sexta-feira, fevereiro 13, 2026

BR-101 Sergipe: desvio no km 55 entra em operação próximo a Carmópolis

 A intervenção viabiliza a continuidade das obras de duplicação na rodovia

Governo Federal informa desvio no km 55 na BR-101 (Foto: DNIT)

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) informa que o desvio no km 55 da BR-101, no trecho norte de Sergipe, nas proximidades do acesso ao município de Carmópolis, entrou em operação na tarde desta quinta-feira, 112.

A intervenção viabiliza o início da construção de uma passagem inferior no local, estrutura que garantirá o acesso seguro ao município após a conclusão da duplicação. A obra tem como objetivo proporcionar mais segurança viária e melhorar a fluidez do tráfego na região.

O desvio já está em pleno funcionamento e conta com sinalização adequada para orientar os condutores que trafegam pelo trecho. O DNIT reforça a importância de que os motoristas redobrem a atenção ao passar pelo local, respeitando a sinalização implantada e os limites de velocidade, a fim de garantir a segurança de todos durante o período de execução dos serviços.

A previsão é de que as obras da passagem inferior sejam concluídas nos próximos meses, podendo o prazo ser ajustado conforme as condições climáticas e o andamento dos trabalhos.

O DNIT segue executando as etapas previstas no cronograma da duplicação da BR-101 e reafirma seu compromisso com a melhoria contínua da infraestrutura rodoviária, promovendo mais segurança e mobilidade aos usuários das rodovias federais em Sergipe

*Com informações do DNIT

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Nota da Redação Deste Blog - 


BR-101 em Sergipe: improviso, atraso e desrespeito ao cidadão

Por José Montalvão

O anúncio de que o desvio no km 55 da BR-101, nas proximidades de Carmópolis, entrou em operação para viabilizar a construção de uma passagem inferior deveria ser recebido como uma boa notícia. Afinal, duplicação de rodovia significa mais segurança, melhor fluidez no tráfego e desenvolvimento regional.

Mas a realidade enfrentada por quem precisa da estrada é bem diferente do discurso oficial.

O que revolta não é a obra em si — necessária e aguardada há décadas —, mas o momento escolhido para iniciar a intervenção mais impactante. Em pleno período carnavalesco, quando milhares de sergipanos e viajantes utilizam a BR-101 para se deslocar rumo a Alagoas e outras localidades do Nordeste, implanta-se um desvio que provoca paralisações superiores a uma hora. Ontem mesmo, motoristas ficaram literalmente parados no meio da rodovia por mais de 60 minutos, sob sol forte, sem qualquer alternativa.

Falta planejamento. Falta sensibilidade. Falta respeito.

Enquanto isso, o trecho alagoano — de Propriá até Maceió — está há muito tempo em pleno funcionamento, duplicado e oferecendo melhores condições de tráfego. Já o trecho entre Propriá e Aracaju se arrasta há décadas. São promessas que atravessam governos, placas de inauguração que não correspondem à realidade e obras que parecem nunca chegar ao fim.

A pergunta que o cidadão faz é simples: por que Sergipe sempre fica para depois?

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) afirma que a intervenção visa garantir segurança e melhorar a fluidez após a conclusão da duplicação. No papel, o objetivo é nobre. Na prática, porém, a execução revela improviso. Iniciar uma alteração estrutural justamente no período de maior fluxo anual demonstra ausência de estratégia logística e despreocupação com o impacto imediato na população.

Obra pública não pode ser sinônimo de sofrimento coletivo permanente. Planejamento de tráfego, rotas alternativas bem estruturadas, reforço na sinalização e comunicação antecipada poderiam minimizar os transtornos. O que não se admite é transformar o direito de ir e vir em teste de resistência.

A duplicação da BR-101 em Sergipe virou símbolo de morosidade histórica. Cada novo desvio reacende a esperança de conclusão, mas também reforça a descrença da população. O cidadão já não quer mais explicações técnicas — quer resultados concretos.

Desenvolvimento não se mede apenas pelo anúncio da obra, mas pela capacidade de executá-la com eficiência, responsabilidade e respeito ao povo. Porque estrada não é palco de propaganda; é via de trabalho, de turismo, de socorro médico e de sustento para milhares de famílias.

E o sergipano já esperou demais.