terça-feira, abril 07, 2026

EDITORIAL: Entre a Indignação e a Justiça – O Peso das Denúncias sobre o Dinheiro da Educação



Por José Montalvão

O vídeo que recebo para republicar neste espaço não causa apenas reflexão, causa náusea e uma profunda indignação. Como cidadão e comunicador, é impossível permanecer indiferente diante de acusações que ferem o coração da nossa região. Estamos falando de supostos atos de improbidade administrativa que envolveriam um pré-candidato a deputado estadual — que se apresenta como representante de Jeremoabo — e uma vereadora da vizinha Paulo Afonso.

Embora a corrupção no meio político pareça banalizada para alguns, Jeremoabo e o sertão baiano merecem eleger representantes probos, cujas trajetórias sejam pautadas pela ética, e não por esquemas de favorecimento com recursos públicos.


1. O Teor das Graves Acusações: O Dinheiro do FUNDEB em Jogo

Segundo as informações detalhadas no vídeo e as apurações citadas, o caso envolve o suposto recebimento de R$ 33.093,50 por parte da vereadora Márcia Goretti, de Paulo Afonso. O mais grave: esse montante teria sido pago com recursos do FUNDEB (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica) através da Prefeitura de Coronel João Sá.

A denúncia aponta para a existência de "funcionárias fantasmas": as filhas da vereadora — Ialy Stefanny e Layla Beatriz — teriam sido incluídas na folha de pagamento como agentes administrativas, recebendo salários mensais de R$ 1.504,25 entre fevereiro e dezembro de 2025, sem, supostamente, prestarem o serviço correspondente.

2. O Papel das Instituições de Controle

O autor da denúncia informa que o caso, junto a outros fatos correlatos, já foi encaminhado aos órgãos de controle competentes:

  • Ministério Público Federal (MPF)

  • Controladoria-Geral da União (CGU)

  • Tribunal de Contas da União (TCU)

Trata-se de recursos federais destinados à educação, o que atrai a competência desses órgãos. O dinheiro que deveria estar reformando escolas, pagando professores e garantindo merenda de qualidade não pode, sob hipótese alguma, servir de moeda de troca para apoios políticos ou enriquecimento ilícito de aliados.


3. O Direito à Defesa e o Dever de Transparência

Como sempre defendemos neste Blog, não devemos condenar ninguém por antecipação. Vivemos em um Estado Democrático de Direito, e todos os citados — Carlinhos Sobral e a vereadora Márcia Goretti — têm o pleno direito de se defender e apresentar suas justificativas à sociedade.

No entanto, por serem figuras públicas que buscam ou detêm o voto popular, eles têm o dever moral e legal de explicar o que realmente aconteceu. A sociedade exige respostas claras. Quem denunciou, por sua vez, deve ter em mãos as provas cabais que a gravidade do caso requer.


Conclusão: Jeremoabo está de Olho

Vamos aguardar as manifestações oficiais dos envolvidos. Se as denúncias forem confirmadas, estaremos diante de um tapa na cara do povo sertanejo. Se forem infundadas, que a justiça também esclareça. O que não podemos aceitar é o silêncio ou a tentativa de "pular da barca" sem prestar contas.

O dinheiro da educação é sagrado. Jeremoabo precisa de deputados que tragam recursos, não de candidatos que, supostamente, vejam nos cofres públicos uma extensão de seus interesses pessoais.


Blog de Dede Montalvão: Onde a verdade é o único lado que defendemos.

José Montalvão Funcionário Federal Aposentado, Graduado e Pós-Graduado em Gestão Pública, Pós-Graduado em Jornalismo. Membro da ABI (C-002025)


O texto e vídeo acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal  blogdedemontalvão.