Candidato à Presidência ficou perplexo com as reações da sociedade depois de apuração que mostrou a intenção de seu grupo político de extinguir de Padroeira do Brasil da santa
Areta final da corrida presidencial ganhou ares de crise generalizada no comitê de campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL). Em visível estado de perplexidade diante da repercussão negativa entre o eleitorado católico de uma apuração relacionada a um suposto ato de intolerância religiosa, o candidato à Presidência da República partiu para o ataque frontal contra a imprensa. O alvo da vez foi o Grupo Globo e, em especial, a emissora de notícias GloboNews, classificada pelo parlamentar como uma “central de disseminação de mentiras”.
A reação enfurecida e atabalhoada de Flávio nas redes sociais ocorreu após a veiculação de uma informação que trouxe à tona a suposta articulação de setores de sua base aliada para destituir Nossa Senhora Aparecida do posto oficial de Padroeira do Brasil. O tema, que provocou uma onda instantânea de repúdio por parte da sociedade civil e de lideranças religiosas, expôs a fratura grave na estratégia do bolsonarismo de instrumentalizar a fé na disputa política de 2026.
Para tentar conter o desgaste e desviar o foco da denúncia, o filho do ex-presidente divulgou um mapa digital que, segundo ele, comprovaria um “movimento criminoso e orquestrado” alinhado à oposição para desgastar sua imagem. Prometendo ações nas esferas criminal e eleitoral, Flávio vociferou contra o jornalismo profissional no mesmo momento em que tentava desvincular sua candidatura de uma pauta histórica e incômoda de seus próprios aliados.
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