quarta-feira, setembro 23, 2026

A POLÍTICA DA RESPONSABILIDADE: Por que a Gestão Tista de Deda Exige Dados e Fatos para Atender às Demandas do Povo

 






A POLÍTICA DA RESPONSABILIDADE: Por que a Gestão Tista de Deda Exige Dados e Fatos para Atender às Demandas do Povo


Por José Montalvão


Na administração pública moderna, o tempo do amadorismo, das promessas vazias e dos pedidos feitos "de orelha" ficou no passado. Em Jeremoabo, a postura do prefeito Tista de Deda tem demonstrado que o atendimento às demandas do município não passa por filtros partidários: para o gestor, não importa se a solicitação parte de um vereador da situação ou da oposição. O critério determinante é único e claro: a proposta deve ser justa, viável e respaldada por elementos técnicos, dados concretos e fatos incontestáveis.

Pedir é fácil; o desafio do legislador é provar, com números e fundamentação, que a medida trará eficiência ao erário e benefício direto à população. É sob essa ótica de responsabilidade fiscal e republicana que surge a proposta para a criação de uma Casa de Apoio para Pacientes em Tratamento Fora de Domicílio (TFD).

O Instrumento Adequado: A Indicação Legislativa com Estudo de Viabilidade

Para sugerir formalmente que o Poder Executivo alugue e estruture uma Casa de Apoio em centros de referência médica (como Salvador, Feira de Santana, Juazeiro ou Aracaju), o vereador deve utilizar a Indicação Legislativa.

Contudo, para que a Indicação não seja apenas mais uma folha de papel no protocolo da Prefeitura, ela deve vir acompanhada de um minucioso Estudo de Viabilidade Técnica e Financeira. É esse anexo técnico que dá sustentação ao pedido e convence o gestor público de sua exequibilidade.

┌─────────────────────────────────────────────────────────────┐
│ ESTRUTURA TÉCNICA DA INDICAÇÃO LEGISLATIVA │
├─────────────────────────────────────────────────────────────┤
│ 1. DEMONSTRATIVO DE CUSTO-BENEFÍCIO (Atual vs. Projetado) │
│ 2. LEVANTAMENTO DA DEMANDA MENSAL (Dados da Saúde) │
│ 3. PREVISÃO ORÇAMENTÁRIA E FONTE DE RECURSOS (LDO / LOA) │
└─────────────────────────────────────────────────────────────┘

1. Demonstrativo de Custo-Benefício: Economia e Dignidade Humana

O objetivo central do estudo é provar que a manutenção de uma estrutura fixa é financeiramente mais vantajosa para o município do que a pulverização de gastos avulsos:

  • Custo Atual (Disperso e Elevado): O somatório mensal gasto pela Prefeitura com o pagamento de diárias de hotéis e pousadas, alimentação fracionada e custeio repetitivo de passagens de ida e volta para pacientes e acompanhantes;

  • Custo Projetado (Estruturado e Controlado): A consolidação das despesas fixas compreendendo aluguel do imóvel, manutenção (água, luz, internet), insumos para alimentação básica e equipe de apoio (como cozinheira ou zelador);

  • O Ganho Humanitário Inestimável: Para além da equação financeira, a Casa de Apoio oferece ambiente acolhedor, segurança, conforto psicológico e dignidade para cidadãos vulneráveis no momento mais frágil de suas vidas — em especial pacientes em tratamento de hemodiálise, oncologia e cirurgias de alta complexidade.

2. Levantamento da Demanda Mensal: O Perfil da Necessidade

Com base em dados oficiais obtidos junto à Secretaria Municipal de Saúde (via Requerimento de Informação ou relatórios de gestão do SUS), o documento deve mensurar com precisão a dimensão do fluxo:

Indicador de DemandaParâmetro de Análise Técnica
Volume de PassageirosMédia mensal de pacientes e acompanhantes transportados pelo TFD.
Perfil ClínicoEspecialidades médicas de maior recorrência (Oncologia, Cardiologia, Ortopedia).
Tempo de PermanênciaPeríodo médio de estada na cidade de destino para realização de ciclos de tratamento.

3. Previsão Orçamentária: Apontando a Fonte do Recurso

Para que a proposta seja juridicamente viável e respeite a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), o vereador deve indicar o caminho orçamentário:

  1. Adequação à LDO e LOA: Verificar as dotações existentes na ação de "Assistência à Saúde" ou "Manutenção do TFD" no orçamento vigente;

  2. Crédito Adicional ou Remanejamento: Sugerir a utilização de superávit financeiro ou a abertura de crédito adicional suplementar/especial para fazer frente às novas despesas fixas;

  3. Compromisso com Emenda Impositiva: O próprio vereador (ou a bancada parlamentar) pode sinalizar a destinação de suas Emendas Parlamentares Impositivas no orçamento subsequente, garantindo o custeio inicial ou a manutenção contínua do imóvel.

Conclusão: Respeito ao Dinheiro Público e Cuidado com o Povo

A exigência do prefeito Tista de Deda por projetos bem fundamentados não é burocracia, é demonstração de respeito ao dinheiro do contribuinte de Jeremoabo.

Quando a oposição ou a situação apresentam propostas embasadas em fatos, números e técnica, quem ganha é a população. A criação da Casa de Apoio para o TFD é uma pauta nobre, justa e necessária — e, com a devida instrução técnica e dotação orçamentária, tem tudo para se transformar em uma grande conquista social para o nosso município!

José Montalvão

Funcionário Federal Aposentado, Graduado e Pós-Graduado em Gestão Pública, Pós-Graduado em Jornalismo. Membro da Associação Brasileira de Imprensa (ABI - Registro C-002025).

Blog de Dede Montalvão: Defendendo a gestão pública responsável, o fortalecimento do TFD e o debate técnico acima das disputas partidárias!