quinta-feira, fevereiro 05, 2026

Cresce o clamor por providências enérgicas contra os envolvidos no caso do Master


Gilmar Fraga: Toffoli e o Banco Master... | GZH

Charge do Fraga (Gaúcha/Zero Hora)

Vicente Limongi Netto

Basta de safados engomados impunes. Ou mudam-se as precárias e frouxas leis ou o Brasil afunda de vez na impunidade. Na teoria a lei é para todos. Na prática, só vão presos coitados que roubam pedaço de carne ou leite para os filhos. Geralmente acabam presos e surrados por estúpidos seguranças. Com sorte não morrem.

Ruy Barbosa treme-se no túmulo. A canalhice e o cinismo dos poderosos abonados assusta cidadãos honestos, chefes de família, pagadores dos impostos que sustentam esses exploradores dos recursos públicos.

São patifes que contam com advogados famosos nos tribunais e também ricos. Alguns passam pela patética audiência de custódia, pagam fiança e são liberados. Raramente são punidos, mas o máximo é a tornozeleira eletrônica. O poder econômico destrói a confiança e as esperanças dos homens de bem.

GATUNOS NA CADEIA – Agora a nação, esfacelada e perdendo os brios, tem boa chance de ver gatunos abonados na cadeia. Cresce o clamor por providências enérgicas contra a cachorrada envolvida nos rombos do BRB e Master.

No Congresso, o senador Renan Calheiros, presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), já declarou e enfatizou que jogará pesado contra vigaristas. Não importa que sejam políticos importantes ou autoridades relevantes. Os envolvidos serão ouvidos.

Também será forte a atuação das CPIs do INSS e do Crime Organizado. Isso significa que, quanto maior o poderoso, maior será a queda, se tiver culpa.

CHEGA DE APEDEUTAS – Renan Calheiros foi presidente do Senado e do Congresso por quatro mandatos. Ninguém precisa ensinar o político alagoano do MDB a trabalhar. Muito menos alterar o tom das suas declarações. Claras e enfáticas.

Não serão apedeutas da Globonews como Valdo Cruz e Miriam Leitão, que mostrarão os dentes para intimidar Renan Calheiros. Era só o que faltava. Francamente. Se enxerguem.

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