prolongado e cruel bloqueio econômico jamais aplicado contra uma

nação inteira e que agora se promete submeter a condições de vida

extremas”.

— Desde 30 de janeiro, uma faixa no salão de entrada da ABI e um banner

no alto do nosso site destacam o compromisso de nossa entidade com a

verdade, a democracia e a defesa da soberania nacional. Perto de completar

118 anos, a ABI mantém-se vigilante contra as ameaças fascistas contra as

instituições democráticas e os direitos fundamentais. Nesse cenário, vai

lutar pela derrota do candidato da extrema direita na eleição presidencial,

defender a apresentação de candidaturas únicas dos setores democráticos e

progressistas nas eleições para os governos estaduais e a necessária

renovação do Congresso Nacional, com candidaturas dos setores

progressistas para o Senado Federal.


Relatório de Atividades da Diretoria


Janeiro de 2026


Um fascista na Casa Branca


Diante da desordem global provocada por atos do presidente dos Estados

Unidos, o experiente Jamil Chade lembrou um importante e execrável

exemplo histórico. Em março de 1938, enquanto negociava acordos com a

França e a Inglaterra, o ditador Adolf Hitler anexou a Áustria à Alemanha.

Instigada por membros do Partido Nazistas, a violência contra judeus

crescia a cada dia. Tudo isso ocorria sem maior reação internacional. Em

março de 1939, Hitler invadiu a Tchecoslováquia e, em setembro, chegou a

vez da Polônia. Só então o primeiro-ministro britânico Neville

Chamberlain entendeu que acabara o espaço da diplomacia. Grâ-Bretanha e

França finalmente declararam guerra à Alemanha em 3 de setembro de

1939.

Temos hoje um ensandecido fascista no governo dos EUA, que persegue e

mata imigrantes e cidadãos americanos, como fizeram os nazistas. A

truculência de Donald Trump não respeita fronteiras. Além da invasão da

Venezuela e do sequestro de Nicolas Maduro e sua mulher, Trump ameaça

o México, a Colômbia e Cuba. Ele diz que o Canadá deveria ser um estado

norte-americano e usa a força para anexar a Groenlândia.

Não há tempo a perder. As forças democráticas da América Latina têm que

enfrentar o fascista da Casa Branca. E a ABI, mais uma vez, está na

resistência pela soberania.


22 de janeiro — As quatro indicações de “O Agente Secreto”— Kleber

Mendonça, Wagner Moura, Emilie Lesclaux e Gabriel Domingues — para

o Oscar confirmam o excelente momento que vive o cinema brasileiro. O

que torna ainda mais oportuno o projeto em curso na diretoria da ABI de

relançar o tradicional Cine Macunaíma. Mas é muito importante que as

projeções tenham qualidade de imagem e de som, o que exige novos

investimentos. Nesse sentido, têm avançado os contatos com o Secretário

de Cultura do Município do Rio de Janeiro, Lucas Padilha.

21 de janeiro — Em artigo assinado por Luiz Paulo Lima, diretor da

Comissão de Igualdade Étnico-Racial, a ABI comemorou os 172 anos do

nascimento de Gustavo de Lacerda. O visionário jornalista negro,

catarinense, fundou em 7 de abril de 1908 a Associação de Imprensa que,

depois, passaria a se chamar Associação Brasileira de Imprensa. Lacerda

não apenas idealizou uma entidade de classe, mas ergueu o bastião da

liberdade de imprensa. Sua preocupação com a valorização do jornalismo,

a justiça social e a educação são valores que permanecem vivos entre nós.

16 de janeiro — Em mensagem encaminhada à diretoria, Marlene

Custódio comunicou seu desligamento do cargo de diretora de Assistência

Social da ABI, por motivos particulares. Para ocupar a vaga, a Presidência

vai submeter ao Conselho Deliberativo o nome da associada Marielli

Patrocínio, integrante da Comissão de Igualdade Étnico-Racial.

8 de janeiro — Atos em defesa da democracia e contra a anistia marcaram

os três anos do ataque golpista às sedes dos Três Poderes, uma semana após

a posse do presidente Lula em 2023. Na sede da ABI, foi lançado o livro “8

de Janeiro — Golpe Derrotado, Democracia Preservada”, coletânea de

artigos organizada por Carol Proner e Gisele Cittadino. O evento lotou o

saguão do 9o andar. Em breve discurso, o presidente Octávio Costa

ressaltou o compromisso da ABI com a defesa do Estado Democrático de

Direito. Ao fim, advertiu sobre a ameaça que paira sobre a América Latina,

após o ataque dos EUA à Venezuela.


“Como os cubanos fizeram na Baia dos Porcos, nós temos de resistir ao

imperialismo fascista de Donald Trump, que também está ameaçando a

Colômbia, o México e Cuba”.

— Em São Paulo, houve evento nas históricas Arcadas da Faculdade de

Direito da USP do Largo de São Francisco, também contra a revisão da

dosimetria das penas dos golpistas (em cerimônia no Palácio do Planalto, o

presidente Lula vetou o projeto aprovado pela Câmara). A ABI foi

representada pelo conselheiro Laurindo Lalo Leal Filho.

3 de janeiro — Em nota oficial, a ABI reagiu com veemência ao ataque

militar dos Estados Unidos contra a Venezuela e o sequestro do presidente

Nicolas Maduro e sua esposa. Destacou que ação violenta de Donald

Trump abre um precedente perigoso na cena internacional. Além de ser o

primeiro ataque norte-americano em solo sul-americano, trata-se de um

atentado gravíssimo à paz mundial e à soberania do nosso continente. A

nota ressaltou que “os conflitos internos de uma nação devem ser

resolvidos pelo seu próprio povo, dentro do princípio de autodeterminação,

e nunca pela intervenção militar estrangeira. E manifestou sua

solidariedade ao povo da Venezuela. “O ataque de hoje é um desrespeito ao

Direito Internacional e um retorno aos tempos mais sombrios do

imperialismo”, concluiu a nota da ABI.


Relatório de Atividades da Diretoria


Novembro de 2025

Uma pedra no caminho


O mês de novembro, como se vê no relatório da diretoria administrativa,

foi mais voltado para a solução de problemas internos. E o principal desafio

do momento é o bloqueio judicial, no valor de R$ 264 mil, na conta das

emendas parlamentares que se destinam à modernização do terceiro

elevador do prédio-sede. Acontece que o elevador, de 1,5 tonelada, já está

pronto e será entregue pela OTIS no início de dezembro. Mas não poderá

ser instalado. Para isso, será necessário reformular a parte elétrica, o que

consta do projeto beneficiado pelas emendas. O elevador está pago, mas,

sem os R$ 264 mil, não há como concluir a obra. A ABI não gera recursos

próprios suficientes para cobrir esse investimento. Entramos com recurso

judicial, mas a solução mais ágil é buscar contribuição financeira de

terceiros. É exatamente o que a diretoria decidiu fazer. Estamos em contato

com várias empresas para discutir alternativas, entre elas a Petrobras, o

BNDES e a FSB. É um obstáculo difícil, mas não instransponível.

20 de novembro — O site da ABI deu amplo espaço às comemorações do

Dia da Consciência Negra, reproduzindo entrevista à Agência Brasil do

presidente da Fundação Palmares, João Jorge Santos Rodrigues. Publicou

também arte de Geraldo Cantarino, com base em sugestão do diretor de

jornalismo Moacyr Oliveira, em homenagem a personalidades negras, com

destaque para Gustavo de Lacerda, o fundador da ABI.

18 de novembro — O presidente da Biblioteca Nacional, Marco Lucchesi,

fez visita de cortesia à ABI. Foi recebido pelo presidente Octávio Costa e o

diretor administrativo Marcos Gomes. Lucchesi, que tem 62 anos, ficou

emocionado ao lembrar que, na juventude, frequentou o auditório do 9°

andar em companhia de seu pai.

18 de novembro — Foi realizado no auditório do 7° andar seminário sobre

os problemas da segurança pública no Rio de Janeiro. Houve três mesas de

debates com especialistas, acadêmicos e jornalistas. O secretário de

segurança pública do Rio de Janeiro, Vitor Santos, participou da abertura

do evento. Após sua fala, foi interpelado com veemência pelo conselheiro

Marcelo Auler, a respeito do massacre nos complexos da Penha e do


Alemão no dia 28 de outubro, quando foram mortas 121 pessoas.

Organizado pela diretora de Cultura, Iara Cruz, com colaboração do


conselheiro Jorge Antônio Barros e da associada Paula Máiran, ex-

presidente do Sindicato dos Jornalistas do Rio, o seminário teve cobertura


da TV Brasil.

14 de novembro — O músico e compositor Wagner Tiso e sua

companheira visitaram a ABI para conhecer os dois pianos de cauda do

auditório do 9° andar. Ficaram de apontar sugestões para recuperação dos

pianos por intermédio do Instituto Wagner Tiso. Também mostraram

interesse em alugar espaço no prédio-sede.

14 de novembro — Foi realizada no auditório do 7° andar sessão de

trabalho de advogados e representantes da Rede de Proteção aos

Jornalistas, que reúne entidades como Instituto Herzog, Tornavozes e

Abraji. Em pauta, a minuta do Protocolo para investigação de crimes contra

jornalistas e comunicadores. Na próxima reunião em São Paulo, quando o

Protocolo será aprovado, a ABI passará a integrar a Rede de Proteção.

6 de novembro — Octávio Costa participou do programa "Rio sem

Fronteiras", uma parceria entre a OAB/RJ e a TV Alerj, dedicado ao "Dia

internacional pelo fim da impunidade dos crimes contra jornalistas". Foi

entrevistado pelo advogado Carlos Nicodemos, presidente da Comissão de

Direito Internacional da OAB/RJ.

3 de novembro — Em agenda organizada pelo conselheiro Xico Teixeira,

o presidente Octávio Costa e o diretor administrativo Marcos Gomes se

reuniram com a deputada federal Laura Carneiro (PSD-RJ). Durante o

encontro no escritório que pertenceu a seu pai, senador Nelson Carneiro, a

deputada se dispôs a encaminhar no ano que vem emenda parlamentar a

favor da ABI.

2 de novembro — Após gravar no elevador da ABI cena de seu próximo

filme, a atriz Fernanda Torres, a convite do secretário da presidência

Marcelo Farias, foi ao 7° andar onde viu o quadro que registra a locação de

"Ainda Estou Aqui". Agradeceu e pediu uma cópia. Já lhe foi enviada.


Relatório de Atividades da Diretoria


Outubro de 2025


Vlado Herzog, presente!!!


24 de outubro — Para lembrar os 50 anos do assassinato de Vladimir

Herzog no DOI-Codi em São Paulo, no dia 25 de outubro de 1975, foi

realizado ato em homenagem às vítimas da ditadura militar no auditório do

9o andar da ABI. O evento, com roteiro do conselheiro Jorge Antônio

Barros, teve apoio do Instituto Herzog, do Grupo Tortura Nunca Mais/RJ,

do Clube de Engenharia e do Sindicato dos Jornalistas do Rio de Janeiro.

Foram exibidos vídeos com depoimentos de Ivo Herzog, de Paulo Markun

e do próprio Vlado. Vários parlamentares participaram, entre eles, os

deputados Chico Alencar, Reimont e Flavio Serafini. Entre os oradores,

Hildegard Angel, Victoria Grabois, Francis Bogossian e Ricardo Moraes. O

presidente Octávio Costa destacou que os pais de Herzog conseguiram

escapar do nazismo na Croácia em 1942, mas perderam todos os parentes

em campos de concentração. Vlado chegou ao Brasil aos nove anos, logo

após o fim da II Guerra Mundial, mas, quando dirigia o jornalismo da TV

Cultura, aos 38 anos, foi assassinado por torturadores fascistas da ditadura.

No sábado 25, por iniciativa do Instituto Herzog, missa na Catedral da Sé

em São Paulo lembrou o ato ecumênico realizado no mesmo local por Dom

Evaristo Arns, em 31 de outubro de 1975 diante de mais de oito mil

pessoas. A vice-presidente Regina Pimenta representou a ABI na

solenidade de São Paulo.

22 de outubro — O presidente da ABI participou da quarta reunião do

Conselho Consultivo do Observatório da Violência contra Jornalistas e

Comunicadores Sociais, órgão da Secretaria Nacional de Justiça. Em pauta,

o relatório do GT que tratou dos ataques digitais a jornalistas. Em parceria

com a Unesco, foram apresentadas várias recomendações às principais

plataformas de redes sociais para coibir a violência no ambiente digital.


Há grande preocupação com o que pode ocorrer durante as eleições gerais

do ano que vem. Destacou-se também a questão de gênero, pois as

jornalistas são o principal alvo (75%) dos ataques digitais.

— Na manhã do dia 22, Octávio Costa foi entrevistado por Alex Solnik, na

estreia do “Cessar Fogo”, seu novo programa na TV 247. A entrevista foi

exibida na noite da sexta-feira 24 de outubro e está disponível no YouTube.

Em pauta, a crise da imprensa corporativa, o fim do papel, os gargalos do


mercado de trabalho e a falta de regulamentação de nossa profissão. Falou-

se também sobre as homenagens a Vladimir Herzog.


13 de outubro — Por meio da Comissão de Defesa da Liberdade de

Imprensa e Direitos Humanos, a ABI manifestou seu irrestrito apoio a

Breno Altman e repudiou a ação do Ministério Público Federal, que

denunciou o jornalista pelo crime de racismo contra os judeus, incitação e

apologia ao crime. A denúncia, publicada pelo procurador Maurício

Fabretti, atendeu a um pedido da Confederação Israelita do Brasil

(CONIB), que afirmou, em notícia-crime, que postagens feitas por Breno

em redes sociais eram racistas e antissemitas. Na verdade, a CONIB vem

tentando cercear o direito de Breno manifestar suas críticas ao governo de

Israel, e seu apoio ao povo palestino.

7 de outubro — Membro do conselho consultivo da ABI, Tereza Cruvinel

lançou no auditório do 7o andar seu livro de memória “A Guerra da TV

Pública e a Criação do Sistema EBC”. O livro resgata a vitória democrática

representada pela criação do sistema público de comunicação, relata os

retrocessos sofridos pela EBC nos governos Temer e Bolsonaro e traz

reflexões sobre o futuro da comunicação pública. Estiveram presentes à

noite de autógrafos, entre outros, Franklin Martins, Ana Tavares, Miro

Teixeira, Hildegard Angel e Francis Bogossian.

6 de outubro — Em evento coordenado pela sócia e ex-diretora da ABI

Ana Helena Tavares, foi lançada no auditório do 7o andar a edição 2026 da

agenda latino-americana mundial, criada pelo bispo Pedro Casaldaliga.


A nova agenda é dedicada ao tema “Educação Política”, com o objetivo de

servir como ferramenta da educação popular e consciência crítica e de

classe. “Essa educação não apenas instrui, mas liberta”.

1o de outubro — Uma salva de palmas sem fim inundou o 9o andar da

ABI, que se transformou em palco de profunda emoção na despedida do

querido Marceu Vieira, que morreu aos 63 anos. O saguão ficou repleto de

coroas de flores, como se fosse um jardim. O ambiente de luto foi

atravessado por lembranças de uma trajetória marcada pela excelência no

jornalismo. Entre 13h e 16h, mais de 500 pessoas estiveram presentes. O

convite à família para realizar o velório na ABI partiu do conselheiro

Marcelo Auler e do presidente do CD, Vitor Iorio.


Relatório de Atividades da Diretoria


Setembro de 2025

Um mês de atos e fatos


O mês de setembro entrou para história do País. Pela primeira vez, um ex-

presidente da República foi condenado à prisão por tentativa de golpe de


Estado e de abolição do Estado Democrático de Direito. Por 4 votos a 1, a

Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal condenou Jair Bolsonaro e

militares de alta patente que participaram da conspiração contra o resultado

das urnas de 2022. O País também acompanhou no domingo 21 grandes

manifestações de protesto contra a PEC da Blindagem aprovada na Câmara

dos Deputados e o pedido de urgência para votação do projeto de anistia de

golpistas. Os atos reuniram multidões no Rio e São Paulo e nas demais

capitais e tiveram participaram de artistas como Chico Buarque, Caetano

Veloso, Gilberto Gil, Djavan, Lenine, Daniela Mercury e Wagner

Moura. O resultado foi imediato: a PEC da "Bandidagem" foi arquivada no

Senado e o projeto de anistia se limitará à dosimetria das penas. A ABI não

só comemorou as condenações inéditas, como se uniu às manifestações em

defesa do STF, da democracia e da soberania nacional.

Democracia sempre!!! Ditadura nunca Mais!!!

29 de setembro — A convite do ministro Luís Roberto Barroso, o

presidente da ABI, Octávio Costa, estará presente na sessão solene de posse

dos ministros Edson Fachin e Alexandre de Moraes, nos cargos,

respectivamente, de presidente e vice-presidente do Supremo Tribunal

Federal e do Conselho Nacional de Justiça.

26 de setembro — Advogados e representantes de várias entidades da

sociedade civil se reuniram no auditório do 7° andar da ABI para protestar

contra a ameaça de despejo do Grupo Tortura Nunca Mais de sua sede, por

decisão do governador do Rio de Janeiro, Claudio Castro. No encontro

foram examinadas também alternativas de nova sede para o GTNM.


24, 23, 22 de setembro — Sob coordenação da Comissão de Meio

Ambiente e da Diretoria de Cultura, foi realizado no auditório do 9° andar

o Seminário de Meio Ambiente da ABI. Transmitido pela ABI TV, o

evento de alto nível antecipou-se à pauta da COP 30, marcada para

novembro em Belém, e foi aberto com vídeo gravado em Nova Iorque pela

ministra Marina Silva. Além de especialistas nos desafios da mudança

climática, contou com a participação do deputado federal Reimont e da

deputada estadual Marina do MST. Entre os temas, destaque para a

educação ambiental, o crédito de carbono, e o direito universal à agua e

saneamento. Parabéns para Zilda Cosme Ferreira, Iara Cruz, Lara Sfair,

Malu Martins, Kátia Brasil e Geraldo Cantarino.

18 de setembro — A ABI publicou nota de repúdio à aprovação da PEC

da Blindagem pela Câmara dos Deputados e à aprovação do pedido de

urgência para o projeto de lei que anistia os golpistas. Essas decisões, ao

ver da ABI, envergonham o Poder Legislativo e mostram que o Congresso

Nacional está à deriva, o que representa grave ameaça à democracia.

(Consultada pela advogada Carol Proner, do Grupo Prerrogativas, a ABI

deu apoio ao ato realizado na Praia de Copacabana no domingo 21 de

setembro).

18 e 17 de setembro — O auditório do 9° andar foi palco do seminário

acadêmico "100 anos da Coluna Prestes", organizado pela professora Zoia

Prestes e pelo economista e cineasta Luiz Carlos Prestes Filho, com apoio

da ABI e patrocínio da Faperj. Destaque para as palestras dos professores

José Paulo Netto, Marly Vianna e Daniel Aarão Reis, e também do

historiador Ivan Alves Filho, sobre a importância da marcha nas lutas

sociais do País. Além disso, uma tarde inteira foi dedicada a apresentações

culturais com poesia, música e teatro, tendo como tema a Coluna Prestes. O

evento foi transmitido pela TV Comunitária RJ e pelo site Soberana.

— A Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia lançou o Prêmio

SBOT de Reportagem 2025, iniciativa voltada a incentivar trabalhos

jornalísticos que ampliem o debate público sobre a prevenção de acidentes

motociclísticos, durante o Fórum SBOT para Jornalistas, no Plenário 2 da

Câmara.


Ao representar a ABI, o diretor de Jornalismo, Moacyr de Oliveira Filho,

afirmou: "Em um cenário marcado pelo aumento preocupante de acidentes

envolvendo motociclistas, a imprensa tem um papel decisivo na promoção

da conscientização e da segurança no trânsito".

15 de setembro – A ABI participou do ato em defesa da democracia e da

soberania nacional, no teatro TUCA em São Paulo, organizado pelo grupo


Direitos Já!. Estiveram presentes artistas e políticos, como o vice-

presidente Geraldo Alckmin e o ex-ministro José Dirceu. A ABI foi


representada pela vice-presidente Regina Pimenta. Em sua fala, Regina

ressaltou que a condenação dos golpistas foi um passo decisivo para

consolidar a democracia brasileira e uma resposta àqueles que insistem em

afrontar os direitos fundamentais dos cidadãos de nosso país. A conselheira

Mariana Valadares, representante da ABI em SP, acompanhou Regina

Pimenta.

11 de setembro — Em nota oficial, a Associação Brasileira de Imprensa

uniu-se às comemorações pela condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro

e mais sete réus pelo Supremo Tribunal Federal por tentativa de abolição

do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado e dano

qualificado ao patrimônio público. Por quatro votos a um na Primeira

Turma do STF, Bolsonaro foi condenado a 27 anos de prisão, em regime

fechado.

8 de setembro — O secretário de Cultura municipal, Lucas Padilha,

visitou a ABI, em audiência com o presidente Octávio Costa e o diretor

administrativo Marcos Gomes. Padilha ficou impressionado com a sede

histórica da ABI e prometeu apoiar futuras parcerias com nossa entidade.

Alguns projetos, que tinham recebido sinal verde do prefeito Eduardo Paes,

já foram enviados para a assessoria de Lucas Padilha.

2 de setembro — Entidades dos setores musical, jornalístico, editorial e

literário estiveram em Brasília para entregar à Câmara manifesto

solicitando proteção a autores e artistas no PL da Inteligência Artificial, o

Projeto de Lei 2338/2023 do Senado, que estabelece o marco regulatório

para o uso da IA no país.


A carta, endossada pela ABI, propõe a inclusão de salvaguardas aos

direitos de criadores e intérpretes de obras artísticas, intelectuais e

produções protegidas, especialmente diante do avanço da IA generativa,

estabelecendo ainda transparência no desenvolvimento e funcionamento

dessas tecnologias.

1° de setembro — Ao retomar a tradição de registrar depoimentos de

grandes nomes do jornalismo, a ABI lançou o programa Mestres da

Comunicação, criado em parceria com a produtora AllTV, que promoverá

diálogos quinzenais com profissionais que marcam a história da imprensa

brasileira. A série estreou com uma conversa entre Fernando Mitre —

diretor da Rede Bandeirantes responsável pela consolidação dos debates

presidenciais na TV — e o conselheiro da ABI Ricardo Lessa, sob direção

geral de Alberto Luchetti. Lessa e conselheiro Luiz Paulo Lima coordenam

o programa "Mestres da Comunicação".

1° de setembro — A defesa da soberania nacional, da democracia e do

STF foi o foco de um ato unificado que reuniu várias entidades, entre elas a

ABI, e mais de 500 pessoas, no Clube de Engenharia, no Rio. O objetivo

foi mobilizar a sociedade contra interferências externas que vêm

ameaçando as instituições da República. Em sua fala, Octávio Costa,

lembrou as lutas da entidade na defesa da democracia, dos direitos

humanos e da soberania nacional e se referiu ao exemplo de Maria

Quitéria: "Quando se uniu às tropas que lutaram contra os portugueses,

Maria Quitéria disse que sentiu o coração ardendo no peito. Nós também

temos esse sentimento no coração e nosso peito arde quando saímos em

defesa da soberania. Os fascistas daqui e os fascistas de lá que se previnam

porque nós sempre vamos resistir em defesa da nossa soberania", afirmou.


Relatório de Atividades da Diretoria


Agosto de 2025


21 de agosto - A ABI assinou a carta de apoio ao Teatro de Contêiner

Munguzá, cujo terreno tem sido alvo da gestão Ricardo Nunes, que

pretendia desapropriar o espaço para anunciar um projeto habitacional. No

dia 20, a GCM agiu com extrema violência para retirar os profissionais de

teatro do local, mas o plano da prefeitura foi adiado em função da pressão

popular e da iniciativa da ministra da Cultura, Margareth Menezes, e da

presidente da Funarte, Maria Marighella, que propuseram uma negociação

entre a União, o governo do estado e a prefeitura para analisar a

possibilidade da manutenção do teatro no local e, no caso de

impossibilidade, um acordo para conseguir um prazo para o término das

apresentações deste ano e a mudança para um lugar em conformidade com

a proposta artística e social da companhia.

19 de agosto - A ABI esteve representada por seu presidente, Octávio

Costa, no seminário Liberdade de Imprensa e Poder Judiciário, realizado

no auditório do CNJ, em Brasília. Em sua fala durante o evento, o ministro

Luís Roberto Barroso, presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e

do Supremo Tribunal Federal (STF), defendeu o papel da imprensa e

alertou para os riscos da desinformação. Uma das consequências do

advento da internet, segundo Barroso, é a ampliação da circulação de

informações sem filtro. “Estamos vivendo em um mundo em que as

pessoas já não convergem quanto aos fatos. Cada um tem a sua própria

narrativa. As pessoas são expostas a opiniões divergentes. Da intolerância à

violência, o passo é relativamente pequeno”, lamentou.

O presidente da ABI participou da mesa “O enfrentamento do assédio

judicial contra jornalistas no Brasil: avanços e desafios”. Em sua fala ele

destacou o papel político da ABI, com destaque para a defesa da soberania

nacional e para o repúdio ao genocídio que Israel promove na Faixa de

Gaza, que já matou centenas de jornalistas.


Ele também manifestou a preocupação da entidade com o assédio judicial

contra jornalistas, que intimida e ameaça os profissionais de imprensa, e

alertou: “não é possível que cada juiz defina os limites da liberdade de

imprensa, o que causa grande insegurança jurídica para o exercício do

jornalismo”.

19 de agosto - Representantes de 33 Instituições públicas e privadas que

estão no Centro da cidade participaram da primeira de uma série de

reuniões promovidas pela Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ),

voltadas para debater propostas e soluções para os desafios do Centro da

cidade, O encontro foi idealizado pelo presidente da Associação

Comercial, Josier Vilar, e coordenado por Carlos Roberto Osório,

presidente do Conselho Empresarial de Ordem Pública e Centro da Cidade

da ACRJ, com apoio do consultor Rodrigo Teixeira. A Associação

Brasileira de Imprensa – ABI foi representada pelo diretor administrativo,

Marcos Gomes e Terezinha Santos.

19 de agosto - O jornalista Milton Temer, indicado pelo Conselho

Deliberativo da ABI, participou do Debate Petroleiro, programa

transmitido ao vivo toda terça-feira no Youtube por mais de 30 canais,

como rede TVT e sindipetros dos diversos estados brasileiros. A conversa,

cujo tema foi a violência contra jornalistas em Gaza, também teve a

participação da deputada federal Alice Portugal, do repórter fotográfico

Wandaick Costa e do cineasta Carlos Pronzato.

18 de agosto - A ABI fez sua adesão como apoiadora institucional da

Frente pela Soberania Cultural, uma articulação ampla, plural e

permanente, dedicada à defesa da autonomia cultural do País, e que tem

mobilizado artistas, cineastas e entidades na luta por uma regulamentação

justa das plataformas de streaming. Mais de 60 atrizes, atores, cineastas e

coletivos se engajaram nessa mobilização, recolocando a soberania cultural

no centro do debate político e legislativo. O próximo passo da proposta é

lançar o Portal da Soberania Cultural, que contará com a Biblioteca Virtual

Soberba Cul (livros, filmes e acervos históricos); a Estação Soberana

(ensaios formativos, minicursos e artigos); o Clube da Cultura (modelo

solidário de financiamento com recompensas) e um canal ativo para

notícias, artigos e mobilizações culturais.


15 de agosto - Mais de cem entidades da sociedade civil, entre elas a ABI,

vão realizar no dia 1o de setembro (segunda-feira), às 18h, o Ato em Defesa

da Soberania Nacional e da Democracia. Representantes de organizações

ligadas a categorias profissionais, a estudantes, ao setor acadêmico, a

movimentos sociais, além de parlamentares, vão se reunir na sede do Clube

de Engenharia do Brasil, no Rio de Janeiro, numa manifestação de repúdio

às tentativas de interferência externa no país. O objetivo do ato é mobilizar

a sociedade contra as agressões que as instituições da República e a

Soberania Nacional vêm sofrendo.

12 de agosto - A ABI manifestou mais uma vez, por meio de nota, seu

repúdio ao regime Netanyahu, que mais uma vez exibe sua face mais cruel

ao assassinar jornalistas da rede Al-Jazeera. Com isso, já se aproxima das

duas centenas o número de profissionais de imprensa mortos pelas forças

armadas israelenses.

06 de agosto - A ABI parabenizou o jornalista André Basbaum, seu

associado desde 31/01/2022, por sua indicação como novo presidente da

EBC - Empresa Brasil de Comunicação.

06 de agosto - A ABI deu seu apoio ao Ato em Defesa da Soberania

Nacional, realizado no 01/08/2025 no Salão Nobre da Reitoria da

Universidade Federal da Bahia. No ato, a ABI foi representada por Fabio

Costa Pinto, representante da entidade na Bahia.

01 de agosto - Neste dia, quando o Supremo Tribunal Federal (STF)

retomou seus trabalhos após o recesso, uma ampla articulação da sociedade

civil lançou a Rede pela Soberania, “pela soberania brasileira, pela

pluralidade e pela democracia”. A iniciativa reúne diversas organizações da

sociedade civil, entre elas a ABI. Em seu primeiro ato, representantes da

Rede entregaram ao presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro

Luís Roberto Barroso, um manifesto que expressa solidariedade ao STF e

aos ministros da Corte, reafirmando a importância do cumprimento da

Constituição e da responsabilização dos envolvidos nos atos

antidemocráticos de 8 de janeiro. A ABI foi representada pelo Diretor de

Jornalismo, Moacyr de Oliveira Filho.


Relatório de Atividades da Diretoria


Julho de 2025

A Clava Forte de Justiça


O mês de julho foi marcado por ataques do presidente dos Estados Unidos,

Donald Trump, ao Supremo Tribunal Federal e à economia brasileira. O

ensandecido Trump age como se fosse “imperador do mundo” e faz pressão

ostensiva contra a iminente condenação à prisão do ex-presidente Jair

Bolsonaro por tentativa de golpe e afronta à Constituição. Na investida

mais grave para intimidar os ministros do Supremo, Trump anunciou a

aplicação de sobretaxa de 50% sobre nossas exportações para os EUA. Mas

sua agressão encontrou rápida resposta do governo Lula e do STF, que

ergueu sua clava forte contra Bolsonaro e seus asseclas. Em todo o país

levantaram-se vozes em defesa da soberania nacional e da independência

do Judiciário. A ABI é uma dessas vozes.

25 de julho — Representada pela vice-presidente Regina Pimenta, a ABI

participou do Ato de Lançamento da Carta em Defesa da Soberania

Nacional, no Salão Nobre da histórica Faculdade de Direito do Largo de

São Francisco, em São Paulo. Além da assinar o documento que foi lido

nas Arcadas, a ABI passou a integrar, com várias entidades de peso, o

Comitê de Defesa da Soberania Nacional, criado em resposta às agressões

do Donald Trump.

20 de julho — Em nota oficial, a ABI manifestou seu absoluto apoio aos

ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), diante das ameaças de

deslegitimação daquela Corte. E lembrou que compete ao STF a guarda da

Constituição, fundamento do Estado Democrático de Direito. A ABI

considera inadmissíveis quaisquer pressões externas contra os ministros da

Suprema Corte, venham de onde vierem. Para nós, a soberania do Brasil e a

autonomia de suas instituições devem ser plenamente respeitadas, como

valores fundamentais e inegociáveis da democracia.


19 de julho — A ABI participou do Fórum de Jornalistas da Iniciativa

Cinturão e Rota de 2025, de 15 a 19 de julho, em Nanchang, capital da

província de Jiangxi, e Ganzhou, ambas no leste da China. Nossa entidade

foi representada por Jamile Barreto, 2a secretária do Conselho Deliberativo

e integrante da diretoria de Igualdade Étnico-Racial, e Marcelo Auler,

também do Conselho Deliberativo. O Fórum teve como tema Promovendo

Diálogos Civilizacionais e a Modernização Global com o Poder dos

Jornalistas e reuniu cerca de 100 representantes de associações de

jornalistas e veículos de mídia de mais de 50

18 de julho — Por meio de sua Comissão de Meio Ambiente, A ABI

manifestou profunda preocupação com a aprovação do Projeto de Lei

2159/2021, conhecido como “PL da Devastação”, que desfigura o sistema

de licenciamento ambiental no Brasil.A votação, de forma apressada pela

Câmara, representou grave retrocesso na política ambiental brasileira. A

quatro meses da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças

Climáticas (COP30), em novembro, em Belém, o Congresso aprovou

medida que contraria os compromissos internacionais assumidos pelo

Brasil e enfraquece a proteção de nossos biomas.

16 de julho — Por iniciativa da diretora de Cultura, Iara Cruz, foi

realizada, no auditório do 7o andar, a leitura dramatizada da peça Pedro e o

Capitão, do uruguaio Mario Benedetti e traduzida por Julio Guehlen, com

os atores Luiz Washington e Apolonio Neto, e dirigida por Gedivan de

Albuquerque. A peça gira em torno da relação do torturado e do torturador.

Foi mais uma iniciativa da ABI para manter viva a memória de um tempo

que não deve ser esquecido. Nossa entidade vem promovendo uma série de

eventos com o objetivo de resgatar episódios marcantes da nossa história,

revelar vozes esquecidas e confrontar narrativas que tentam esconder ou

distorcer os fatos.

15 de julho — Em nota de repúdio, a ABI condenou veementemente a

prisão do jornalista palestino Nasser Al-Lahham, diretor do canal libanês

Al Mayadeen. Ele foi detido pelo Exército de Israel, que invadiu sua casa e

o transferiu para a prisão de Ofer, na Cisjordânia. A ABI se une às

organizações que denunciam os atentados e assassinatos de jornalistas e

civis na Faixa de Gaza e na Cisjordânia.


Da mesma forma, apoia as denúncias contra o governo genocida de

Benjamin Netanyahu, principal responsável pela morte de mais de 200

jornalistas no massacre de Gaza.

14 de julho — O site da ABI publicou nota oficial do presidente do

Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso, em que ele defende a

independência do Judiciário em resposta às agressões do presidente dos

EUA, Donald Trump. Eis um trecho: “Para quem não viveu uma ditadura

ou não a tem na memória, vale relembrar: ali, sim, havia falta de liberdade,

tortura, desaparecimentos forçados, fechamento do Congresso e


perseguição a juízes. No Brasil de hoje, não se persegue ninguém. Realiza-

se a justiça, com base nas provas e respeitado o contraditório. Como todos


os Poderes, numa sociedade aberta e democrática, o Judiciário está sujeito a

divergências e críticas. Que se manifestam todo o tempo, sem qualquer

grau de repressão”.

9 de julho — O presidente Octávio Costa recebeu na sala da diretoria

quatro militantes do grupo Soberana, coletivo marxista-leninista que

disputa espaço na internet com a mídia hegemônica. “Estamos

determinados a combater a predominância de conteúdo político reacionário

que influencia a internet”, explicou Duda Bolche, uma das criadoras. As

integrantes do Soberana pediram informações sobre a atuação da ABI,

fizeram questão de conhecer a sede da entidade e se mostraram

impressionadas com o saguão e o auditório do 9° andar.

— Na manhã do dia 9, Octávio Costa recebeu a visita dos integrantes da

“Chapa 1 – FENAJ em Luta”, encabeçada por Samira de Castro, candidata

à reeleição para a presidência (foi reeleita no dia 16). Acompanhada do

presidente do Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo, Thiago

Tanji (2° vice-presidente da Fenaj) e Eduardo Viné (secretário de

Mobilização dos Jornalistas de Imagem), Samira conversou sobre a

valorização do jornalismo e o combate à pejotização.

8 de julho — Foi lançada no auditório do 7o andar a segunda edição do

livro “Esquecer? Nunca Mais! – A saga de meu filho Marcos Arruda”.

Editado pela Universidade Estadual de São Paulo (Unesp), o livro narra a

jornada de Lina Sattamini em busca de seu filho, o geólogo, economista,

educador popular e escritor Marcos Arruda, que foi preso, torturado e


exilado durante a ditadura militar. A segunda edição mantém o prefácio

escrito pela professora Cecília Coimbra, do grupo Tortura Nunca Mais. E

traz uma série de textos inéditos, com reflexões do historiador James

Green, de Frei Betto e do próprio Marcos Arruda.

30 de junho — A conselheira Malu Fernandes representou a ABI em

fórum da Academia de Estudos Contemporâneos da China e do Mundo

(ACCWS) que teve como tema “BRICS, Governança e Intercâmbio

Cultural”. Realizado no Hotel Sheraton, no Rio, o evento contou com

líderes da China, Índia, Rússia, África do Sul e Brasil. Hu Zhifemg,

supervisor de doutorado na Escola de Artes e Comunicação da

Universidade Normal de Pequim, falou sobre oportunidades na indústria do

audiovisual online para criar novos caminhos para compreensão cultural

mútua e promoção de conexões interpessoais entre a China e a América

Latina.


Relatório de Atividades da Diretoria


Junho de 2025


“Defesa da Democracia está no DNA da ABI”


27 de junho — No dia em que Vladimir Herzog completaria 88 anos,

entidades de defesa do jornalismo e dos direitos humanos promoveram

encontro, no Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São

Paulo, para debater a luta pelo livre exercício do jornalismo. No primeiro

evento para marcar os 50 anos do assassinato de Vlado, o Sindicato dos

Jornalistas, o Instituto Vladimir Herzog, a Associação Brasileira de

Imprensa (ABI), a Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas), Repórteres

Sem Fronteiras (RSF) e a Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo

Investigativo), além de relembrar a resistência do passado, refletiram sobre

a defesa permanente da liberdade de imprensa. A vice-presidente Regina

Pimenta representou nossa entidade.

26 de junho — No auditório do 7o andar da ABI, profissionais da ONG

Médicos Sem Fronteira, que acabaram de retornar da Faixa de Gaza e da

Cisjordânia, compartilharam relatos do que testemunharam no território

devastado, onde a população palestina enfrenta diariamente a luta pela

sobrevivência. Antes do debate, foi exibido o curta Vidas Ameaçadas, no

qual três mulheres palestinas da mesma família narram como a guerra

sangrenta afeta brutalmente a vida das pessoas comuns.

— No fim da tarde de 26 de junho, também no auditório do 7o andar da

ABI, foi lançada a biografia de Carlos Marighella, quinto volume da

coleção Ponto Final, de autoria de Nelson Rolim de Moura, que apresenta a

história de 38 jornalistas perseguidos pela ditadura militar. O livro relembra

a trajetória do jovem baiano que, aos 23 anos, abandonou a universidade

para assumir a imprensa e a divulgação do Partido Comunista Brasileiro

(PCB), tornando-se um dos seus mais importantes dirigentes. Pouco antes

de completar 58 anos, então comandante da Aliança Libertadora Nacional

(ALN), Marighella foi covardemente assassinado numa emboscada da

repressão.


17 de junho — Morreu o jornalista e escritor Cícero Sandroni, aos 90 anos.

Conhecido por sua atuação na imprensa e por ter presidido a Academia

Brasileira de Letras entre 2008 e 2009, Cícero também foi conselheiro e

Secretário da ABI, nas gestões de Barbosa Lima Sobrinho. Nascido na

cidade de São Paulo, em 26 de fevereiro de 1935, ele iniciou a carreira em

1954, na Tribuna da Imprensa, e em seguida no Correio da Manhã.

Também passou pelo Jornal do Brasil e O Globo, onde se destacou pela


cobertura da área de política. O presidente Octávio Costa e a diretora-

financeira Terezinha Santos compareceram ao velório no Petit Trianon da


ABL. A diretoria da ABI enviou coroa de flores.

16 de junho – O presidente Octávio Costa participou de reunião, de forma

híbrida, que marcou a retomada dos trabalhos do Fórum Nacional de

Liberdade de Imprensa, do Conselho Nacional de Justiça. A partir de

sugestão da presidente da Abraji, Kátia Brembatti, foi aprovada a

realização de um seminário no Supremo Tribunal Federal (STF) para

debater os crescentes casos de assédio judicial a jornalistas. Ainda não há

confirmação da data, mas o evento, com apoio do CNJ e do STF, ocorrerá

provavelmente em setembro.

9 de junho – A diretoria da ABI recebeu uma delegação de jornalistas

chineses, representantes da Associação de Jornalistas de Toda China

(ACJA), sob liderança da secretária-executiva da entidade, Wu Xu. Na

véspera, a missão chinesa participou de jantar com a presença do presidente

do Conselho Deliberativo, Vitor Iório. A agenda no Rio foi desenvolvida

pelo diretor de jornalismo, Moacyr de Oliveira Filho, Moa. E a despesa foi

coberta com patrocínio obtido pela conselheira Malu Fernandes. A ACJA é

uma organização não governamental nacional composta por instituições de

imprensa em nível nacional, associações de jornalistas de províncias,

regiões autônomas e municípios, associações de jornalistas de ofícios

especiais e grandes instituições envolvidas no ensino e pesquisa em

jornalismo. Fundada em 8 de novembro de 1937, dia dedicado aos

jornalistas chineses, a entidade reúne 216 instituições de imprensa, com

mais de um milhão de profissionais.


— Durante o encontro na ABI, o presidente Octávio Costa, e a secretária-

executiva da Associação de Jornalistas de Toda China (ACJA), Wu Xu,


assinaram, na um Memorando de Entendimento de intercâmbio entre as

duas entidades, com o objetivo de aprofundar o entendimento mútuo, a

comunicação e a colaboração entre profissionais de mídia dos dois países e

promover o estabelecimento da Casa dos Jornalistas Brasil-China . Trata-se

de uma plataforma de intercâmbio não governamental estabelecida por

jornalistas da China, Brasil e outros países, por meio de atividades

conjuntas. Em julho, os conselheiros Marcelo Auler e Jamille Barreto

participarão, a convite da ACJA, do Fórum de Jornalistas da Iniciativa

Cinturão e Rota na província de Jiangxi, no sudeste da China.

5 de junho — No Dia Mundial do Meio Ambiente, a ABI manifestou sua

profunda preocupação com os riscos representados pelo Projeto de Lei no

2.159/2021, que propõe flexibilizações no licenciamento ambiental e é

conhecido por amplos setores da sociedade como o “PL da Devastação”. O

projeto foi aprovado no Senado Federal em 25 de maio e está aguardando

despacho do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta

(Republicanos-PB). A eventual aprovação desse projeto, em tramitação

acelerada no Congresso, ameaça desmontar um dos principais instrumentos

de proteção socioambiental do país. Se aprovado, o PL poderá abrir

caminho para novas tragédias como a de Brumadinho (MG), em 2019.

1o de junho — No Dia da Imprensa, a ABI reafirmou seu compromisso

com a liberdade de informação e expressão, a democracia e a valorização

do jornalismo exercido com responsabilidade, ética e respeito à verdade. E

voltou a repudiar toda forma de violência, censura e intimidação contra

jornalistas e comunicadores. Com 117 anos de história, nossa entidade

defende a regulamentação da profissão, o enfrentamento à desinformação e,

sobretudo, a urgente responsabilização das grandes plataformas digitais. “A

grande bandeira da ABI é a defesa da democracia, do Estado Democrático

de Direito e da liberdade de imprensa. Esse é o DNA da ABI. Está no nosso

sangue. Está na nossa alma”, afirmou Octávio Costa, na véspera, em

entrevista ao programa Faixa Livre.


Relatório de Atividades da Diretoria


Maio/Abril de 2025


Um bastião da Democracia


Começou no dia 13 de maio o novo mandato da diretoria reeleita em abril.

São muitos os desafios, mas o principal deles, sem dúvida, é manter o

protagonismo político da Associação Brasileira de Imprensa, essa

instituição centenária que tanto nos emociona. A ABI é símbolo de

resistência e de luta pelos direitos humanos, pela liberdade de imprensa.

Para além de Casa dos Jornalistas, é um verdadeiro bastião da Democracia.

Cabe a nós, nesta nova gestão, fazer todo o possível para fortalecer nossa

entidade, renovar e ampliar nosso quadro social, e buscar medidas e

soluções para a crise que levou à precarização de nossa profissão. Na frente

política, o compromisso é o de sempre, contra qualquer ameaça ao Estado

Democrático de Direito.

PS: Ao companheiro Moysés Corrêa, nosso agradecimento pela dedicação

à ABI e o excelente trabalho realizado à frente da diretoria administrativa

no período 2022/2025.


Maio


20 de maio — Em audiência pública da Comissão de Direitos Humanos,

Minorias e Igualdade Racial da Câmara dos Deputados, a Federação

Nacional dos Jornalistas (Fenaj) divulgou o Relatório da Violência contra

Jornalistas e Liberdade de Imprensa no Brasil – 2024.


O Relatório revela que, embora o número total de ataques tenha diminuído,

o cenário continua preocupante. Foram 144 casos ao longo do ano, com

queda de 20,44% em relação a 2023. O presidente Octávio Costa participou

do evento e destacou que o assédio judicial, mecanismo de intimidação,

ocupa o segundo lugar nos casos de violência contra jornalistas.

— A representação contra o jurista Ives Gandra por incitação ao golpe

voltou a ser julgada na OAB-SP. Mas o julgamento do recurso contra a

decisão do tribunal de ética de arquivar o caso foi suspenso após um dos

conselheiros pedir vista. A ABI e o Movimento Nacional de Direito

Humanos são representadas pelo advogado Carlos Nicodemos.

17 de maio — Em evento de caráter partidário, o deputado federal Reimont

(PT-RJ) reuniu mais de mil pessoas no auditório e no saguão do 9o andar da

ABI. Outras mil se concentraram na porta de nossa entidade. Reimont é

autor de emenda parlamentar de R$ 200 mil a favor da ABI. Atos dessa

natureza valorizam o prédio histórico da ABI, como símbolo da

democracia.

16 de maio — No Dia Internacional de Luta Contra a Homofobia,

Transfobia e Bifobia, Bernardo Lucas, da diretoria de Mulheres e

LGBTQIA+, lembrou no nosso site o episódio pelo qual passou a deputada

Erika Hilton (PSOL/SP), ao ter sua identidade de gênero negada no

processo de emissão de visto diplomático para participar de uma

conferência acadêmica nos EUA. Erika denunciou que se tornou alvo da

política transfóbica do governo Trump.

13 de maio — A Diretoria Executiva, o terço do Conselho Deliberativo, o

Conselho Consultivo e o Conselho Fiscal da ABI, eleitos no dia 25 de abril,

foram empossados, em reunião Extraordinária do Conselho Deliberativo.

Vitor Iório foi eleito presidente do Conselho Deliberativo. Discursaram a

vice-presidente, Regina Pimenta; os conselheiros Fichel Davit Chargel,


decano da ABI, e Marcelo Auler, a jornalista Hildegard Angel, e o

presidente Octávio Costa.

12 de maio — Com o marco dos 50 anos do assassinato de Vladimir

Herzog em 25 de outubro, diversas organizações mobilizam ações, em

conjunto com o Instituto Vladimir Herzog. O tema será tratado em

produções especiais como reportagem, podcast, entrevistas, eventos,

incidência política e outros. A ABI instituiu o ano de 2025 como o Ano

Vladimir Herzog e exibe um banner no seu site e na entrada da sede, além

de produzir conteúdos sobre a história de Vlado ao longo do ano. Outra

iniciativa aconteceu em Porto Alegre. A Faculdade de Biblioteconomia e

Comunicação (Fabico) da UFRGS prestou homenagem ao jornalista com o

evento “Vladimir Herzog 50 anos — Fabico Presente!” no dia 8 de abril. A

pedido do Instituto Herzog, uma logo, especialmente produzida para

marcar os 50 anos do assassinato, foi desenhada por Kiko Farkas.


Abril


25 de abril — A Chapa Rui Xavier – ABI Luta Pela Democracia,

encabeçada por Octávio Costa e Regina Pimenta, foi eleita para o mandato

2025-2028, com 92,20% dos votos. A Chapa 1 teve 282 votos, com 24

votos brancos e nulos. A Chapa 2 – Sem Anistia para

Golpistas, encabeçada pelo professor Ivan Cavalcanti Proença e Osvaldo

Maneschy, se retirou do processo eleitoral, na Assembleia Geral Ordinária

da quinta-feira 24, véspera da eleição, e fez campanha para que os

associados não votassem. Votaram 306 associados (64%) dos 479 que

estavam aptos a votar, sendo 56 presencialmente e 250 pelo sistema

eletrônico. A abstenção foi de 36%.

— Na véspera do primeiro aniversário da morte de Paulo Totti, colegas e

amigos realizaram um ato em sua homenagem no saguão do 9o andar da


ABI. Coube a Ana Maria Mandim, viúva de Totti, inaugurar a placa de

bronze, singela e bonita, que ressalta duas características dele: talento e

ética. Episódios da convivência com o querido jornalista foram lembrados

por Paulo Jerônimo, Suely Caldas, Vera Durão, Lívia Ferrari, Agata

Messina, Álvaro Caldas e Marcelo Auler.

24 de abril — Por iniciativa de ex-ministros dos Direitos Humanos, foi

lançado um manifesto pedindo a regulamentação das grandes plataformas.

“Pela importância, pela influência, pelo poder, pelo risco, pelas ameaças, as

plataformas e as redes Sociais precisam ser regulamentadas, como toda e

qualquer atividade é numa sociedade democrática”, disse a ex-senadora

Ideli Salvatti. “Não regulamentar é incentivar a barbárie que atinge,

prioritariamente, crianças e adolescentes e os mais fragilizados

socialmente”, afirmou. A iniciativa conta com Nilmário Miranda, Paulo

Sérgio Pinheiro, Maria do Rosário, Paulo Vannuchi e Rogério Sottili, todos

ex-ministros dos Direitos Humanos. O presidente da ABI, Octávio Costa,

também assinou o manifesto.

20 de abril — Em nota, a ABI repudiou o assassinato da jornalista Fátima

Hassoun pelo Exército de Israel:

“A Associação Brasileira de Imprensa (ABI) manifesta seu mais veemente

protesto por mais essa barbaridade cometida pelo Exército Israelense na

Faixa de Gaza. Fátima Hassouna, jornalista palestina é assassinada,

juntamente com o que ainda sobrevivia de sua família diante de

bombardeios anteriores, dentro de sua própria casa. A barbárie não nos

surpreende mais, diante de tudo o que jornalistas de todo mundo, fotógrafos

como ela, registram em Gaza e na Cisjordânia. Mas isso não nos impede de

manter viva a repulsa. Pelo contrário, nos obriga a não permitir que se

naturalize esse genocídio”.


11 de abril — A sessão de encerramento da III Semana Nacional de

Jornalismo debateu o tema Jornalismo Comunitário, Desafios, Ameaças e

Oportunidades. Organizada pela diretoria de Educação, presidida por Vitor

Iorio, a III Semana começou em Curitiba no dia 7 de abril, seguida de

etapas em Fortaleza, Brasília e São Paulo. Em Curitiba foi elaborada Carta

que ressalta a posição de várias entidades em defesa do diploma de

jornalismo. No Rio, no auditório do 7o andar, algumas das questões

levantadas foram a importância da comunicação comunitária para a

prestação de informações corretas à população, para a defesa dos direitos

humanos e para a preservação da memória da comunidade; os desafios

enfrentados pelos comunicadores populares, como a falta de recursos

financeiros e a violência; a ausência de políticas públicas para esse nicho

da comunicação e a relevância da favela como “energia cultural e espaço

de potência”.

— O presidente Octávio Costa participou do “Ato Glauber Fica!”, em

defesa do mandato do deputado federal Glauber Braga, cuja cassação foi

aprovada pela Comissão de Ética da Câmara dos Deputados. “A ameaça de

cassação é uma afronta, uma violência, sem qualquer respaldo jurídico”,

disse Octávio. O encontro foi realizado na Praça Mario Lago, conhecido

como “Buraco do Lume”, no centro do Rio de Janeiro, conhecido.

7 de abril — No data em que se comemora o aniversário da ABI e também

o Dia do Jornalista, o site da ABI postou arte do conselheiro Geraldo

Cantarino em homenagem aos homens e mulheres jornalistas, que, ao

longo da História, honraram e dignificaram a nossa profissão. Nos seus 117

anos de existência, a ABI sempre lutou em defesa da democracia, do

respeito aos direitos humanos e da liberdade de imprensa e do livre

exercício do jornalismo por profissionais qualificados, o que é fundamental

para a democracia.


1o de abril — Centenas de manifestantes se reuniram em um ato de

protesto contra o golpe de 1964 e a anistia aos golpistas de 2022/23. A

manifestação começou às 15 horas, em frente ao prédio do antigo Dops, no

Centro do Rio, um dos locais de encarceramento e torturas de opositores da

ditadura militar. Os manifestantes, entre eles muitos jovens, militantes de

partidos políticos e entidades como o grupo Tortura Nunca Mais,

carregavam bandeiras, faixas e cartazes. Diretores e conselheiros da ABI

também participaram do protesto. No fim da tarde, os participantes do

protesto iniciaram uma caminhada pelas Avenidas Chile e Rio Branco até a

sede da ABI. No auditório do 9o andar, o ato teve continuidade com a

entrega, pelo Grupo Tortura Nunca Mais/RJ, da 37° Medalha Chico

Mendes de Resistência a pessoas e entidades que se destacaram na defesa

dos direitos humanos.


Relatório Anual de Atividades da Diretoria 2025/2026

(consolida os relatórios mensais submetidos ao Conselho Deliberativo)


Março de 2026


O Futuro do Jornalismo


O jornalismo vive dias difíceis. A precarização da profissão é ameaça

crescente. Segundo dados divulgados no fim de março, o número de

jornalistas com carteira de trabalho assinada em cargos típicos de redações

caiu 31% desde 2014. Àquela época, eram 42.605 profissionais da área

registrados pelas regras da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). No

fim de 2025, o número havia caído para 29.306. O levantamento se baseia

em dados da Rais (Relação Anual de Informações Sociais) e de

movimentações do Caged (Cadastro Geral de Empregados e

Desempregados). Para agravar o quadro, o governo promulgou lei que

regulamenta a profissão de multimídia, sem levar em conta as várias

situações em que são permitidas funções inerentes ao jornalismo

profissional. A ABI e a Fenaj vão apresentar ADI (Ação Direta de

Inconstitucionalidade) ao STF, na tentativa de garantir nossos direitos. Não

surpreende que, diante dessa realidade, um cenário distópico sobre o “Fim

do Jornalismo” tenha chamado a atenção dos 40 convidados que

participaram da apresentação do estudo “Futuros do Jornalismo”,

produzido pela ONG Repórteres Sem Fronteira. Nesse cenário sombrio, o

jornalismo perde relevância e é substituído por plataformas digitais e outros

atores como políticos e grupos religiosos. Será que o futuro já chegou?


30 de março — Em mais uma edição do programa “Mestres da

Comunicação, transmitido pela ABI TV, Ricardo Lessa entrevistou Natália

Viana, co-fundadora da Agência Pública. Liderança do jornalismo

independente nas redes digitais, Natália recebeu no fim de 2025 o

tradicional Prêmio Maria Moors, da Universidade de Columbia.

30 de março — Em solenidade no auditório do 9o andar da ABI, o grupo

Tortura Nunca Mais do Rio de Janeiro realizou a 38a edição da Medalha

Chico Mendes de Resistência. Criada em 1989, a medalha reconhece

pessoas e organizações que se destacam na luta pelos direitos humanos,

pela memória, verdade e justiça. João Bosco e Aldir Blanc (in memoriam)

estão entre os homenageados deste ano. O presidente da ABI, Octávio

Costa, integrou a mesa do evento.

29 de março — Foi realizada em São Paulo a 6a edição da Caminhada do

Silêncio pelas Vítimas de Violência do Estado, do Movimento Vozes do

Silêncio, representado pelo Núcleo de Preservação da Memória Política e o

Instituto Vladimir Herzog. Tendo como mote “aprender com o passado

para construir o futuro”, o ato teve início em frente ao antigo DOI-Codi, na

Rua Tutóia. A vice-presidente Regina Pimenta representou a ABI ao lado

de Mariana Valadares, representante da ABI em São Paulo..

24 de março — Em Brasília, a ONG Repórteres Sem Fronteira apresentou

o estudo “Futuros do Jornalismo”, que aponta diferentes cenários

favoráveis ou desfavoráveis ao jornalismo íntegro e de confiança, ou seja

aquele que aplica procedimentos éticos rigorosos. O projeto foi conduzido

pelo Laboratório de Estudos sobre Organização da Pesquisa e da Inovação

da Unicamp (Lab-GEOP) e discutido por um Conselho Consultivo

coordenado pela RSF. Durante o evento de Brasília, quarenta convidados

debateram o estudo, entre eles, o presidente da ABI, Octávio Costa. Houve

consenso em relação à importância do cenário distópico “Fim do


Jornalismo”, em que o jornalismo é substituído por plataformas digitais e

outros atores como políticos e grupos religiosos. Nesse ambiente,

jornalistas enfrentam violência, autocensura e perda de relevância.

Distópico este cenário?

22 de março — No Dia Mundial da Água, a ABI lançou o e-book do

Seminário de Meio Ambiente, realizado em 2025. Organizado pela

Diretoria de Cultura e pela Comissão de Meio Ambiente da ABI, o evento

abordou, em três dias, os desafios socioambientais contemporâneos e o

papel da imprensa na promoção da consciência socioambiental. Realizado

pouco antes da COP30, em Belém, o seminário contou com a parceria do

ONDAS (Observatório Nacional dos Direitos à Água e ao Saneamento) e

da agência de jornalismo independente Amazônia Real. Teve também o

apoio da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP/Fiocruz),

da Rede de Vigilância Popular em Saneamento e Saúde, do Sindicato dos

Trabalhadores em Saneamento e Meio Ambiente (Sintsama-RJ) e da ONG

Mutirão Agroflorestal. O e-book é de autoria de Geraldo Cantarino, em

mais uma excelente contribuição voluntária à ABI.

19 de março — Texto de Geraldo Cantarino no site da ABI lembrou que

há 50 anos prisões de jornalistas no Rio mobilizaram a ABI contra a

ditadura. Em março de 1976, em meio à investida da repressão contra

membros do Partido Comunista Brasileiro (PCB), duas prisões causaram

grande preocupação nas redações e tiveram a ABI como alvo direto: a do

fotógrafo de O Globo, Luiz Paulo Santana Machado, e a do redator da

Editora Abril, Maurício Azêdo. Ambos eram da coordenação do Cineclube

Macunaíma — que contava ainda com Fichel Davit Chargel e Ancelmo

Góis. Além de conselheiro e membro da Comissão de Liberdade de

Imprensa, Azêdo era o principal editor do Boletim ABI e viria a ser

presidente da entidade de 2004 a 2013. Ancelmo, que depois foi processado

com Azêdo e Luiz Paulo, faz questão de destacar a atuação corajosa do

então presidente da ABI, Prudente de Morais, Neto.


17 de março — Um grupo de lideranças técnicas, entidades científicas e

acadêmicas, gestores públicos e privados, pesquisadores e estudantes, de

forma presencial e pela internet, realizou na sede da ABI o primeiro Ato

Público da “Sociedade em defesa dos dados oficiais e da soberania

nacional”. A mobilização da sociedade ocorre diante da crescente

disseminação de desinformação sobre pesquisas científicas e estatísticas no

Brasil. O conselheiro da ABI Xico Teixeira abriu o encontro destacando o

papel da imprensa na proteção da informação pública

18 de março — O presidente Octávio Costa participou, por zoom, da 5a

reunião do Conselho Consultivo do Observatório de Violência contra

Jornalistas e Comunicadores Sociais, da Secretaria Nacional de Justiça

(SENAJUS). Na ocasião foi apresentada a nova Secretária Nacional de

Justiça, Dra. Maria Rosa Loura, e informou-se que o Protocolo Nacional de

Investigações de Crimes contra Jornalistas e Comunicadores será

anunciado pelo presidente Lula, em solenidade no Palácio do Planalto,

talvez no Dia do Jornalista. Esteve presente o relator de Liberdade de

Expressão do Conselho Interamericano de Direitos Humanos, Pedro Vaca.

16 de março — O site da ABI deu destaque ao Dia Nacional de

Conscientização sobre as Mudanças Climáticas, data criada para estimular

debates, ações educativas e mobilizações em defesa dos ecossistemas

brasileiros, especialmente nas escolas, reforçando a importância de

compreender e enfrentar os impactos da crise climática. Mais do que um

dia no calendário, é um convite à reflexão e à ação. As mudanças

climáticas já afetam o planeta, os territórios e a vida das pessoas.

13 de março — O site da ABI deu destaque aos 62 anos do Comício da

Central, ou Comício das Reformas, realizado no dia 13 de março de 1964,

em frente à estação da Central do Brasil. E encaminhou para a leitura da

versão em PDF da edição gráfica do ato comemorativo que foi realizado


na sede da ABI em 13 de março de 2024, com a presença da ex-primeira-

dama Maria Tereza Goulart, viúva do presidente Jango.


6 de março — O jornalista Franklin Martins, ex-ministro da Secretaria de

Comunicação do governo Lula, foi detido no aeroporto da Cidade do

Panamá e deportado para o Brasil. “Quando entreguei meu documento, um

dos agentes dirigiu-se ao seu colega (provavelmente seu superior) e

entregou-lhe o passaporte. Imediatamente o policial pediu-me que o

acompanhasse. Perguntei-lhe o motivo. Respondeu apenas que precisava

fazer uma entrevista comigo”, contou Franklin. A partir de seu relato, o

Itamaraty pediu ao governo do Panamá explicações sobre o incidente. No

dia 8 de março, a ABI também divulgou carta aberta de protesto ao

Embaixador do Panamá, exigindo providências. Depois das reações, o

chanceler do Panamá pediu desculpas oficiais e convidou Franklin para

visitar seu país.


Relatório de Atividades da Diretoria


Fevereiro de 2026


O passado condena a Folha


Com o Carnaval no meio, o mês de fevereiro teve poucos dias úteis, mas

mesmo assim houve de tudo um pouco. Desdobramentos do Caso Master

com a substituição de Dias Toffoli por André Mendonça, homenagem da

Acadêmicos de Niterói a Lula (ganhou o desfile a Viradouro, também de

Niterói), xadrez de candidatos da extrema-direita, agravamento do bloqueio

econômico de Cuba, e por aí vai. Na nossa seara, o fato mais importante foi

a participação de Regina Pimenta, vice-presidente da ABI, na audiência

conduzida pela procuradora Ana Letícia Absy, responsável pelo inquérito

que trata da colaboração do Grupo Folha com os órgãos de repressão

durante a ditadura. O objetivo da escuta ativa, na sede da Procuradoria da

República no Estado de São Paulo, em 3 de fevereiro, foi ouvir vítimas e

testemunhas dos atos praticados pela Empresa Folha da Manhã. Estavam

presentes ou participaram virtualmente Rose Nogueira, José Maria dos

Santos, Sérgio Gomes, Jorge Okubaro, Vicente Alessi, Edmundo de

Moraes, Vilma Amaro, José Luiz Proença e Ivan Seixas. Rose Nogueira

relembrou que, na prisão pouco depois de ter seu filho, foi demitida “por

abandono de emprego” pela Folha. Um ato cúmplice e covarde da empresa

da família Frias.


10 de fevereiro — O site da ABI divulgou a fala de Frei Betto reforçando

seu pedido de apoio à campanha em solidariedade e ajuda ao povo cubano,

diante do agravamento do criminoso bloqueio imposto pelo governo

Trump. “O colapso da revolução cubana seria o colapso da nossa utopia, da

nossa esperança, da nossa luta por um mundo melhor. Defender Cuba é

defender os nossos ideais, a nossa convicção de que é possível, sim, um

mundo sem opressores e oprimidos”, afirmou Betto. Atualmente, quase

70% dos medicamentos básicos estão em falta, o que significa que crianças,

idosos e pessoas com doenças crônicas, como diabetes e câncer, correm

risco de morte devido à falta de antibióticos, analgésicos e tratamentos

essenciais.

9 de fevereiro — Os novos integrantes do Conselho de Comunicação

Social do Congresso Nacional (CCS) tomaram posse para mandato de dois


anos. Patrícia Blanco foi eleita presidente e Angela Cignachi, vice-

presidente. Indicada pela Associação Brasileira de Imprensa, a professora


Zilda Martins Barbosa, colaboradora da Escola de Comunicação da UFRJ,

ocupa vaga de suplente dos representantes da sociedade civil. Zilda é

fundadora e coordenadora do Grupo de Estudos Muniz Sodré sobre

Relações Raciais – (GEMS/LECC), da ECO/UFRJ e integra a diretoria de

Igualdade Étnico-Racial da ABI.

7 de fevereiro — O site da ABI deu destaque ao Dia Nacional de Luta dos

Povos Indígenas, dedicado a reconhecer a resistência, a diversidade cultural

e a importância dos povos indígenas na formação histórica, social e cultural

do Brasil. A escolha da data está ligada à história de Sepé Tiaraju, liderança

indígena do povo Guarani, que foi assassinado em 7 de fevereiro de 1756.

Sepé destacou-se como um dos principais defensores das terras e da

autonomia dos indígenas.

4 de fevereiro — O presidente Octávio Costa participou de reunião do

Fórum de Monitoramento das Violações a Liberdade de Imprensa, que é

conduzido pelo procurador Júlio José Araújo, da Procuradoria Regional dos


Direitos do Cidadão. Com a presença de representantes de outras entidades

da área de comunicação, como Tornavoz, Abraji, Instituto Vladimir Herzog

e Repórteres sem Fronteira foi discutido protocolo sobreassédio judicial

que será submetido ao Observatório de Violência contra Jornalistas, no

âmbito da Secretaria Nacional de Justiça (Senajus).

3 de fevereiro — Regina Pimenta, vice-presidente da ABI, participou, na

sede da Procuradoria da República no Estado de São Paulo, de uma escuta

ativa conduzida pela procuradora Ana Letícia Absy, responsável pelo

inquérito que trata da participação do Grupo Folha no apoio aos órgãos de

repressão durante a ditadura militar. O objetivo da reunião foi ouvir de

vítimas e testemunhas dos atos praticados pela Empresa Folha da Manhã S.

A. as recomendações sobre as reparações devidas pela empresa às suas

vítimas e à sociedade. O ato contou com a presença de jornalistas que

trabalhavam nos jornais do Grupo Folha durante o período em que a

empresa colaborou materialmente com o aparelho de repressão da ditadura.

3 de fevereiro — No saguão do 9o andar da ABI, Octávio Costa foi

entrevistado pela jornalista Beatriz Novelino, coordenadora do Rolé

Carioca, um projeto de educação patrimonial que há 13 anos realiza

atividades diversas sobre as histórias das cidades. Como tema principal da


entrevista, a importância para a arquitetura brasileira do icônico prédio-

sede da ABI, de autoria dos irmãos Roberto. Por conta de suas ações, o


Rolé Carioca recebeu o Prêmio Rodrigo Mello Franco de Andrade em

2019.

1o de fevereiro — Em texto publicado no site da ABI, Zilda Cosme

Ferreira, que coordena a Comissão de Meio Ambiente, reforçou a

importância da campanha pela aprovação da PEC 6/2021, conhecida como

PEC da Água Potável. A emenda constitucional propõe a inclusão do

acesso à água potável entre os direitos e garantias fundamentais previstos

no artigo 5o da Constituição Federal.


Inicialmente apresentada por senadores em 2018, a proposta foi aprovada

por unanimidade no Plenário do Senado Federal em 2021 e, desde então,

aguarda tramitação na Câmara dos Deputados. É essencial mobilizar apoio

imediato para a aprovação da PEC 6/2021 ainda este ano.


30 de janeiro — Foi publicada no site da ABI nota oficial do chanceler de

Cuba, Bruno Rodriguez Parrila, condenando a nova ordem executiva

assinada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que declara

Cuba como uma “ameaça incomum e extraordinária” e amplia sanções

econômicas com o objetivo declarado de bloquear o fornecimento de

petróleo ao país. “Denunciamos perante o mundo este ato brutal de

agressão contra Cuba e seu povo, que há mais de 65 anos está submetido ao

mais prolongado e cruel bloqueio econômico jamais aplicado contra uma

nação inteira e que agora se promete submeter a condições de vida

extremas”.

— Desde 30 de janeiro, uma faixa no salão de entrada da ABI e um banner

no alto do nosso site destacam o compromisso de nossa entidade com a

verdade, a democracia e a defesa da soberania nacional. Perto de completar

118 anos, a ABI mantém-se vigilante contra as ameaças fascistas contra as

instituições democráticas e os direitos fundamentais. Nesse cenário, vai

lutar pela derrota do candidato da extrema direita na eleição presidencial,

defender a apresentação de candidaturas únicas dos setores democráticos e

progressistas nas eleições para os governos estaduais e a necessária

renovação do Congresso Nacional, com candidaturas dos setores

progressistas para o Senado Federal.


Relatório de Atividades da Diretoria


Janeiro de 2026


Um fascista na Casa Branca


Diante da desordem global provocada por atos do presidente dos Estados

Unidos, o experiente Jamil Chade lembrou um importante e execrável

exemplo histórico. Em março de 1938, enquanto negociava acordos com a

França e a Inglaterra, o ditador Adolf Hitler anexou a Áustria à Alemanha.

Instigada por membros do Partido Nazistas, a violência contra judeus

crescia a cada dia. Tudo isso ocorria sem maior reação internacional. Em

março de 1939, Hitler invadiu a Tchecoslováquia e, em setembro, chegou a

vez da Polônia. Só então o primeiro-ministro britânico Neville

Chamberlain entendeu que acabara o espaço da diplomacia. Grâ-Bretanha e

França finalmente declararam guerra à Alemanha em 3 de setembro de

1939.

Temos hoje um ensandecido fascista no governo dos EUA, que persegue e

mata imigrantes e cidadãos americanos, como fizeram os nazistas. A

truculência de Donald Trump não respeita fronteiras. Além da invasão da

Venezuela e do sequestro de Nicolas Maduro e sua mulher, Trump ameaça

o México, a Colômbia e Cuba. Ele diz que o Canadá deveria ser um estado

norte-americano e usa a força para anexar a Groenlândia.

Não há tempo a perder. As forças democráticas da América Latina têm que

enfrentar o fascista da Casa Branca. E a ABI, mais uma vez, está na

resistência pela soberania.


22 de janeiro — As quatro indicações de “O Agente Secreto”— Kleber

Mendonça, Wagner Moura, Emilie Lesclaux e Gabriel Domingues — para

o Oscar confirmam o excelente momento que vive o cinema brasileiro. O

que torna ainda mais oportuno o projeto em curso na diretoria da ABI de

relançar o tradicional Cine Macunaíma. Mas é muito importante que as

projeções tenham qualidade de imagem e de som, o que exige novos

investimentos. Nesse sentido, têm avançado os contatos com o Secretário

de Cultura do Município do Rio de Janeiro, Lucas Padilha.

21 de janeiro — Em artigo assinado por Luiz Paulo Lima, diretor da

Comissão de Igualdade Étnico-Racial, a ABI comemorou os 172 anos do

nascimento de Gustavo de Lacerda. O visionário jornalista negro,

catarinense, fundou em 7 de abril de 1908 a Associação de Imprensa que,

depois, passaria a se chamar Associação Brasileira de Imprensa. Lacerda

não apenas idealizou uma entidade de classe, mas ergueu o bastião da

liberdade de imprensa. Sua preocupação com a valorização do jornalismo,

a justiça social e a educação são valores que permanecem vivos entre nós.

16 de janeiro — Em mensagem encaminhada à diretoria, Marlene

Custódio comunicou seu desligamento do cargo de diretora de Assistência

Social da ABI, por motivos particulares. Para ocupar a vaga, a Presidência

vai submeter ao Conselho Deliberativo o nome da associada Marielli

Patrocínio, integrante da Comissão de Igualdade Étnico-Racial.

8 de janeiro — Atos em defesa da democracia e contra a anistia marcaram

os três anos do ataque golpista às sedes dos Três Poderes, uma semana após

a posse do presidente Lula em 2023. Na sede da ABI, foi lançado o livro “8

de Janeiro — Golpe Derrotado, Democracia Preservada”, coletânea de

artigos organizada por Carol Proner e Gisele Cittadino. O evento lotou o

saguão do 9o andar. Em breve discurso, o presidente Octávio Costa

ressaltou o compromisso da ABI com a defesa do Estado Democrático de

Direito. Ao fim, advertiu sobre a ameaça que paira sobre a América Latina,

após o ataque dos EUA à Venezuela.


“Como os cubanos fizeram na Baia dos Porcos, nós temos de resistir ao

imperialismo fascista de Donald Trump, que também está ameaçando a

Colômbia, o México e Cuba”.

— Em São Paulo, houve evento nas históricas Arcadas da Faculdade de

Direito da USP do Largo de São Francisco, também contra a revisão da

dosimetria das penas dos golpistas (em cerimônia no Palácio do Planalto, o

presidente Lula vetou o projeto aprovado pela Câmara). A ABI foi

representada pelo conselheiro Laurindo Lalo Leal Filho.

3 de janeiro — Em nota oficial, a ABI reagiu com veemência ao ataque

militar dos Estados Unidos contra a Venezuela e o sequestro do presidente

Nicolas Maduro e sua esposa. Destacou que ação violenta de Donald

Trump abre um precedente perigoso na cena internacional. Além de ser o

primeiro ataque norte-americano em solo sul-americano, trata-se de um

atentado gravíssimo à paz mundial e à soberania do nosso continente. A

nota ressaltou que “os conflitos internos de uma nação devem ser

resolvidos pelo seu próprio povo, dentro do princípio de autodeterminação,

e nunca pela intervenção militar estrangeira. E manifestou sua

solidariedade ao povo da Venezuela. “O ataque de hoje é um desrespeito ao

Direito Internacional e um retorno aos tempos mais sombrios do

imperialismo”, concluiu a nota da ABI.


Relatório de Atividades da Diretoria


Novembro de 2025

Uma pedra no caminho


O mês de novembro, como se vê no relatório da diretoria administrativa,

foi mais voltado para a solução de problemas internos. E o principal desafio

do momento é o bloqueio judicial, no valor de R$ 264 mil, na conta das

emendas parlamentares que se destinam à modernização do terceiro

elevador do prédio-sede. Acontece que o elevador, de 1,5 tonelada, já está

pronto e será entregue pela OTIS no início de dezembro. Mas não poderá

ser instalado. Para isso, será necessário reformular a parte elétrica, o que

consta do projeto beneficiado pelas emendas. O elevador está pago, mas,

sem os R$ 264 mil, não há como concluir a obra. A ABI não gera recursos

próprios suficientes para cobrir esse investimento. Entramos com recurso

judicial, mas a solução mais ágil é buscar contribuição financeira de

terceiros. É exatamente o que a diretoria decidiu fazer. Estamos em contato

com várias empresas para discutir alternativas, entre elas a Petrobras, o

BNDES e a FSB. É um obstáculo difícil, mas não instransponível.

20 de novembro — O site da ABI deu amplo espaço às comemorações do

Dia da Consciência Negra, reproduzindo entrevista à Agência Brasil do

presidente da Fundação Palmares, João Jorge Santos Rodrigues. Publicou

também arte de Geraldo Cantarino, com base em sugestão do diretor de

jornalismo Moacyr Oliveira, em homenagem a personalidades negras, com

destaque para Gustavo de Lacerda, o fundador da ABI.

18 de novembro — O presidente da Biblioteca Nacional, Marco Lucchesi,

fez visita de cortesia à ABI. Foi recebido pelo presidente Octávio Costa e o

diretor administrativo Marcos Gomes. Lucchesi, que tem 62 anos, ficou

emocionado ao lembrar que, na juventude, frequentou o auditório do 9°

andar em companhia de seu pai.

18 de novembro — Foi realizado no auditório do 7° andar seminário sobre

os problemas da segurança pública no Rio de Janeiro. Houve três mesas de

debates com especialistas, acadêmicos e jornalistas. O secretário de

segurança pública do Rio de Janeiro, Vitor Santos, participou da abertura

do evento. Após sua fala, foi interpelado com veemência pelo conselheiro

Marcelo Auler, a respeito do massacre nos complexos da Penha e do


Alemão no dia 28 de outubro, quando foram mortas 121 pessoas.

Organizado pela diretora de Cultura, Iara Cruz, com colaboração do


conselheiro Jorge Antônio Barros e da associada Paula Máiran, ex-

presidente do Sindicato dos Jornalistas do Rio, o seminário teve cobertura


da TV Brasil.

14 de novembro — O músico e compositor Wagner Tiso e sua

companheira visitaram a ABI para conhecer os dois pianos de cauda do

auditório do 9° andar. Ficaram de apontar sugestões para recuperação dos

pianos por intermédio do Instituto Wagner Tiso. Também mostraram

interesse em alugar espaço no prédio-sede.

14 de novembro — Foi realizada no auditório do 7° andar sessão de

trabalho de advogados e representantes da Rede de Proteção aos

Jornalistas, que reúne entidades como Instituto Herzog, Tornavozes e

Abraji. Em pauta, a minuta do Protocolo para investigação de crimes contra

jornalistas e comunicadores. Na próxima reunião em São Paulo, quando o

Protocolo será aprovado, a ABI passará a integrar a Rede de Proteção.

6 de novembro — Octávio Costa participou do programa "Rio sem

Fronteiras", uma parceria entre a OAB/RJ e a TV Alerj, dedicado ao "Dia

internacional pelo fim da impunidade dos crimes contra jornalistas". Foi

entrevistado pelo advogado Carlos Nicodemos, presidente da Comissão de

Direito Internacional da OAB/RJ.

3 de novembro — Em agenda organizada pelo conselheiro Xico Teixeira,

o presidente Octávio Costa e o diretor administrativo Marcos Gomes se

reuniram com a deputada federal Laura Carneiro (PSD-RJ). Durante o

encontro no escritório que pertenceu a seu pai, senador Nelson Carneiro, a

deputada se dispôs a encaminhar no ano que vem emenda parlamentar a

favor da ABI.

2 de novembro — Após gravar no elevador da ABI cena de seu próximo

filme, a atriz Fernanda Torres, a convite do secretário da presidência

Marcelo Farias, foi ao 7° andar onde viu o quadro que registra a locação de

"Ainda Estou Aqui". Agradeceu e pediu uma cópia. Já lhe foi enviada.


Relatório de Atividades da Diretoria


Outubro de 2025


Vlado Herzog, presente!!!


24 de outubro — Para lembrar os 50 anos do assassinato de Vladimir

Herzog no DOI-Codi em São Paulo, no dia 25 de outubro de 1975, foi

realizado ato em homenagem às vítimas da ditadura militar no auditório do

9o andar da ABI. O evento, com roteiro do conselheiro Jorge Antônio

Barros, teve apoio do Instituto Herzog, do Grupo Tortura Nunca Mais/RJ,

do Clube de Engenharia e do Sindicato dos Jornalistas do Rio de Janeiro.

Foram exibidos vídeos com depoimentos de Ivo Herzog, de Paulo Markun

e do próprio Vlado. Vários parlamentares participaram, entre eles, os

deputados Chico Alencar, Reimont e Flavio Serafini. Entre os oradores,

Hildegard Angel, Victoria Grabois, Francis Bogossian e Ricardo Moraes. O

presidente Octávio Costa destacou que os pais de Herzog conseguiram

escapar do nazismo na Croácia em 1942, mas perderam todos os parentes

em campos de concentração. Vlado chegou ao Brasil aos nove anos, logo

após o fim da II Guerra Mundial, mas, quando dirigia o jornalismo da TV

Cultura, aos 38 anos, foi assassinado por torturadores fascistas da ditadura.

No sábado 25, por iniciativa do Instituto Herzog, missa na Catedral da Sé

em São Paulo lembrou o ato ecumênico realizado no mesmo local por Dom

Evaristo Arns, em 31 de outubro de 1975 diante de mais de oito mil

pessoas. A vice-presidente Regina Pimenta representou a ABI na

solenidade de São Paulo.

22 de outubro — O presidente da ABI participou da quarta reunião do

Conselho Consultivo do Observatório da Violência contra Jornalistas e

Comunicadores Sociais, órgão da Secretaria Nacional de Justiça. Em pauta,

o relatório do GT que tratou dos ataques digitais a jornalistas. Em parceria

com a Unesco, foram apresentadas várias recomendações às principais

plataformas de redes sociais para coibir a violência no ambiente digital.


Há grande preocupação com o que pode ocorrer durante as eleições gerais

do ano que vem. Destacou-se também a questão de gênero, pois as

jornalistas são o principal alvo (75%) dos ataques digitais.

— Na manhã do dia 22, Octávio Costa foi entrevistado por Alex Solnik, na

estreia do “Cessar Fogo”, seu novo programa na TV 247. A entrevista foi

exibida na noite da sexta-feira 24 de outubro e está disponível no YouTube.

Em pauta, a crise da imprensa corporativa, o fim do papel, os gargalos do


mercado de trabalho e a falta de regulamentação de nossa profissão. Falou-

se também sobre as homenagens a Vladimir Herzog.


13 de outubro — Por meio da Comissão de Defesa da Liberdade de

Imprensa e Direitos Humanos, a ABI manifestou seu irrestrito apoio a

Breno Altman e repudiou a ação do Ministério Público Federal, que

denunciou o jornalista pelo crime de racismo contra os judeus, incitação e

apologia ao crime. A denúncia, publicada pelo procurador Maurício

Fabretti, atendeu a um pedido da Confederação Israelita do Brasil

(CONIB), que afirmou, em notícia-crime, que postagens feitas por Breno

em redes sociais eram racistas e antissemitas. Na verdade, a CONIB vem

tentando cercear o direito de Breno manifestar suas críticas ao governo de

Israel, e seu apoio ao povo palestino.

7 de outubro — Membro do conselho consultivo da ABI, Tereza Cruvinel

lançou no auditório do 7o andar seu livro de memória “A Guerra da TV

Pública e a Criação do Sistema EBC”. O livro resgata a vitória democrática

representada pela criação do sistema público de comunicação, relata os

retrocessos sofridos pela EBC nos governos Temer e Bolsonaro e traz

reflexões sobre o futuro da comunicação pública. Estiveram presentes à

noite de autógrafos, entre outros, Franklin Martins, Ana Tavares, Miro

Teixeira, Hildegard Angel e Francis Bogossian.

6 de outubro — Em evento coordenado pela sócia e ex-diretora da ABI

Ana Helena Tavares, foi lançada no auditório do 7o andar a edição 2026 da

agenda latino-americana mundial, criada pelo bispo Pedro Casaldaliga.


A nova agenda é dedicada ao tema “Educação Política”, com o objetivo de

servir como ferramenta da educação popular e consciência crítica e de

classe. “Essa educação não apenas instrui, mas liberta”.

1o de outubro — Uma salva de palmas sem fim inundou o 9o andar da

ABI, que se transformou em palco de profunda emoção na despedida do

querido Marceu Vieira, que morreu aos 63 anos. O saguão ficou repleto de

coroas de flores, como se fosse um jardim. O ambiente de luto foi

atravessado por lembranças de uma trajetória marcada pela excelência no

jornalismo. Entre 13h e 16h, mais de 500 pessoas estiveram presentes. O

convite à família para realizar o velório na ABI partiu do conselheiro

Marcelo Auler e do presidente do CD, Vitor Iorio.


Relatório de Atividades da Diretoria


Setembro de 2025

Um mês de atos e fatos


O mês de setembro entrou para história do País. Pela primeira vez, um ex-

presidente da República foi condenado à prisão por tentativa de golpe de


Estado e de abolição do Estado Democrático de Direito. Por 4 votos a 1, a

Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal condenou Jair Bolsonaro e

militares de alta patente que participaram da conspiração contra o resultado

das urnas de 2022. O País também acompanhou no domingo 21 grandes

manifestações de protesto contra a PEC da Blindagem aprovada na Câmara

dos Deputados e o pedido de urgência para votação do projeto de anistia de

golpistas. Os atos reuniram multidões no Rio e São Paulo e nas demais

capitais e tiveram participaram de artistas como Chico Buarque, Caetano

Veloso, Gilberto Gil, Djavan, Lenine, Daniela Mercury e Wagner

Moura. O resultado foi imediato: a PEC da "Bandidagem" foi arquivada no

Senado e o projeto de anistia se limitará à dosimetria das penas. A ABI não

só comemorou as condenações inéditas, como se uniu às manifestações em

defesa do STF, da democracia e da soberania nacional.

Democracia sempre!!! Ditadura nunca Mais!!!

29 de setembro — A convite do ministro Luís Roberto Barroso, o

presidente da ABI, Octávio Costa, estará presente na sessão solene de posse

dos ministros Edson Fachin e Alexandre de Moraes, nos cargos,

respectivamente, de presidente e vice-presidente do Supremo Tribunal

Federal e do Conselho Nacional de Justiça.

26 de setembro — Advogados e representantes de várias entidades da

sociedade civil se reuniram no auditório do 7° andar da ABI para protestar

contra a ameaça de despejo do Grupo Tortura Nunca Mais de sua sede, por

decisão do governador do Rio de Janeiro, Claudio Castro. No encontro

foram examinadas também alternativas de nova sede para o GTNM.


24, 23, 22 de setembro — Sob coordenação da Comissão de Meio

Ambiente e da Diretoria de Cultura, foi realizado no auditório do 9° andar

o Seminário de Meio Ambiente da ABI. Transmitido pela ABI TV, o

evento de alto nível antecipou-se à pauta da COP 30, marcada para

novembro em Belém, e foi aberto com vídeo gravado em Nova Iorque pela

ministra Marina Silva. Além de especialistas nos desafios da mudança

climática, contou com a participação do deputado federal Reimont e da

deputada estadual Marina do MST. Entre os temas, destaque para a

educação ambiental, o crédito de carbono, e o direito universal à agua e

saneamento. Parabéns para Zilda Cosme Ferreira, Iara Cruz, Lara Sfair,

Malu Martins, Kátia Brasil e Geraldo Cantarino.

18 de setembro — A ABI publicou nota de repúdio à aprovação da PEC

da Blindagem pela Câmara dos Deputados e à aprovação do pedido de

urgência para o projeto de lei que anistia os golpistas. Essas decisões, ao

ver da ABI, envergonham o Poder Legislativo e mostram que o Congresso

Nacional está à deriva, o que representa grave ameaça à democracia.

(Consultada pela advogada Carol Proner, do Grupo Prerrogativas, a ABI

deu apoio ao ato realizado na Praia de Copacabana no domingo 21 de

setembro).

18 e 17 de setembro — O auditório do 9° andar foi palco do seminário

acadêmico "100 anos da Coluna Prestes", organizado pela professora Zoia

Prestes e pelo economista e cineasta Luiz Carlos Prestes Filho, com apoio

da ABI e patrocínio da Faperj. Destaque para as palestras dos professores

José Paulo Netto, Marly Vianna e Daniel Aarão Reis, e também do

historiador Ivan Alves Filho, sobre a importância da marcha nas lutas

sociais do País. Além disso, uma tarde inteira foi dedicada a apresentações

culturais com poesia, música e teatro, tendo como tema a Coluna Prestes. O

evento foi transmitido pela TV Comunitária RJ e pelo site Soberana.

— A Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia lançou o Prêmio

SBOT de Reportagem 2025, iniciativa voltada a incentivar trabalhos

jornalísticos que ampliem o debate público sobre a prevenção de acidentes

motociclísticos, durante o Fórum SBOT para Jornalistas, no Plenário 2 da

Câmara.


Ao representar a ABI, o diretor de Jornalismo, Moacyr de Oliveira Filho,

afirmou: "Em um cenário marcado pelo aumento preocupante de acidentes

envolvendo motociclistas, a imprensa tem um papel decisivo na promoção

da conscientização e da segurança no trânsito".

15 de setembro – A ABI participou do ato em defesa da democracia e da

soberania nacional, no teatro TUCA em São Paulo, organizado pelo grupo


Direitos Já!. Estiveram presentes artistas e políticos, como o vice-

presidente Geraldo Alckmin e o ex-ministro José Dirceu. A ABI foi


representada pela vice-presidente Regina Pimenta. Em sua fala, Regina

ressaltou que a condenação dos golpistas foi um passo decisivo para

consolidar a democracia brasileira e uma resposta àqueles que insistem em

afrontar os direitos fundamentais dos cidadãos de nosso país. A conselheira

Mariana Valadares, representante da ABI em SP, acompanhou Regina

Pimenta.

11 de setembro — Em nota oficial, a Associação Brasileira de Imprensa

uniu-se às comemorações pela condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro

e mais sete réus pelo Supremo Tribunal Federal por tentativa de abolição

do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado e dano

qualificado ao patrimônio público. Por quatro votos a um na Primeira

Turma do STF, Bolsonaro foi condenado a 27 anos de prisão, em regime

fechado.

8 de setembro — O secretário de Cultura municipal, Lucas Padilha,

visitou a ABI, em audiência com o presidente Octávio Costa e o diretor

administrativo Marcos Gomes. Padilha ficou impressionado com a sede

histórica da ABI e prometeu apoiar futuras parcerias com nossa entidade.

Alguns projetos, que tinham recebido sinal verde do prefeito Eduardo Paes,

já foram enviados para a assessoria de Lucas Padilha.

2 de setembro — Entidades dos setores musical, jornalístico, editorial e

literário estiveram em Brasília para entregar à Câmara manifesto

solicitando proteção a autores e artistas no PL da Inteligência Artificial, o

Projeto de Lei 2338/2023 do Senado, que estabelece o marco regulatório

para o uso da IA no país.


A carta, endossada pela ABI, propõe a inclusão de salvaguardas aos

direitos de criadores e intérpretes de obras artísticas, intelectuais e

produções protegidas, especialmente diante do avanço da IA generativa,

estabelecendo ainda transparência no desenvolvimento e funcionamento

dessas tecnologias.

1° de setembro — Ao retomar a tradição de registrar depoimentos de

grandes nomes do jornalismo, a ABI lançou o programa Mestres da

Comunicação, criado em parceria com a produtora AllTV, que promoverá

diálogos quinzenais com profissionais que marcam a história da imprensa

brasileira. A série estreou com uma conversa entre Fernando Mitre —

diretor da Rede Bandeirantes responsável pela consolidação dos debates

presidenciais na TV — e o conselheiro da ABI Ricardo Lessa, sob direção

geral de Alberto Luchetti. Lessa e conselheiro Luiz Paulo Lima coordenam

o programa "Mestres da Comunicação".

1° de setembro — A defesa da soberania nacional, da democracia e do

STF foi o foco de um ato unificado que reuniu várias entidades, entre elas a

ABI, e mais de 500 pessoas, no Clube de Engenharia, no Rio. O objetivo

foi mobilizar a sociedade contra interferências externas que vêm

ameaçando as instituições da República. Em sua fala, Octávio Costa,

lembrou as lutas da entidade na defesa da democracia, dos direitos

humanos e da soberania nacional e se referiu ao exemplo de Maria

Quitéria: "Quando se uniu às tropas que lutaram contra os portugueses,

Maria Quitéria disse que sentiu o coração ardendo no peito. Nós também

temos esse sentimento no coração e nosso peito arde quando saímos em

defesa da soberania. Os fascistas daqui e os fascistas de lá que se previnam

porque nós sempre vamos resistir em defesa da nossa soberania", afirmou.


Relatório de Atividades da Diretoria


Agosto de 2025


21 de agosto - A ABI assinou a carta de apoio ao Teatro de Contêiner

Munguzá, cujo terreno tem sido alvo da gestão Ricardo Nunes, que

pretendia desapropriar o espaço para anunciar um projeto habitacional. No

dia 20, a GCM agiu com extrema violência para retirar os profissionais de

teatro do local, mas o plano da prefeitura foi adiado em função da pressão

popular e da iniciativa da ministra da Cultura, Margareth Menezes, e da

presidente da Funarte, Maria Marighella, que propuseram uma negociação

entre a União, o governo do estado e a prefeitura para analisar a

possibilidade da manutenção do teatro no local e, no caso de

impossibilidade, um acordo para conseguir um prazo para o término das

apresentações deste ano e a mudança para um lugar em conformidade com

a proposta artística e social da companhia.

19 de agosto - A ABI esteve representada por seu presidente, Octávio

Costa, no seminário Liberdade de Imprensa e Poder Judiciário, realizado

no auditório do CNJ, em Brasília. Em sua fala durante o evento, o ministro

Luís Roberto Barroso, presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e

do Supremo Tribunal Federal (STF), defendeu o papel da imprensa e

alertou para os riscos da desinformação. Uma das consequências do

advento da internet, segundo Barroso, é a ampliação da circulação de

informações sem filtro. “Estamos vivendo em um mundo em que as

pessoas já não convergem quanto aos fatos. Cada um tem a sua própria

narrativa. As pessoas são expostas a opiniões divergentes. Da intolerância à

violência, o passo é relativamente pequeno”, lamentou.

O presidente da ABI participou da mesa “O enfrentamento do assédio

judicial contra jornalistas no Brasil: avanços e desafios”. Em sua fala ele

destacou o papel político da ABI, com destaque para a defesa da soberania

nacional e para o repúdio ao genocídio que Israel promove na Faixa de

Gaza, que já matou centenas de jornalistas.


Ele também manifestou a preocupação da entidade com o assédio judicial

contra jornalistas, que intimida e ameaça os profissionais de imprensa, e

alertou: “não é possível que cada juiz defina os limites da liberdade de

imprensa, o que causa grande insegurança jurídica para o exercício do

jornalismo”.

19 de agosto - Representantes de 33 Instituições públicas e privadas que

estão no Centro da cidade participaram da primeira de uma série de

reuniões promovidas pela Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ),

voltadas para debater propostas e soluções para os desafios do Centro da

cidade, O encontro foi idealizado pelo presidente da Associação

Comercial, Josier Vilar, e coordenado por Carlos Roberto Osório,

presidente do Conselho Empresarial de Ordem Pública e Centro da Cidade

da ACRJ, com apoio do consultor Rodrigo Teixeira. A Associação

Brasileira de Imprensa – ABI foi representada pelo diretor administrativo,

Marcos Gomes e Terezinha Santos.

19 de agosto - O jornalista Milton Temer, indicado pelo Conselho

Deliberativo da ABI, participou do Debate Petroleiro, programa

transmitido ao vivo toda terça-feira no Youtube por mais de 30 canais,

como rede TVT e sindipetros dos diversos estados brasileiros. A conversa,

cujo tema foi a violência contra jornalistas em Gaza, também teve a

participação da deputada federal Alice Portugal, do repórter fotográfico

Wandaick Costa e do cineasta Carlos Pronzato.

18 de agosto - A ABI fez sua adesão como apoiadora institucional da

Frente pela Soberania Cultural, uma articulação ampla, plural e

permanente, dedicada à defesa da autonomia cultural do País, e que tem

mobilizado artistas, cineastas e entidades na luta por uma regulamentação

justa das plataformas de streaming. Mais de 60 atrizes, atores, cineastas e

coletivos se engajaram nessa mobilização, recolocando a soberania cultural

no centro do debate político e legislativo. O próximo passo da proposta é

lançar o Portal da Soberania Cultural, que contará com a Biblioteca Virtual

Soberba Cul (livros, filmes e acervos históricos); a Estação Soberana

(ensaios formativos, minicursos e artigos); o Clube da Cultura (modelo

solidário de financiamento com recompensas) e um canal ativo para

notícias, artigos e mobilizações culturais.


15 de agosto - Mais de cem entidades da sociedade civil, entre elas a ABI,

vão realizar no dia 1o de setembro (segunda-feira), às 18h, o Ato em Defesa

da Soberania Nacional e da Democracia. Representantes de organizações

ligadas a categorias profissionais, a estudantes, ao setor acadêmico, a

movimentos sociais, além de parlamentares, vão se reunir na sede do Clube

de Engenharia do Brasil, no Rio de Janeiro, numa manifestação de repúdio

às tentativas de interferência externa no país. O objetivo do ato é mobilizar

a sociedade contra as agressões que as instituições da República e a

Soberania Nacional vêm sofrendo.

12 de agosto - A ABI manifestou mais uma vez, por meio de nota, seu

repúdio ao regime Netanyahu, que mais uma vez exibe sua face mais cruel

ao assassinar jornalistas da rede Al-Jazeera. Com isso, já se aproxima das

duas centenas o número de profissionais de imprensa mortos pelas forças

armadas israelenses.

06 de agosto - A ABI parabenizou o jornalista André Basbaum, seu

associado desde 31/01/2022, por sua indicação como novo presidente da

EBC - Empresa Brasil de Comunicação.

06 de agosto - A ABI deu seu apoio ao Ato em Defesa da Soberania

Nacional, realizado no 01/08/2025 no Salão Nobre da Reitoria da

Universidade Federal da Bahia. No ato, a ABI foi representada por Fabio

Costa Pinto, representante da entidade na Bahia.

01 de agosto - Neste dia, quando o Supremo Tribunal Federal (STF)

retomou seus trabalhos após o recesso, uma ampla articulação da sociedade

civil lançou a Rede pela Soberania, “pela soberania brasileira, pela

pluralidade e pela democracia”. A iniciativa reúne diversas organizações da

sociedade civil, entre elas a ABI. Em seu primeiro ato, representantes da

Rede entregaram ao presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro

Luís Roberto Barroso, um manifesto que expressa solidariedade ao STF e

aos ministros da Corte, reafirmando a importância do cumprimento da

Constituição e da responsabilização dos envolvidos nos atos

antidemocráticos de 8 de janeiro. A ABI foi representada pelo Diretor de

Jornalismo, Moacyr de Oliveira Filho.


Relatório de Atividades da Diretoria


Julho de 2025

A Clava Forte de Justiça


O mês de julho foi marcado por ataques do presidente dos Estados Unidos,

Donald Trump, ao Supremo Tribunal Federal e à economia brasileira. O

ensandecido Trump age como se fosse “imperador do mundo” e faz pressão

ostensiva contra a iminente condenação à prisão do ex-presidente Jair

Bolsonaro por tentativa de golpe e afronta à Constituição. Na investida

mais grave para intimidar os ministros do Supremo, Trump anunciou a

aplicação de sobretaxa de 50% sobre nossas exportações para os EUA. Mas

sua agressão encontrou rápida resposta do governo Lula e do STF, que

ergueu sua clava forte contra Bolsonaro e seus asseclas. Em todo o país

levantaram-se vozes em defesa da soberania nacional e da independência

do Judiciário. A ABI é uma dessas vozes.

25 de julho — Representada pela vice-presidente Regina Pimenta, a ABI

participou do Ato de Lançamento da Carta em Defesa da Soberania

Nacional, no Salão Nobre da histórica Faculdade de Direito do Largo de

São Francisco, em São Paulo. Além da assinar o documento que foi lido

nas Arcadas, a ABI passou a integrar, com várias entidades de peso, o

Comitê de Defesa da Soberania Nacional, criado em resposta às agressões

do Donald Trump.

20 de julho — Em nota oficial, a ABI manifestou seu absoluto apoio aos

ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), diante das ameaças de

deslegitimação daquela Corte. E lembrou que compete ao STF a guarda da

Constituição, fundamento do Estado Democrático de Direito. A ABI

considera inadmissíveis quaisquer pressões externas contra os ministros da

Suprema Corte, venham de onde vierem. Para nós, a soberania do Brasil e a

autonomia de suas instituições devem ser plenamente respeitadas, como

valores fundamentais e inegociáveis da democracia.


19 de julho — A ABI participou do Fórum de Jornalistas da Iniciativa

Cinturão e Rota de 2025, de 15 a 19 de julho, em Nanchang, capital da

província de Jiangxi, e Ganzhou, ambas no leste da China. Nossa entidade

foi representada por Jamile Barreto, 2a secretária do Conselho Deliberativo

e integrante da diretoria de Igualdade Étnico-Racial, e Marcelo Auler,

também do Conselho Deliberativo. O Fórum teve como tema Promovendo

Diálogos Civilizacionais e a Modernização Global com o Poder dos

Jornalistas e reuniu cerca de 100 representantes de associações de

jornalistas e veículos de mídia de mais de 50

18 de julho — Por meio de sua Comissão de Meio Ambiente, A ABI

manifestou profunda preocupação com a aprovação do Projeto de Lei

2159/2021, conhecido como “PL da Devastação”, que desfigura o sistema

de licenciamento ambiental no Brasil.A votação, de forma apressada pela

Câmara, representou grave retrocesso na política ambiental brasileira. A

quatro meses da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças

Climáticas (COP30), em novembro, em Belém, o Congresso aprovou

medida que contraria os compromissos internacionais assumidos pelo

Brasil e enfraquece a proteção de nossos biomas.

16 de julho — Por iniciativa da diretora de Cultura, Iara Cruz, foi

realizada, no auditório do 7o andar, a leitura dramatizada da peça Pedro e o

Capitão, do uruguaio Mario Benedetti e traduzida por Julio Guehlen, com

os atores Luiz Washington e Apolonio Neto, e dirigida por Gedivan de

Albuquerque. A peça gira em torno da relação do torturado e do torturador.

Foi mais uma iniciativa da ABI para manter viva a memória de um tempo

que não deve ser esquecido. Nossa entidade vem promovendo uma série de

eventos com o objetivo de resgatar episódios marcantes da nossa história,

revelar vozes esquecidas e confrontar narrativas que tentam esconder ou

distorcer os fatos.

15 de julho — Em nota de repúdio, a ABI condenou veementemente a

prisão do jornalista palestino Nasser Al-Lahham, diretor do canal libanês

Al Mayadeen. Ele foi detido pelo Exército de Israel, que invadiu sua casa e

o transferiu para a prisão de Ofer, na Cisjordânia. A ABI se une às

organizações que denunciam os atentados e assassinatos de jornalistas e

civis na Faixa de Gaza e na Cisjordânia.


Da mesma forma, apoia as denúncias contra o governo genocida de

Benjamin Netanyahu, principal responsável pela morte de mais de 200

jornalistas no massacre de Gaza.

14 de julho — O site da ABI publicou nota oficial do presidente do

Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso, em que ele defende a

independência do Judiciário em resposta às agressões do presidente dos

EUA, Donald Trump. Eis um trecho: “Para quem não viveu uma ditadura

ou não a tem na memória, vale relembrar: ali, sim, havia falta de liberdade,

tortura, desaparecimentos forçados, fechamento do Congresso e


perseguição a juízes. No Brasil de hoje, não se persegue ninguém. Realiza-

se a justiça, com base nas provas e respeitado o contraditório. Como todos


os Poderes, numa sociedade aberta e democrática, o Judiciário está sujeito a

divergências e críticas. Que se manifestam todo o tempo, sem qualquer

grau de repressão”.

9 de julho — O presidente Octávio Costa recebeu na sala da diretoria

quatro militantes do grupo Soberana, coletivo marxista-leninista que

disputa espaço na internet com a mídia hegemônica. “Estamos

determinados a combater a predominância de conteúdo político reacionário

que influencia a internet”, explicou Duda Bolche, uma das criadoras. As

integrantes do Soberana pediram informações sobre a atuação da ABI,

fizeram questão de conhecer a sede da entidade e se mostraram

impressionadas com o saguão e o auditório do 9° andar.

— Na manhã do dia 9, Octávio Costa recebeu a visita dos integrantes da

“Chapa 1 – FENAJ em Luta”, encabeçada por Samira de Castro, candidata

à reeleição para a presidência (foi reeleita no dia 16). Acompanhada do

presidente do Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo, Thiago

Tanji (2° vice-presidente da Fenaj) e Eduardo Viné (secretário de

Mobilização dos Jornalistas de Imagem), Samira conversou sobre a

valorização do jornalismo e o combate à pejotização.

8 de julho — Foi lançada no auditório do 7o andar a segunda edição do

livro “Esquecer? Nunca Mais! – A saga de meu filho Marcos Arruda”.

Editado pela Universidade Estadual de São Paulo (Unesp), o livro narra a

jornada de Lina Sattamini em busca de seu filho, o geólogo, economista,

educador popular e escritor Marcos Arruda, que foi preso, torturado e


exilado durante a ditadura militar. A segunda edição mantém o prefácio

escrito pela professora Cecília Coimbra, do grupo Tortura Nunca Mais. E

traz uma série de textos inéditos, com reflexões do historiador James

Green, de Frei Betto e do próprio Marcos Arruda.

30 de junho — A conselheira Malu Fernandes representou a ABI em

fórum da Academia de Estudos Contemporâneos da China e do Mundo

(ACCWS) que teve como tema “BRICS, Governança e Intercâmbio

Cultural”. Realizado no Hotel Sheraton, no Rio, o evento contou com

líderes da China, Índia, Rússia, África do Sul e Brasil. Hu Zhifemg,

supervisor de doutorado na Escola de Artes e Comunicação da

Universidade Normal de Pequim, falou sobre oportunidades na indústria do

audiovisual online para criar novos caminhos para compreensão cultural

mútua e promoção de conexões interpessoais entre a China e a América

Latina.


Relatório de Atividades da Diretoria


Junho de 2025


“Defesa da Democracia está no DNA da ABI”


27 de junho — No dia em que Vladimir Herzog completaria 88 anos,

entidades de defesa do jornalismo e dos direitos humanos promoveram

encontro, no Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São

Paulo, para debater a luta pelo livre exercício do jornalismo. No primeiro

evento para marcar os 50 anos do assassinato de Vlado, o Sindicato dos

Jornalistas, o Instituto Vladimir Herzog, a Associação Brasileira de

Imprensa (ABI), a Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas), Repórteres

Sem Fronteiras (RSF) e a Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo

Investigativo), além de relembrar a resistência do passado, refletiram sobre

a defesa permanente da liberdade de imprensa. A vice-presidente Regina

Pimenta representou nossa entidade.

26 de junho — No auditório do 7o andar da ABI, profissionais da ONG

Médicos Sem Fronteira, que acabaram de retornar da Faixa de Gaza e da

Cisjordânia, compartilharam relatos do que testemunharam no território

devastado, onde a população palestina enfrenta diariamente a luta pela

sobrevivência. Antes do debate, foi exibido o curta Vidas Ameaçadas, no

qual três mulheres palestinas da mesma família narram como a guerra

sangrenta afeta brutalmente a vida das pessoas comuns.

— No fim da tarde de 26 de junho, também no auditório do 7o andar da

ABI, foi lançada a biografia de Carlos Marighella, quinto volume da

coleção Ponto Final, de autoria de Nelson Rolim de Moura, que apresenta a

história de 38 jornalistas perseguidos pela ditadura militar. O livro relembra

a trajetória do jovem baiano que, aos 23 anos, abandonou a universidade

para assumir a imprensa e a divulgação do Partido Comunista Brasileiro

(PCB), tornando-se um dos seus mais importantes dirigentes. Pouco antes

de completar 58 anos, então comandante da Aliança Libertadora Nacional

(ALN), Marighella foi covardemente assassinado numa emboscada da

repressão.


17 de junho — Morreu o jornalista e escritor Cícero Sandroni, aos 90 anos.

Conhecido por sua atuação na imprensa e por ter presidido a Academia

Brasileira de Letras entre 2008 e 2009, Cícero também foi conselheiro e

Secretário da ABI, nas gestões de Barbosa Lima Sobrinho. Nascido na

cidade de São Paulo, em 26 de fevereiro de 1935, ele iniciou a carreira em

1954, na Tribuna da Imprensa, e em seguida no Correio da Manhã.

Também passou pelo Jornal do Brasil e O Globo, onde se destacou pela


cobertura da área de política. O presidente Octávio Costa e a diretora-

financeira Terezinha Santos compareceram ao velório no Petit Trianon da


ABL. A diretoria da ABI enviou coroa de flores.

16 de junho – O presidente Octávio Costa participou de reunião, de forma

híbrida, que marcou a retomada dos trabalhos do Fórum Nacional de

Liberdade de Imprensa, do Conselho Nacional de Justiça. A partir de

sugestão da presidente da Abraji, Kátia Brembatti, foi aprovada a

realização de um seminário no Supremo Tribunal Federal (STF) para

debater os crescentes casos de assédio judicial a jornalistas. Ainda não há

confirmação da data, mas o evento, com apoio do CNJ e do STF, ocorrerá

provavelmente em setembro.

9 de junho – A diretoria da ABI recebeu uma delegação de jornalistas

chineses, representantes da Associação de Jornalistas de Toda China

(ACJA), sob liderança da secretária-executiva da entidade, Wu Xu. Na

véspera, a missão chinesa participou de jantar com a presença do presidente

do Conselho Deliberativo, Vitor Iório. A agenda no Rio foi desenvolvida

pelo diretor de jornalismo, Moacyr de Oliveira Filho, Moa. E a despesa foi

coberta com patrocínio obtido pela conselheira Malu Fernandes. A ACJA é

uma organização não governamental nacional composta por instituições de

imprensa em nível nacional, associações de jornalistas de províncias,

regiões autônomas e municípios, associações de jornalistas de ofícios

especiais e grandes instituições envolvidas no ensino e pesquisa em

jornalismo. Fundada em 8 de novembro de 1937, dia dedicado aos

jornalistas chineses, a entidade reúne 216 instituições de imprensa, com

mais de um milhão de profissionais.


— Durante o encontro na ABI, o presidente Octávio Costa, e a secretária-

executiva da Associação de Jornalistas de Toda China (ACJA), Wu Xu,


assinaram, na um Memorando de Entendimento de intercâmbio entre as

duas entidades, com o objetivo de aprofundar o entendimento mútuo, a

comunicação e a colaboração entre profissionais de mídia dos dois países e

promover o estabelecimento da Casa dos Jornalistas Brasil-China . Trata-se

de uma plataforma de intercâmbio não governamental estabelecida por

jornalistas da China, Brasil e outros países, por meio de atividades

conjuntas. Em julho, os conselheiros Marcelo Auler e Jamille Barreto

participarão, a convite da ACJA, do Fórum de Jornalistas da Iniciativa

Cinturão e Rota na província de Jiangxi, no sudeste da China.

5 de junho — No Dia Mundial do Meio Ambiente, a ABI manifestou sua

profunda preocupação com os riscos representados pelo Projeto de Lei no

2.159/2021, que propõe flexibilizações no licenciamento ambiental e é

conhecido por amplos setores da sociedade como o “PL da Devastação”. O

projeto foi aprovado no Senado Federal em 25 de maio e está aguardando

despacho do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta

(Republicanos-PB). A eventual aprovação desse projeto, em tramitação

acelerada no Congresso, ameaça desmontar um dos principais instrumentos

de proteção socioambiental do país. Se aprovado, o PL poderá abrir

caminho para novas tragédias como a de Brumadinho (MG), em 2019.

1o de junho — No Dia da Imprensa, a ABI reafirmou seu compromisso

com a liberdade de informação e expressão, a democracia e a valorização

do jornalismo exercido com responsabilidade, ética e respeito à verdade. E

voltou a repudiar toda forma de violência, censura e intimidação contra

jornalistas e comunicadores. Com 117 anos de história, nossa entidade

defende a regulamentação da profissão, o enfrentamento à desinformação e,

sobretudo, a urgente responsabilização das grandes plataformas digitais. “A

grande bandeira da ABI é a defesa da democracia, do Estado Democrático

de Direito e da liberdade de imprensa. Esse é o DNA da ABI. Está no nosso

sangue. Está na nossa alma”, afirmou Octávio Costa, na véspera, em

entrevista ao programa Faixa Livre.


Relatório de Atividades da Diretoria


Maio/Abril de 2025


Um bastião da Democracia


Começou no dia 13 de maio o novo mandato da diretoria reeleita em abril.

São muitos os desafios, mas o principal deles, sem dúvida, é manter o

protagonismo político da Associação Brasileira de Imprensa, essa

instituição centenária que tanto nos emociona. A ABI é símbolo de

resistência e de luta pelos direitos humanos, pela liberdade de imprensa.

Para além de Casa dos Jornalistas, é um verdadeiro bastião da Democracia.

Cabe a nós, nesta nova gestão, fazer todo o possível para fortalecer nossa

entidade, renovar e ampliar nosso quadro social, e buscar medidas e

soluções para a crise que levou à precarização de nossa profissão. Na frente

política, o compromisso é o de sempre, contra qualquer ameaça ao Estado

Democrático de Direito.

PS: Ao companheiro Moysés Corrêa, nosso agradecimento pela dedicação

à ABI e o excelente trabalho realizado à frente da diretoria administrativa

no período 2022/2025.


Maio


20 de maio — Em audiência pública da Comissão de Direitos Humanos,

Minorias e Igualdade Racial da Câmara dos Deputados, a Federação

Nacional dos Jornalistas (Fenaj) divulgou o Relatório da Violência contra

Jornalistas e Liberdade de Imprensa no Brasil – 2024.


O Relatório revela que, embora o número total de ataques tenha diminuído,

o cenário continua preocupante. Foram 144 casos ao longo do ano, com

queda de 20,44% em relação a 2023. O presidente Octávio Costa participou

do evento e destacou que o assédio judicial, mecanismo de intimidação,

ocupa o segundo lugar nos casos de violência contra jornalistas.

— A representação contra o jurista Ives Gandra por incitação ao golpe

voltou a ser julgada na OAB-SP. Mas o julgamento do recurso contra a

decisão do tribunal de ética de arquivar o caso foi suspenso após um dos

conselheiros pedir vista. A ABI e o Movimento Nacional de Direito

Humanos são representadas pelo advogado Carlos Nicodemos.

17 de maio — Em evento de caráter partidário, o deputado federal Reimont

(PT-RJ) reuniu mais de mil pessoas no auditório e no saguão do 9o andar da

ABI. Outras mil se concentraram na porta de nossa entidade. Reimont é

autor de emenda parlamentar de R$ 200 mil a favor da ABI. Atos dessa

natureza valorizam o prédio histórico da ABI, como símbolo da

democracia.

16 de maio — No Dia Internacional de Luta Contra a Homofobia,

Transfobia e Bifobia, Bernardo Lucas, da diretoria de Mulheres e

LGBTQIA+, lembrou no nosso site o episódio pelo qual passou a deputada

Erika Hilton (PSOL/SP), ao ter sua identidade de gênero negada no

processo de emissão de visto diplomático para participar de uma

conferência acadêmica nos EUA. Erika denunciou que se tornou alvo da

política transfóbica do governo Trump.

13 de maio — A Diretoria Executiva, o terço do Conselho Deliberativo, o

Conselho Consultivo e o Conselho Fiscal da ABI, eleitos no dia 25 de abril,

foram empossados, em reunião Extraordinária do Conselho Deliberativo.

Vitor Iório foi eleito presidente do Conselho Deliberativo. Discursaram a

vice-presidente, Regina Pimenta; os conselheiros Fichel Davit Chargel,


decano da ABI, e Marcelo Auler, a jornalista Hildegard Angel, e o

presidente Octávio Costa.

12 de maio — Com o marco dos 50 anos do assassinato de Vladimir

Herzog em 25 de outubro, diversas organizações mobilizam ações, em

conjunto com o Instituto Vladimir Herzog. O tema será tratado em

produções especiais como reportagem, podcast, entrevistas, eventos,

incidência política e outros. A ABI instituiu o ano de 2025 como o Ano

Vladimir Herzog e exibe um banner no seu site e na entrada da sede, além

de produzir conteúdos sobre a história de Vlado ao longo do ano. Outra

iniciativa aconteceu em Porto Alegre. A Faculdade de Biblioteconomia e

Comunicação (Fabico) da UFRGS prestou homenagem ao jornalista com o

evento “Vladimir Herzog 50 anos — Fabico Presente!” no dia 8 de abril. A

pedido do Instituto Herzog, uma logo, especialmente produzida para

marcar os 50 anos do assassinato, foi desenhada por Kiko Farkas.


Abril


25 de abril — A Chapa Rui Xavier – ABI Luta Pela Democracia,

encabeçada por Octávio Costa e Regina Pimenta, foi eleita para o mandato

2025-2028, com 92,20% dos votos. A Chapa 1 teve 282 votos, com 24

votos brancos e nulos. A Chapa 2 – Sem Anistia para

Golpistas, encabeçada pelo professor Ivan Cavalcanti Proença e Osvaldo

Maneschy, se retirou do processo eleitoral, na Assembleia Geral Ordinária

da quinta-feira 24, véspera da eleição, e fez campanha para que os

associados não votassem. Votaram 306 associados (64%) dos 479 que

estavam aptos a votar, sendo 56 presencialmente e 250 pelo sistema

eletrônico. A abstenção foi de 36%.

— Na véspera do primeiro aniversário da morte de Paulo Totti, colegas e

amigos realizaram um ato em sua homenagem no saguão do 9o andar da


ABI. Coube a Ana Maria Mandim, viúva de Totti, inaugurar a placa de

bronze, singela e bonita, que ressalta duas características dele: talento e

ética. Episódios da convivência com o querido jornalista foram lembrados

por Paulo Jerônimo, Suely Caldas, Vera Durão, Lívia Ferrari, Agata

Messina, Álvaro Caldas e Marcelo Auler.

24 de abril — Por iniciativa de ex-ministros dos Direitos Humanos, foi

lançado um manifesto pedindo a regulamentação das grandes plataformas.

“Pela importância, pela influência, pelo poder, pelo risco, pelas ameaças, as

plataformas e as redes Sociais precisam ser regulamentadas, como toda e

qualquer atividade é numa sociedade democrática”, disse a ex-senadora

Ideli Salvatti. “Não regulamentar é incentivar a barbárie que atinge,

prioritariamente, crianças e adolescentes e os mais fragilizados

socialmente”, afirmou. A iniciativa conta com Nilmário Miranda, Paulo

Sérgio Pinheiro, Maria do Rosário, Paulo Vannuchi e Rogério Sottili, todos

ex-ministros dos Direitos Humanos. O presidente da ABI, Octávio Costa,

também assinou o manifesto.

20 de abril — Em nota, a ABI repudiou o assassinato da jornalista Fátima

Hassoun pelo Exército de Israel:

“A Associação Brasileira de Imprensa (ABI) manifesta seu mais veemente

protesto por mais essa barbaridade cometida pelo Exército Israelense na

Faixa de Gaza. Fátima Hassouna, jornalista palestina é assassinada,

juntamente com o que ainda sobrevivia de sua família diante de

bombardeios anteriores, dentro de sua própria casa. A barbárie não nos

surpreende mais, diante de tudo o que jornalistas de todo mundo, fotógrafos

como ela, registram em Gaza e na Cisjordânia. Mas isso não nos impede de

manter viva a repulsa. Pelo contrário, nos obriga a não permitir que se

naturalize esse genocídio”.


11 de abril — A sessão de encerramento da III Semana Nacional de

Jornalismo debateu o tema Jornalismo Comunitário, Desafios, Ameaças e

Oportunidades. Organizada pela diretoria de Educação, presidida por Vitor

Iorio, a III Semana começou em Curitiba no dia 7 de abril, seguida de

etapas em Fortaleza, Brasília e São Paulo. Em Curitiba foi elaborada Carta

que ressalta a posição de várias entidades em defesa do diploma de

jornalismo. No Rio, no auditório do 7o andar, algumas das questões

levantadas foram a importância da comunicação comunitária para a

prestação de informações corretas à população, para a defesa dos direitos

humanos e para a preservação da memória da comunidade; os desafios

enfrentados pelos comunicadores populares, como a falta de recursos

financeiros e a violência; a ausência de políticas públicas para esse nicho

da comunicação e a relevância da favela como “energia cultural e espaço

de potência”.

— O presidente Octávio Costa participou do “Ato Glauber Fica!”, em

defesa do mandato do deputado federal Glauber Braga, cuja cassação foi

aprovada pela Comissão de Ética da Câmara dos Deputados. “A ameaça de

cassação é uma afronta, uma violência, sem qualquer respaldo jurídico”,

disse Octávio. O encontro foi realizado na Praça Mario Lago, conhecido

como “Buraco do Lume”, no centro do Rio de Janeiro, conhecido.

7 de abril — No data em que se comemora o aniversário da ABI e também

o Dia do Jornalista, o site da ABI postou arte do conselheiro Geraldo

Cantarino em homenagem aos homens e mulheres jornalistas, que, ao

longo da História, honraram e dignificaram a nossa profissão. Nos seus 117

anos de existência, a ABI sempre lutou em defesa da democracia, do

respeito aos direitos humanos e da liberdade de imprensa e do livre

exercício do jornalismo por profissionais qualificados, o que é fundamental

para a democracia.


1o de abril — Centenas de manifestantes se reuniram em um ato de

protesto contra o golpe de 1964 e a anistia aos golpistas de 2022/23. A

manifestação começou às 15 horas, em frente ao prédio do antigo Dops, no

Centro do Rio, um dos locais de encarceramento e torturas de opositores da

ditadura militar. Os manifestantes, entre eles muitos jovens, militantes de

partidos políticos e entidades como o grupo Tortura Nunca Mais,

carregavam bandeiras, faixas e cartazes. Diretores e conselheiros da ABI

também participaram do protesto. No fim da tarde, os participantes do

protesto iniciaram uma caminhada pelas Avenidas Chile e Rio Branco até a

sede da ABI. No auditório do 9o andar, o ato teve continuidade com a

entrega, pelo Grupo Tortura Nunca Mais/RJ, da 37° Medalha Chico

Mendes de Resistência a pessoas e entidades que se destacaram na defesa

dos direitos humanos.