Publicado em 13 de fevereiro de 2026 por Tribuna da Internet

Dias Toffoli pretendia continuar saindo fantasiado de ministro…
Carlos Newton
De quem é a culpa? Ora, é lógico que os culpados são Lula da Silva e José Dirceu, que inventaram a nomeação de José Antonio Dias Toffoli para o Supremo Tribunal Federal. É preciso ser altamente irresponsável para ter a ousadia de nomear para o STF um cidadão sem a menor experiência em Direito e com agravante de ter sido reprovado duas vezes para concurso de juiz estadual.
Antigamente, os governantes tinham mais respeito ao interesse público e realmente indicavam juristas com notável saber e reputação ilibada. Mas isso non ecziste mais, diria padre Quevedo.
SEM CONDIÇÕES – Toffoli não tem e não tinha nenhum dos requisitos necessários para chegar ao Supremo. Agora, sabe-se que também não cultivava os pressupostos de honestidade, moralidade e respeitabilidade.
Não é de hoje que se passou a saber que o ex-advogado do PT é um homem sem escrúpulos, dedicado ao enriquecimento ilícito, assim como Dirceu, Lula, Palocci, Frei Chico, Lulinha, Mantega e tantos mais, para citar apenas membros do PT, pois os demais partidos não ficam atrás nesse quesito.
Toffoli já deveria ter sofrido impeachment desde julho de 2018, quando a revista Crusoé publicou que a partir de 2015 ele passou a receber mesada de R$ 100 mil de sua mulher, a advogada Roberta Rangel.
CASO ABAFADO – Segundo essa publicação do site O Antagonista, Toffoli ja tinha recebido repasses de R$ 4 milhões, sem declarar ao Imposto de Renda, com a área técnica do Banco Mercantil indicando lavagem de dinheiro, mas o caso acabou abafado. Assim, como a impunidade foi facilmente alcançada, Toffoli não parou por aí e saiu dando decisões que protegiam corrutos notórios, como os empreiteiros envolvidos na Lava Jato.
Nesse embalo, o surpreendente ministro não conhecia limites e tomava decisões estapafúrdias, favorecendo empresas que contratavam sua esposa como advogada, como o caso da J&F.
Foi Toffoli quem cancelou a multa de R$ 10,3 bilhões que tinha sido imposta à J&F dentro do acordo de leniência firmado pelos irmãos Joesley e Wesley Batista com o Ministério Público Federal, no âmbito da Operação Greenfield. Mesmo assim, o audacioso ministro continuou impune.
SEM FANTASIA – Somente agora, quase oito anos depois da primeira denúncia, é que o Supremo foi cobrado a afastar Toffoli de um de seus rentáveis processos – o caso do Banco Master.
E quem denunciou os crimes do ministro foi a própria Polícia Federal, que nem possui poderes para fazê-lo, mas se viu obrigada a recorrer direto ao presidente do STF, Edson Fachin, por não confiar no procurador-geral Paulo Gonet, ex-sócio e amigo íntimo de Gilmar Mendes, que todos sabem ser da mesma coudelaria de Toffoli e Alexandre de Moraes.
Às vésperas do Carnaval, os policiais federais invadiram o Bloco dos Sujos e rasgaram a fantasia de Dias Toffoli, que não mais poderá desfilar na avenida do enriquecimento ilícito.
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P.S. – Apesar do Carnaval, daqui para a frente o noticiário sobre Toffoli vai dominar a mídia. A imprensa livre derrotou fragorosamente a imprensa amestrada. Agora, é todo mundo a favor do impeachment de Toffoli. E o que vem pela frente não parece difícil de prever. Alexandre de Moraes, por exemplo, pode até achar (?) que o escândalo de Toffoli desviará as atenções sobre ele, mas está enganado, pois já foi escolhido como a próxima vítima, por 129 milhões de motivos, como diz o jornalista Mário Sabino. Quanto a Gilmar Mendes, o poderoso chefão de Toffoli e Moraes, não será surpresa se pedir aposentadoria. Ele acaba se perde a mulher, que pediu o divórcio, e nada impede que perca também o emprego. (C.N.)