quarta-feira, maio 27, 2026

Depois do TJ, MP também cria 5 cargos de procurador, a teoria da conspiração sobre a operação contra Leokret, o marqueteiro insinuante e o nude legislativo

 

Depois do TJ, MP também cria 5 cargos de procurador, a teoria da conspiração sobre a operação contra Leokret, o marqueteiro insinuante e o nude legislativo

Por Política Livre

27/05/2026 às 14:24

Atualizado em 27/05/2026 às 15:17

Foto: Arte Política Livre

Depois do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia, que já enviou à Assembleia Legislativa projeto criando cinco novos cargos de desembargador, como antecipado com exclusividade esta semana pelo Política Livre, o órgão que deve tomar a mesma iniciativa é o Ministério Público Estadual, que também deve submeter ao Legislativo estadual um pedido para a criação do mesmo número de vagas de procurador.

Paridade

O argumento do procurador geral de Justiça do Estado, procurador Pedro Maia, é que historicamente há uma paridade entre o número de desembargadores e de procuradores na Bahia, além da necessidade de mais gente no segunda entrância do Ministério Público para dar conta das exigências atuais decorrentes do aumento populacional do Estado. Hoje, são 70 magistrados no TJ e 61 membros na cúpula do MP.

Pedro Maia

Pedro Maia


Acordo

Assim como o presidente do TJ, desembargador José Rotondano, Pedro Maia já discutiu a medida com a presidente da Assembleia Legislativa do Estado, deputada estadual Ivana Bastos (PSD), e com o governador Jerônimo Rodrigues, obtendo o aval de ambos para a apreciação do projeto pela Casa e a sanção do Executivo em seguida. A expectativa é de que as medidas sejam aprovadas na próxima terça-feira.

Disputa

Observadores da cena do Judiciário na Bahia acreditam que a OAB e o MP devem protagonizar disputa pela indicação de pelo menos uma das novas de desembargador a serem criadas pela Assembleia. É que uma das cinco vagas é destinada a preenchimento de elementos externos ao Judiciário, podendo ser ocupada tanto por um advogado quanto por um procurador ou promotor de Justiça. A briga deve ser boa.

Escravidão

Caso o governo federal consiga abolir a jornada 6x1, o Estado da Bahia vai levar as mãos à cabeça para exigir da BYD, montadora chinesa instalada em Camaçari, o cumprimento das novas normas. É que pelos cálculos de sindicatos que labutam com a companhia no Estado, a escala na montadora é de 29x1, ou seja, regime de quase escravidão em que os chineses chegaram a trabalhar 29 dias para folgar um.

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