sábado, janeiro 31, 2026

Editorial – Só se atira pedras em árvores que dão bons frutos

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Editorial – Só se atira pedras em árvores que dão bons frutos


* Por José Montalvao

Há um ditado antigo que atravessa gerações: só se atiram pedras em árvores que dão bons frutos. A frase, simples e popular, traduz com precisão o que se vê no cenário político nacional quando o assunto é Luiz Inácio Lula da Silva.

Lula é o atual presidente do Brasil, exercendo seu terceiro mandato, iniciado em 1º de janeiro de 2023 e com término previsto para 31 de dezembro de 2026. Foi eleito democraticamente três vezes pelo voto direto — em 2002, 2006 e 2022 — tornando-se o único presidente na história do país a alcançar esse feito. Esse dado, por si só, carrega um peso simbólico incontestável: trata-se de um líder que, em diferentes momentos históricos, recebeu da maioria do povo brasileiro a legitimidade para governar.

Pesquisas realizadas no final de 2025 e início de 2026, como as da Genial/Quaest, apontam Lula à frente em cenários de segundo turno para as eleições presidenciais de 2026. Em meio a um ambiente político polarizado, o favoritismo nas pesquisas revela que, apesar das críticas, sua liderança permanece sólida junto a parcelas significativas da população.

Quando Lula afirma — “Só pode ser coisa de Deus” — ao comentar sobre a possibilidade de um quarto mandato, a frase ecoa não como soberba, mas como reconhecimento da trajetória improvável de um ex-operário que chegou ao mais alto cargo da República três vezes pelo voto popular. Sua história política é marcada por resistência, superação e reinvenção.

É natural, em qualquer democracia madura, que líderes influentes sejam alvo de críticas. O debate faz parte do jogo democrático. Contudo, há uma diferença clara entre crítica fundamentada e tentativa de macular reputações por meio de acusações vazias ou desinformação. O povo brasileiro já demonstrou, reiteradas vezes, que sabe distinguir discurso político de manipulação. Não é tolo, nem se deixa conduzir por narrativas sem base.

No cenário internacional, Lula é reconhecido como um dos líderes mais influentes da atualidade. Seus discursos na ONU, a retomada do protagonismo ambiental do Brasil, a defesa do combate à fome e a reaproximação diplomática com diferentes blocos globais reforçam sua imagem de estadista. Defensores destacam sua capacidade de diálogo e articulação internacional; críticos apontam desafios na execução de políticas climáticas e na velocidade das reformas estruturais. O debate é legítimo — e necessário.

O fato é que Lula ocupa hoje um espaço central no tabuleiro geopolítico, representando o Brasil com voz ativa em fóruns globais. Seu governo aposta na reconstrução de políticas públicas, no fortalecimento de programas sociais e na busca por equilíbrio entre crescimento econômico e inclusão social.

Pode-se concordar ou discordar de suas decisões administrativas, mas não se pode negar sua relevância histórica. Três eleições diretas, reconhecimento internacional e protagonismo político em meio a um cenário global complexo não são frutos do acaso.

Em política, a intensidade das críticas costuma ser proporcional à força da liderança. E talvez seja exatamente por isso que as pedras continuem sendo lançadas. Afinal, árvores estéreis não despertam interesse — muito menos provocam reações.

A história julgará com a serenidade que o tempo proporciona. Por ora, os fatos demonstram que Luiz Inácio Lula da Silva permanece como um dos protagonistas centrais da democracia brasileira contemporânea — sustentado, sobretudo, pela vontade popular expressa nas urnas.

 José Montalvão -  Funcionário Federal Aposentado, Graduado e Pós-Graduado em Gestão Pública,  pós-graduação em Jornalismo proprietário do Blog DedeMontalvão, matrícula ABI C-002025