Publicado em 26 de julho de 2026 por Tribuna da Internet

A proteção poderá ser iniciada a partir de 20 de julho
Isabela Camargo
Fábio Amato
G1
A Polícia Federal (PF) estima gastar R$ 95 milhões com a segurança dos candidatos à Presidência da República durante a campanha eleitoral de 2026. Em 2022, o valor do investimento foi de R$ 57 milhões. Desse total, cerca de R$ 25 milhões foram gastos com o custo operacional (logística, diárias) e R$ 32 milhões com a compra de equipamentos.
O reforço na estrutura ocorre em meio ao aumento das preocupações com a segurança de autoridades e candidatos em eventos de campanha. Segundo a corporação, a preparação da operação começou há cerca de dois anos, com treinamento das equipes e estudos para definir o esquema de proteção de cada candidatura.
ANÁLISES DE RISCO – De acordo com o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, o planejamento incluiu análises de risco para mapear os deslocamentos e os eventos previstos durante a campanha, além do alinhamento operacional dos policiais que atuarão na segurança dos presidenciáveis.
Recursos serão destinados para: Remuneração de 458 servidores; compra de equipamentos, como sistemas antidrones, viaturas blindadas, armamentos e itens de proteção para os agentes. O orçamento também cobre despesas operacionais das equipes destacadas para acompanhar os candidatos durante o período eleitoral.
DIREITO À SEGURANÇA – Pela legislação eleitoral, os candidatos à Presidência passam a ter direito à segurança da Polícia Federal após a homologação de suas candidaturas nas convenções partidárias.
Nas eleições de 2026, podem realizar convenções os partidos e as federações registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Cada legenda tem autonomia para definir a data e o formato do evento, que pode ser presencial, virtual ou híbrido.