segunda-feira, junho 29, 2026

FUP denuncia violência contra trabalhadores na Replan; uma vítima segue internada com risco de perder a visão

 


FUP denuncia violência contra trabalhadores na Replan; uma vítima segue internada com risco de perder a visão
 

Rio de Janeiro, 29 de junho de 2026 - A Federação Única dos Petroleiros (FUP) denuncia as violentas agressões físicas sofridas por trabalhadores ligados ao sindicato dos petroleiros, durante o movimento grevista dos empregados da construção civil terceirizados, contratadas pela Petrobrás, na Refinaria de Paulínia (Replan), em São Paulo. A greve foi iniciada no dia 16/6. Um trabalhador permanece internado e corre risco de perder a visão em decorrência dos ataques praticados por seguranças privados armados contra trabalhadores ligados ao sindicato e dirigentes sindicais.

 

A escalada de violência ocorre em meio ao impasse nas negociações do Acordo Coletivo de Trabalho dessas empresas da construção civil. A FUP recebeu a denúncia de que a empresa Quality, especializada em manutenção industrial e inspeções, estaria envolvida nos episódios, tendo interrompido as tratativas com os trabalhadores, optado por recorrer ao judiciário e pressionado as demais empresas contratadas da Petrobrás a adotarem a mesma postura, o que levou ao início da greve desses trabalhadores. A Quality Welding Serviços (QWS) é uma das principais empresas terceirizadas prestadoras de serviços da Petrobrás.

 

“A contratação de segurança privada armada para intimidar dirigentes sindicais e trabalhadores é inadmissível, representa uma grave afronta ao direito constitucional de greve e à liberdade de organização sindical”, destaca Cibele Vieira, coordenadora-geral da FUP. Segurança armada chegou a emboscar carro do sindicato e a espancar pessoal de apoio da entidade com taco de beisebol.
 

A manhã desta segunda-feira foi marcada por um forte aparato da Polícia Militar na Portaria Sul da Replan, impedindo que dirigentes sindicais realizassem a tradicional conversa com os trabalhadores.

 

"Um trabalhador segue internado, com risco de perder a visão", destaca Vieira, que acompanha a mobilização desde as primeiras horas da manhã. "Empresas que adotam esse tipo de prática têm que ser banidas do Sistema Petrobras. Em vez de negociar, optaram pela violência e pela judicialização do conflito, comportamento que levou ao início da greve".

 

"Estamos diante de um ato pacífico, com uma faixa da via liberada desde as primeiras horas da manhã. Mesmo assim, os trabalhadores foram retidos dentro dos ônibus e impedidos de dialogar com o sindicato, enquanto a Polícia Militar proibia as lideranças sindicais de entrarem para conversar com eles. É inaceitável que se contrate segurança privada armada para intimidar e agredir trabalhadores e dirigentes sindicais”, completa Cibele, explicando que, após momento de tensão, foi liberada a entrada dos sindicalistas para dialogar com os trabalhadores.
 

A FUP e os sindicatos cobram a retomada imediata das negociações e exigem a apuração rigorosa dos fatos e a punição dos responsáveis pelas agressões sofridas pelos trabalhadores.

 

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