O governo de Donald Trump realizou nesta quarta-feira, 18, em São Paulo, um fórum sobre minerais críticos para reunir empresas, investidores e agências federais americanas. A iniciativa busca acelerar projetos no setor mineral brasileiro e ampliar a cooperação bilateral, mesmo sem a presença de representantes do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O encontro colocou o Brasil no centro de uma agenda estratégica global ao destacar o potencial do País como fornecedor de insumos essenciais para a economia do futuro.
O evento, patrocinado pela embaixada dos EUA e realizado na Câmara Americana de Comércio (Amcham Brasil), reuniu cerca de 180 participantes, incluindo aproximadamente 100 empresas, das quais cerca de 70 atuam diretamente na mineração, entre grandes companhias e projetos ainda em fase inicial. Também participaram órgãos como a U.S. International Development Finance Corporation, o Exim Bank e departamentos do governo americano ligados a comércio, energia e desenvolvimento, reforçando o peso institucional da iniciativa. Apesar do interesse estratégico, o governo brasileiro não enviou representantes.
Ministérios como o de Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e o de Minas e Energia, além de instituições como o BNDES, o Itamaraty e o Palácio do Planalto ficaram de fora. Autoridades americanas afirmaram que convidaram integrantes do governo federal, mas não receberam confirmação de participação. A ausência ocorre em meio a um ambiente diplomático tensionado. Washington pressiona Brasília a adotar medidas mais duras no combate ao crime organizado transnacional, incluindo a possibilidade de classificar facções como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. O governo brasileiro resiste a esse enquadramento e defende ampliar a cooperação policial e de inteligência.