quinta-feira, setembro 17, 2026

No desespero, Gilmar defende Gonet, seu ex-sócio, e tenta desmoralizar Mendonça


O Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, decidiu pelo arquivamento do  pedido de investigação contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF),  Gilmar Mendes. O pedido baseava-se em suposta prática de homofobia após

Como diz a propaganda na TV, Gilmar e Gonet, tudo a ver

Márcio Falcão e Ana Flávia Castro
TV Globo e g1

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), publicou uma manifestação nas redes sociais em defesa do procurador-geral da República, Paulo Gonet, citado em mensagens apreendidas no celular de Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master.

“Paulo Gonet, Procurador-Geral da República, tem reputação ilibada e vida pública de lisura insuspeita. Isso nunca foi objeto de disputa: é reconhecido em todos os espectros, por quem concorda e por quem discorda dele”, afirma Gilmar Mendes.

SIGILO DE CONVERSAS – “Mesmo assim, teve a honra injustamente manchada pelo levantamento do sigilo de conversas que nada de ilícito retratavam. E, naquele exato momento, o estrago à reputação já estava feito. Ninguém desfaz manchete com reparo tardio em plenário”, prosseguiu.

Na publicação, Gilmar Mendes reiterou as críticas que tem feito contra o colega do Supremo, André Mendonça, e afirmou que trata-se de uma tentativa de “lucrar politicamente” com o fato. Ele também classificou o episódio como um “vazamento seletivo”.

“Em plenário, o próprio relator reconheceu, em alto e bom som, a lisura da conduta de Gonet e admitiu que nada havia contra ele. Nada. Então por que expor?”, questionou.

 

DISSE GILMAR – “A intenção de lucrar politicamente com o episódio ficou escancarada quando o relator fez publicar vídeo nas redes sociais agradecendo o apoio popular. Apoio a quê, exatamente? A um ato que ele mesmo admitiu não ter fundamento contra a pessoa exposta? Quem age assim não é magistrado imparcial: é boneco de campanha, um pixuleco eleitoral”, disse.

O ministro também falou em “vazamento seletivo”, comparou Mendonça a Deltan Dallagon e Sergio Moro, e defendeu que a atuação do relator do caso parece “vingança”.

“E, como na Lava Jato, a hora nunca é ao acaso. Lá, sigilos caíam a poucas semanas das eleições. Aqui, o levantamento apareceu às vésperas do 7 de Setembro, para inflar as ruas, arrancar dividendos políticos, sujar reputações e intimidar quem se opõe a esse método”, declarou. “No fundo, o alvo é o direito de defesa de pessoas contra as quais esses agentes nutrem algo que se parece muito mais com vingança do que com justiça”.

BATE-BOCA – A manifestação de Gilmar reitera o posicionamento que ele defendeu no plenário. As declarações geraram um bate-boca entre os ministros durante a sessão convocada para discutir o relatório da Polícia Federal (PF) que apontou uma troca de mensagens entre Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes.

O bate-boca começou quando Gilmar Mendes saiu em defesa de Paulo Gonet, procurador-geral da República, que havia acabado de dizer que não teve relações com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master.

“É impressionante, senhor presidente, que uma pessoa da estatura do senhor Paulo Gonet sofra esse tipo de ilação. Isso, sim, é leviandade [de Mendonça]. Um sujeito investido de um sentimento policialesco junto com os seus delegados. É impressionante a desfaçatez desse sujeito [Mendonça]”, esbravejou Gilmar.

MENDONÇA REAGIU – “A desfaçatez é de vossa excelência! Me respeite, me respeite. Isso aqui não é brincadeira!”, gritou André Mendonça.

“Pode chorar, pode chorar”, disse Gilmar Mendes.

“Não estou chorando não. Aqui não tem choro não. Respeite!”, declarou Mendonça.

Na sequência, o ministro Flávio Dino anunciou que estava pedindo vista do julgamento, cobrando providências por parte do presidente da Corte, Luiz Edson Fachin, sobre o bate-boca que acabara de ocorrer entre Gilmar e Mendonça.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
– Gilmar Mendes e Paulo Gonet, tudo a ver, como diz a propaganda na TV. São amigos há mais de 30 anos. Gonet foi sócio de Gilmar na Faculdade de Direito que fazia eventos com patrocínio de Vorcaro. Era esperado que Gilmar saísse em defesa do amigo e ex-sócio, porque eles são iguais em tudo. Como na piada machista da mulher do árabe, você pode bater neles sem saber o motivo, mas eles sabem por que estão apanhando… (C.N.)