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segunda-feira, outubro 05, 2026

Flávio Bolsonaro e Lula vão ao segundo turno em disputa pelo Planalto

Flávio Bolsonaro e Lula vão ao segundo turno em disputa pelo Planalto
Foto: Reprodução / Redes Sociais / Bloomberg

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) são os candidatos que permanecerão na disputa pelo cargo máximo da República no segundo turno das eleições gerais de 2026. O resultado foi confirmado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) após a apuração de 97,24% das urnas.

 

Com 47,43% dos votos válidos, Flávio Bolsonaro liderou o embate pelo cargo, mas não conseguiu superar a marca de 50% dos votos que sacramentaria a vitória no primeiro turno. O adversário do PT não ficou muito atrás, fazendo 44,69% e garantindo seu lugar na segunda rodada de confrontos pela liderança da República.

 

Na oitava eleição presidencial com segundo turno do Brasil, os presidenciáveis terão mais 20 dias para convencer o polarizado eleitorado brasileiro a 'tomar um lado' que definirá os próximos 4 anos do país. O novo pleito está agendado para ocorrer no dia 25 de outubro, último domingo do mês.

 

Velho conhecido do eleitor brasileiro, Lula esteve presente em 8 das 10 eleições para presidente desde a redemocratização. Em sua estreia, Luiz Inácio acabou superado pelo alagoano Fernando Collor de Melo (PRN) já no segundo turno. O petista ainda foi superado em mais duas outras ocasiões pelo tucano Fernando Henrique Cardoso, ainda no primeiro turno. A maioria nas urnas só foi alcançada em 2002, quando superou José Serra (PSDB), no segundo turno, com 61% dos votos válidos.

 

Desde então, foram 3 mandatos marcados pela criação de políticas públicas, a descoberta do pré-sal, crescimento e reforço de soberania. Lula também esteve à frente do governo durante o escândalo do mensalão, que derrubou o ministro José Dirceu e abalou a cúpula petista. O veterano do PT ainda enfrentou um pleito acirrado em 2022, quando superou o então presidente Jair Bolsonaro (PL) por 50,90% a 49,10%. 

 

Aos 80 anos, Luiz Inácio vai à sua possível 'última dança' em busca do tetra no Palácio do Planalto. Ao lado do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), velho adversário do petista no pleito de 2006, o veterano busca o presente antecipado na antevéspera do seu aniversário, comemorado em 27 de outubro. 

 

Do outro lado, Flávio carrega o legado do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), no papel de oposição política à base governista. Irmão mais velho, o senador anunciou a sucessão no dia 5 de dezembro de 2025, desbancando Tarcísio de Freitas (RR), candidato favorito a herdar o espólio político de Jair.

 

 

Sua carreira política teve início em 2002, quando, aos 21 anos, foi eleito o deputado mais jovem daquela legislatura, com 22.860 votos pelo Rio de Janeiro. Flávio exerceu quatro mandatos consecutivos na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj),  até eleger-se senador pelo estado carioca nas eleições de 2018, com mais de 4 milhões de votos. Em Brasília, exerceu a presidência estadual do PSL fluminense antes de se desligar da sigla ao lado do patriarca da família Bolsonaro.

 

No Senado, o filho 01 de Bolsonaro concentrou sua atuação parlamentar na pauta de segurança pública, tornando-se membro titular da comissão temática da área (CSP). Sua agenda legislativa concentrou-se no fortalecimento das forças de segurança, no rigor penal e em pautas estratégicas para seu reduto no Rio de Janeiro.

 

Associado a escândalos desde o mandato de seu pai, o senador chegou a ser investigado em 2018 por suposto desvio de salários de assessores quando ele atuava como deputado na Alerj. No ano seguinte, outra diligência foi aberta para investigar a relação do senador com milícias cariocas.

 

Em 2026, o candidato voltou à mira da PF após materiais divulgados pelo site "The Intercept" associarem Flávio e seu irmão, Eduardo Bolsonaro, à figura do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do liquidado Banco Master. Em mensagens trocadas no WhatsApp, o candidato teria negociado R$ 134 milhões para a execução do filme "Dark Horse", que narra parte da história de seu pai durante a candidatura de 2018.

 

Estreante na disputa pelo cargo de presidente, Flávio assumiu a frente bolsonarista, superou crises na campanha e empatou com Lula na margem de erro, chegando a pontualmente ultrapassar o petista em setembro. O político do PL busca o título inédito, o capital político para libertar seu pai da prisão domiciliar e um retorno do campo conservador à liderança da República.