domingo, março 29, 2026

Restabelecer a moral e a ética no Supremo tornou-se um sonho para o povo brasileiro


Charge do Duke (Arquivo Google)

Vicente Limongi Netto

Sonhei que o esperançoso povo brasileiro acordou feliz. Abriu a janela. O sol brilhava intensamente e os passarinhos cantavam a sinfonia da libertação. Razão da euforia: o bem comum, senhor de todas as forças do universo, lacrou as portas do Supremo Tribunal Federal (STF) e implodiu o prédio da safadeza jurídica.

Com o rabo entre as pernas, tentando manter o habitual nariz empinado de vestais grávidas, os togados e a togada pegaram às pressas papéis comprometedores e vazaram pelas portas dos fundos. Em vão.

Ganharam estrondosas  vaias do público amontoado na Praça dos Três Poderes. Seguranças deram no pé. Cansaram de carregar malas pesadas, com  alças.

REVERTÉRIO TOTAL – Meu patriótico sonho disse que, nesta linha, iria finalmente acabar a avacalhação jurídica no Brasil. Será mesmo?, poderei com meus botões.

Será mesmo que abutres togados como Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Dias Toffoli vão admitir, pelo menos, que erram muito mais do que acertam?

Manda a Constituição que os três Poderes precisam trabalhar irmanados. Respeitando o bem público. Colaborando para o desenvolvimento do Brasil e pelo bem-estar do povo.

RINGUES MONTADOS – Mas o que se vê são ringues montados para agressões e ameaças mútuas, com arranca-rabos nada republicanos entre magistrados, senadores e deputados. Todos se acham donos da razão.

O povo que se lixe. Jogaram no lixo o decálogo da harmonia, do bom senso e da responsabilidade. Caneladas entre eles aumentam.

Moraes e Toffoli estão adorando. Formam uma dupla que produziu muito para a outrora Suprema Corte ter virado um reduto de camelôs, um antro de trambiqueiros que envergonha a nação.

VIROU UM CHIQUEIRO – A outrora  respeitada guardiã do bem público virou um chiqueiro. Lama virou perfume. Todo dia o presidente da corte, ministro Edson Fachin discursa. Se esgoela, seja em feira, batizado ou treino do Flamengo. Insiste em dizer que os colegas dele são formidáveis e inatacáveis. Merecem ser canonizados. São vítimas de exploração política.

Mas a podridão do Master que atingiu ministros do STF e grandes setores da vida pública é mais candente e descarada. Tolice atroz tentar esconder o sol com a peneira.

As manchas indecorosas das digitais imundas da escória togada e de banqueiros facínoras jamais  se apagarão.