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sexta-feira, outubro 09, 2026

Ignorância dos evangélicos pentecostais foi decisiva na vitória de Flávio no 1º turno


Flávio inicia tour de igrejas e amplia ofensiva entre evangélicos: 'Que o  Senhor o leve para ser presidente'

Flávio está reiniciando o tour nas igrejas pentecostais

Vicente Limongi Netto

O que levou Flávio Bolsonaro à vitória neste primeiro turno foi a imbecilidade de parte do eleitorado e de parte dos evangélicos, em especial das igrejas neopentecostais, que são de pastores que apoiaram Bolsonaro pai na tentativa do golpe. Os votos desses fiéis são os votos de cabresto seguros, certos.

A campanha de Flávio foi dirigida para essas pessoas politicamente ignorantes, que aceitam manipulações e narrativas que nada têm com a realidade. Na campanha, ia aos mercados dizer que estava tudo mais caro e ninguém aguenta mais, que esse governo aumentou os impostos, mas não diz que os imposto sobre os milionários é que incomodam a elite, e metia medo nas pessoas incapazes de fazer comparação do governo atual com o anterior, sobre o que foi o governo de Bolsonaro e o que está sendo o governo Lula. 

PASSADO NEBULOSO – Se a justiça realmente funcionasse contra as elites, Flávio jamais poderia ser candidato à Presidência. Foi salvo na Hora H, porque o Supremo reconheceu que ele tinha foro privilegiado e deveria ter sido investigado em órgão especial do Tribunal de Justiça.

E assim, as abundantes provas do enriquecimento ilícito foram anuladas. Com o retorno da investigação à estaca zero, o Ministério Público do Rio de Janeiro viu-se sem base para sustentar a denúncia, levando o TJ-RJ a arquivar o caso em maio de 2022, sem que as acusações de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa fossem julgadas no mérito.

Após o primeiro turno, Flávio deu duas declarações que mostram por inteiro o perfil intolerante igual ao pai. Disse que vai redemocratizar o Brasil e dar anistia aos golpistas, debochando da firme e respeitada democracia brasileira, que resistiu à tentativa de golpe de estado no início do governo Lula.