segunda-feira, julho 13, 2026

A ALQUIMIA DO PALANQUE: Na Bahia de 2026, Tem Candidato Querendo Transformar Caldo de Cana em Suco de Raspadura


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A ALQUIMIA DO PALANQUE: Na Bahia de 2026, Tem Candidato Querendo Transformar Caldo de Cana em Suco de Raspadura


Por José Montalvão


A política baiana neste ano de 2026 caminha a passos largos para se transformar em um verdadeiro picadeiro de ilusionismo. Com a proximidade das urnas, assistimos a candidatos operando supostos "milagres" retóricos que desafiam a inteligência do cidadão comum. Não estamos falando do milagre bíblico da transformação da água em vinho, mas sim de uma exótica alquimia eleitoral: a tentativa de transformar caldo de cana em suco de raspadura.

Essa metáfora resume perfeitamente o esforço de velhas estruturas políticas que tentam requentar fórmulas do passado, mudar a embalagem de promessas gastas e vender o mesmíssimo produto de sempre como se fosse uma grande novidade revolucionária. Abrem a moenda do oportunismo, espremem o discurso e tentam convencer o eleitor de que o subproduto endurecido da velha política é o suco fresco da renovação. Mas eles se esquecem de um detalhe fundamental: o povo da Bahia não tem a memória tão curta quanto eles pensam.

Três Décadas de Hegemonia: A Radiografia do Passado

Os defensores desse "suco requentado" apostam no esquecimento da população, mas a história está registrada nas páginas do tempo. O grupo político historicamente liderado por Antônio Carlos Magalhães (ACM) governou o estado da Bahia por cerca de 30 anos, com breves intervalos. Durante quase três décadas, esse consórcio de poder controlou com mãos de ferro a máquina pública estadual, exerceu forte influência sobre a imprensa local e monopolizou as nomeações políticas de norte a sul do território baiano.

Era o tempo do compadrio, das decisões tomadas em gabinetes fechados em Salvador e da subordinação dos prefeitos do interior aos caprichos do coronelismo oficial. Muitas das mazelas estruturais que a Bahia ainda luta para superar no saneamento, na segurança e na concentração de renda são filhas legítimas desse longo período de centralização absoluta do poder. Eles tiveram trinta anos para resolver os problemas estruturais do estado, mas preferiram perpetuar um modelo baseado na dependência política e no assistencialismo de palanque.

A Consciência do Eleitor Contra o Ilusionismo

Os herdeiros e saudosistas dessa era carlista sobem hoje aos palanques digitais e físicos tentando vender a ilusão de que possuem a fórmula mágica para o desenvolvimento. Tentam mascarar o passado de privilégios com jingles modernos e discursos ensaiados por marqueteiros caros. É o caldo de cana azedo do passado disfarçado de suco de raspadura do futuro.

No entanto, o eleitor baiano amadureceu. A era da informação e o fortalecimento do controle social no Direito Administrativo deram ao cidadão as ferramentas para comparar modelos de gestão. O povo sabe diferenciar quem trabalha com responsabilidade fiscal e planejamento de quem apenas faz barulho na oposição para tentar reaver a chave do cofre estadual. O eleitor de hoje exige projetos de alta performance, transparência nas contas públicas e respeito à autonomia dos municípios.

Conclusão: Jeremoabo Não Aceita Velhos Coronéis

Essa tentativa de enganar o povo com alquimia barata encontra barreira firme na nova consciência cívica do interior. Em Jeremoabo, a população já deu provas substanciais de que prefere a verdade dos fatos ao teatro dos palanques. Enquanto os defensores das velhas oligarquias estaduais tentam criar cortinas de fumaça e inventar falsas crises, a realidade do nosso município avança em alta velocidade.

Sob o comando equilibrado do prefeito Tista de Deda, Jeremoabo hoje caminha com as próprias pernas, com as contas rigorosamente limpas e aprovadas pelo Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), fortalecendo a agricultura familiar e investindo onde o povo realmente precisa. Não precisamos que nos vendam promessas requentadas daqueles que, quando governaram a Bahia por 30 anos, deixaram o nosso patrimônio histórico e a nossa infraestrutura em segundo plano.

O tempo do "santo de casa não faz milagre" e do eleitor sem memória está ficando para trás. Assim como celebramos o nosso legítimo 6 de julho com orgulho de nossa autonomia, renegamos os ilusionistas de plantão. Podem moer a cana que quiserem e ensaiar o discurso que preferirem: o povo baiano e o cidadão jeremoabense sabem muito bem qual é o gosto da verdadeira liberdade política e não trocam o progresso real por falsos milagres de ocasião!

José Montalvão

Funcionário Federal Aposentado, Graduado e Pós-Graduado em Gestão Pública, Pós-Graduado em Jornalismo. Membro da Associação Brasileira de Imprensa (ABI - Registro C-002025).

Blog de Dede Montalvão: Fiscalizando o cenário político com a força da verdade e da história, protegendo o povo de Jeremoabo contra os truques e os fantasmas do passado!