sábado, abril 11, 2026

Escritório de advocacia baiano entra na mira da PF em investigação do caso Master

 

Escritório de advocacia baiano entra na mira da PF em investigação do caso Master

Por O Globo

11/04/2026 às 18:25

Atualizado em 11/04/2026 às 18:33

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil/Arquivo

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Agentes da Polícia Federal

Entre os 91 escritórios de advocacia que receberam, ao todo, R$ 543 milhões do Banco Master em um período de quatro anos, um deles deve ser analisado com maior atenção pela Polícia Federal. A informação é do colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo.

Trata-se do Gabino Kruschewsky Advogados, o quarto maior destinatário de recursos do banco comandado por Daniel Vorcaro, com R$ 54 milhões recebidos entre 2022 e 2025. O escritório tem entre seus sócios Eugênio Kruschewsky, procurador do Estado da Bahia, e está sediado em Salvador, onde surgiu um dos negócios mais bem-sucedidos do Master, o Credcesta.

Em nota ao jornal, o escritório afirmou ter atuado em cerca de 45 mil processos em favor do Banco Master, dos quais mais de 30 mil ainda estariam em andamento. No entanto, conforme certidão de distribuição do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), existem aproximadamente 7 mil processos em nome do banco em tramitação.

Entre as ações movidas contra o Master, destacam-se duas ações coletivas propostas pela Associação dos Funcionários Públicos do Estado da Bahia (AFPEB). À época, a entidade era presidida por Carlos Kauark Kruschewsky. As ações teriam sido ajuizadas para questionar a legalidade de empréstimos consignados do Credcesta, que pertenceu à Empresa Baiana de Alimentos, cuja gerente jurídica era Luiá Kruschewsky.

Ainda segundo a coluna, o Banco Master contratou, por meio de seu então diretor jurídico, André Kruschewsky, o advogado Eugênio Kruschewsky — primo do diretor — para atuar na defesa nessas ações propostas pela AFPEB.

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