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quarta-feira, outubro 07, 2026

Imprensa festeja renovação da política, mas o que aconteceu foi um retrocesso


Charges sobre democracia - 07/08/2020 - Política - Fotografia - Folha de  S.Paulo

Charge do Benett (Folha)

Vicente Limongi Netto

A ficha está caindo. As urnas são democráticas, aceito, mas também sabem ser ingratas e volúveis. Humilharam Sarney e sua filha, Roseana, assim como Renan Calheiros — para ficarmos apenas nesses exemplos de políticos que dedicaram a vida pelo Maranhão e por Alagoas. Foi ultrajante

Elegeram alguns com honras, embora nunca tenham erguido um tijolo pela melhoria da vida dos mais necessitados. Votaram em bichos exóticos, tatuados e pintados, que vociferam, agridem e são adoradores dos holofotes fáceis.

SEM PROJETOS – Vendem a alma, esmerados em demagogia. Não têm projetos que beneficiem a coletividade. Atuam pendurados em insultos e galhofas, navegando no oceano da canalhice, da sordidez e da empulhação.

O mais grave é que eleitores se deixam fascinar justamente por aqueles que demonstram ser mais parasitas, porque as urnas também sabem trair o bom senso. Em um clique, liquidam a trajetória de políticos calejados, operosos e respeitados. Preferem eleger moleques e malucas que mal assinam o próprio nome.

A mídia cretina fala em renovação. Não convence ninguém de bom senso.

TÔNICA DO ÓDIO – Esta eleição tem a tônica do ódio, do rancor e do ressentimento. Raros pensam no Brasil e no bem-estar do povo. Votam com sangue nos olhos, com sentimento de vingança, tomados pela leviandade e pela torpeza.

Flavio Bolsonaro é manjado delinquente. Ligado a milicianos e assassinos. Senador inútil e falastrão. É papel carbono do pai, presidiário e golpista. Eleger um irresponsável e parasita como Flávio Bolsonaro é torcer contra o Brasil.

Com ar de vitorioso, o meliante engomado já fala com a arrogãncia do pai presidiário. Vai mudar a Carta Magna, vai mudar a Suprema Corte. Não demora promete mudar o Cristo Redentor de lugar.