quinta-feira, fevereiro 05, 2026

Piada do Ano! Toffoli e Moraes tentam se defender perante os outros ministros


Dias Toffoli ironiza multas aplicadas por Moraes a big techs

Moraes e Toffoli já estão à beira de um ataque de nervos

Felipe de Paula
Estadão

Sob pressão política e da opinião pública após seus irmãos transferirem participação milionária no resort Tayayá, em Ribeirão Claro, no Paraná, a um fundo ligado ao Banco Master, o ministro Dias Toffoli afirmou nesta quarta-feira, 4, no Supremo Tribunal Federal, que magistrados “têm todo o direito de receber seus dividendos”, desde que não participem da administração de empresas.

A declaração foi feita durante a sessão plenária que analisa as regras do Conselho Nacional de Justiça sobre o uso de redes sociais por magistrados.

NA DEFESA… – Relator da ação, o ministro Alexandre de Moraes também usou a sessão plenária desta quarta-feira para rebater críticas que abalaram a Corte durante o recesso judiciário.

Os ministros são alvo de questionamentos públicos sobre conflitos de interesse, envolvendo relações familiares, empresariais e a atuação de advogados próximos em causas analisadas pela Corte.

Sobre a suspeição de ministros, Moraes disse: “Nenhum magistrado poderia, por exemplo, ter alguma aplicação em um banco, ações de um banco. Ah, é acionista do banco? Então não vai poder julgar ninguém no sistema financeiro”.

FAZENDO PIADA – Toffoli não se conteve e tentou fazer piada sobre a importante questão: “Ministro Alexandre, o ministro teria que doar a sua herança a uma entidade de caridade”, disse Toffoli.

“Se ele tem um pai ou uma mãe que é acionista de uma empresa ou dono de uma fazenda? Vários magistrados são fazendeiros, vários magistrados são donos de empresas e eles não exercendo a administração, têm todo o direito de receber seus dividendos. Estão proibidos de ter a gestão.”

“Isso é não deixar o magistrado na bolha”, completou Moraes.

Conforme revelou o Estadão, a empresa dirigida pelos irmãos do ministro foi sócia controladora e chegou a vender uma fatia milionária de sua participação no resort Tayayá, em Ribeirão Claro, para um fundo de investimentos controlado pelo pastor Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Mesmo assim, Toffoli é relator das investigações da Polícia Federal sobre o banco.

CUNHADA DESMENTIU – Apesar dos registros nos documentos, ao ser indagada pelo Estadão na casa que aparece como sede da empresa, a cunhada do ministro disse que o marido José Eugênio Toffoli nunca foi dono de resort e usou a situação da própria casa, pequena e com sinais de desgaste, como argumento para negar que o marido seja o verdadeiro proprietário do empreendimento.

Além disso, o Estadão também mostrou que os irmãos de Toffoli foram sócios de um segundo resort da mesma rede, em uma região que fica às margens do Rio Paraná. Conhecido como Tayayá Porto Rico, o empreendimento ainda não teve suas obras concluídas, mas promete ser ainda mais luxuoso do que o primeiro resort do qual os irmãos foram sócios, em Ribeirão Claro (PR).

A Maridt, empresa dos irmãos de Toffoli, em nota assinada por José Eugênio Dias Toffoli, afirmou não integrar mais o grupo Tayayá em Ribeirão Claro. “A participação anteriormente existente foi integralmente encerrada por meio de duas operações sucessivas, sendo a primeira a venda de parte da participação ao Fundo Arllen, em 27 de setembro de 2021, e a segunda a alienação do saldo à empresa PHD Holding, em 21 de fevereiro de 2025.”

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – O assunto fede a quilômetros e mais quilômetros de distância. Mesmo assim, Toffoli procura se justificar e Moraes entra no mesmo esquema grotesco e caricato. Seria melhor se ficassem calados. Imagino o que uma pessoa séria como Carmen Lúcia deve estar pensando deles. Lembro que a ministra, quando começou no Supremo, usava um carro bem velho e ia dirigindo até o tribunal. Depois, com a idade, aceitou o carro oficial, que usa com parcimônia. (C.N.)