Quem não lê, mal ouve, mal vê, mal fala e ainda é manipulado

Qual juventude a sociedade está formando para o futuro?
No passado, os idosos diziam aos jovens: “Vocês serão o futuro do Brasil.”
Hoje, a pergunta que fica é: que futuro estamos, de fato, construindo?
A educação transforma o cidadão. No entanto, vivemos um tempo em que a educação está deseducada, tanto em casa quanto na escola. Um exemplo claro dessa inversão de valores é a situação do ensino médico. O próprio Ministério da Educação divulgou que mais de 30% dos cursos de medicina foram reprovados na primeira edição do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica.
É dever do Estado assegurar à criança e ao adolescente o direito à vida, à educação, ao respeito, à profissionalização e à dignidade. Contudo, para que o jovem alcance seus objetivos, são necessárias condições, estudo, comportamento e conhecimento.
O jovem precisa ser ensinado que a lei que conquista conhecimento, realiza sonhos e resolve muitos problemas chama-se LEI-TURA. Quem não lê, mal ouve, mal vê, mal fala e é facilmente manipulado.
Criar o hábito da leitura é fundamental para manter-se informado, politizado e consciente, evitando a manipulação pelo sistema. A geração dos anos 60 e 70 está indo embora… e a renovação? Onde está?
A escassez de líderes visionários e de projetos no Brasil preocupa a nação. Precisamos pensar em um Brasil melhor para todos — juntos, seremos mais fortes.
Lima Barreto descreveu com perfeição o comportamento da sociedade brasileira:
“O Brasil não tem povo, apenas público. Povo luta por seus direitos, público só assiste de camarote.”
De quem é a culpa da corrupção, da crise moral, política e institucional dos Poderes? Do eleitor que não sabe usar a única arma que possui: o título eleitoral. Reclamar de governo, políticos e ministros é fácil, mas o voto consciente é dever.
Bertolt Brecht foi claro:
“O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, da farinha, do aluguel, do sapato, do combustível e do remédio dependem das decisões do governo.”
Jovens, não perguntem o que o político pode fazer por vocês. Perguntem o que vocês podem fazer pelo Brasil, para que seus filhos herdem o país que sonhamos.
Riquezas naturais, geográficas e econômicas existem. O que falta são valores e o cumprimento da responsabilidade dos políticos em honrar a coisa pública, conforme determina o artigo 37 da Constituição Federal: legalidade, impessoalidade, moralidade, eficiência e publicidade.
A sociedade não é apenas vítima — é também culpada pelas péssimas escolhas que faz ao eleger e reeleger os mesmos políticos a cada eleição, especialmente os que compõem o chamado Centrão no Congresso Nacional.
Onde está a Sociedade Civil Organizada? Onde estão os movimentos sociais, grêmios e diretórios estudantis que antes lutavam, defendiam e reivindicavam melhorias na qualidade de vida da população e a moralização da administração pública?
A sociedade não aguenta mais pagar tantos impostos para receber uma educação deseducada, uma saúde doente, uma segurança insegura e políticos hipócritas, corruptos e desrespeitosos com o dinheiro público.
Mudar dói. Continuar como está também dói. Escolha uma das dores — e pare de reclamar.
O Brasil vive uma crise profunda: moral, política e institucional.
Basta observar os grandes escândalos de corrupção, cujos valores desviados dariam para construir centenas de escolas, creches, áreas de esporte, cultura e lazer, hospitais e universidades, garantindo às crianças e aos jovens direitos assegurados pela Constituição.
Anões do Orçamento – R$ 800 milhões
Navalha na Carne – R$ 1,06 bilhão
Juiz Lalau (TRT-SP) – R$ 2 bilhões
Jorgina de Freitas – R$ 2 bilhões
Fundos de Pensão – R$ 3 bilhões
Banco Marka – R$ 3,7 bilhões
Vampiros da Saúde – R$ 4,08 bilhões
Zelotes – R$ 19 bilhões
Banestado – US$ 30 bilhões
Operação Lava Jato – R$ 42,8 bilhões (prejuízo de R$ 88,8 bilhões apenas na Petrobras). Sem contar os escândalos de Emendas parlamentares, os recentes desvios de bancos e nos benefícios de aposentados do INSS.
Deixo uma pergunta ao eleitor brasileiro:
Que Brasil você quer deixar para as futuras gerações?
“Quando os que comandam perdem a vergonha, os que obedecem perdem o respeito.”
A verdadeira CPI do eleitor é o voto consciente. Dê valor ao seu voto. Dê valor a você.
Querer é poder. Seja a mudança. Pare de reclamar e deixe de ser carta marcada do sistema.
“Maior que a tristeza de não haver vencido é a vergonha de não ter lutado.”
— Rui Barbosa
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Alderico Sena – Especialista em Gestão de Pessoas –
Coordenador de Pessoal da Assembleia Estadual Constituinte de 1989 – Bahia
Site: www.aldericosena.com
Nota da Redação Deste Blog - Seu texto tem força retórica, indignação legítima e uma linha argumentativa clara: a crise brasileira não é apenas institucional, mas também cultural e educacional — e passa, inevitavelmente, pela responsabilidade do eleitor. Abaixo segue uma análise mais aprofundada, dividida em aspectos centrais.