quarta-feira, fevereiro 04, 2026

Ronaldinho Gaúcho escapou de perder R$ 330 milhões num golpe do Master


Com fama conquistada no mundo, Ronaldinho Gaúcho vira um 'showman' da bola

Ronaldinho queria fechar negócio, mas deu muita sorte

Deu no Portal Terra

Imóveis de Ronaldinho Gaúcho foram usados em operações financeiras sem sua autorização para captar R$ 330 milhões, com fundos redirecionados em um circuito fechado ligado ao Banco Master, conforme investigações do MPF e Banco Central.

Dois terrenos pertencentes ao ex-jogador Ronaldinho Gaúcho foram usados em uma operação financeira para captar R$ 330 milhões com o Banco Master, sem o conhecimento do atleta, segundo revelou o jornal O Globo. Os recursos teriam sido direcionados a fundos de investimento ligados à própria instituição financeira.

SEM COMUNICAR – De acordo com a defesa do ex-jogador, Ronaldinho não foi informado sobre a emissão dos créditos e o negócio imobiliário, que previa o uso das áreas, acabou sendo cancelado antes da execução.

As informações surgiram em investigações do Ministério Público Federal (MPF) e do Banco Central.

De acordo com a apuração, o Banco Master, por meio do Fundo City 02, do qual era o único cotista, concedia empréstimos a empresas que, na sequência, reinvestiam os valores em fundos administrados pela Reag, gestora que, assim como o Master, foi posteriormente liquidada pelo Banco Central. Parte dessas operações envolvia a emissão de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI), títulos lastreados em créditos do setor imobiliário.

SALVO PELO GONGO – Em agosto de 2023, a Base Securitizadora emitiu R$ 330 milhões em CRIs para a S&J Consultoria, com lastro em notas comerciais destinadas ao desenvolvimento de terrenos em Porto Alegre, incluindo duas áreas atribuídas a Ronaldinho.

Segundo advogados do ex-jogador e de sócios do empreendimento, o projeto não avançou por falta de licenças ambientais e pendências fiscais, e não houve aporte relevante nos imóveis.

Em vez de financiar obras, os recursos captados eram realocados em um circuito fechado de fundos ligados ao próprio grupo financeiro, o que teria inflado artificialmente os ativos do banco e melhorado seus indicadores regulatórios, conforme O Globo.

GOLPE DE 1 BILHÃO – As empresas envolvidas são alvo de investigações da Polícia Federal, com mandados autorizados pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo o ministro, o volume total de CRIs sob suspeita emitidos pela Base Securitizadora pode chegar a R$ 1 bilhão.

Criada pelo empresário César Reginato Ligeiro, a Base Securitizadora teve sua estrutura societária alterada em 2022, quando ele deixou formalmente a empresa. A S&J Consultoria, fundada em 2021, tem como sócia a Land I, também ligada a Ligeiro, que ainda figura como administrador da OCC S.A., outra empresa do grupo.

Ao jornal, ele afirmou que sua atuação no mercado imobiliário e financeiro sempre ocorreu dentro da legalidade e que eventuais questionamentos devem ser analisados pelas instâncias competentes.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Como se vê, Ronaldinho escapou por pouco, muito pouco. O fato demonstra que ainda é precária a fiscalização das empresas financeiras pelo Banco Central e pela Comissão de Valores Mobiliários. O mercado está cheio de Vorcaros, especialistas em fraudes e golpes. (C.N.)