segunda-feira, outubro 20, 2025

A IMPORTÂNCIA DA PRESERVAÇÃO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E CULTURAL DE UM POVO ,


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Aqui jaz uma das partes mais importantes da história de Jeremoabo.

Aqui repousa um dos capítulos mais marcantes da história de Jeremoabo.

Neste lugar se apaga uma das páginas mais significativas da história de Jeremoabo.


Aqui jaz um símbolo vivo da história e da memória de Jeremoabo.





Por: Marcelo do Sindicato!


Como é sabido essas tristes  imagens são do antigo casarão do Cel. "JOÃO SÁ" de Jeremoabo/BA que,  acabara de desabar em função do cruel abandono das sucessivas gestões consideradas culpadas pelo triste fato. Foi exatamente neste casarão que residiu no passado  o homem mais importante da história política do nosso município — o Cel. "JOÃO SÁ" de jeremoabo/BA!  Na época muitas  decisões importantes foram tomadas neste casarão, muito embora, ele  esteja completamente abandonado e fadado a se tornar em torrões, creio que  os bons  livros de história darão conta de testemunhar o  referido descaso em um breve futuro,  onde os nomes dos verdadeiros responsáveis pela depredação da história do nosso povo haverão  pra sempre de serem  lembrados de forma muito negativa pelos  seus leitores mais curiosos. 


O patrimônio histórico arquitetônico pode ser qualquer edificação que represente parte da  história local de uma cidade ou de um município. A primeira coisa que se destaca quando se faz uma visita a algum lugar, são os prédios históricos ou as construções que de alguma forma representem ou trazem em suas características pistas sobre à história da  localidade visitada e de seus habitantes.


Esses patrimônios despertam interesse, instigam a procura por mais informações sobre o lugar, representam a materialização da cultura de uma localidade, além de trazer a história e estilo das pessoas que o construíram.


Posso afirmar categoricamente com profunda tristeza que: não se trata apenas de Jeremoabo/BA, tal problema aflora  no geral, os patrimônios históricos não são vistos com bons olhos pelas autoridades competentes. São conhecidas as histórias e frequentes são os casos de descaso, demolição e abandono de prédios que não que são verdadeiras estemunhas da história local, e que fazem a importante ligação entre a população e sua identidade cultural


É óbvio que não podemos ser sob nenhum circunstâncias contrário ao progresso das civilizações, ou esperar que tudo permaneça para sempre como está, pois o desenvolvimento não pode em hipótese alguma ser interceptado por alguém. É revelador que as nossas cidades devem se modernizar, que novas construções devam  inevitavelmente sugerir e, com elas a paisagem mudar gradativamente, mais o que não deve nunca ser deixado de lado é a preservação do patrimônio histórico, pois ele representa a materialização da nossa história e da identidade cultural coletiva. A perda do patrimônio representa a perda da história e da identidade de um povo, o que pode ser preocupante, pois a história do nosso município e do lugar onde moramos ela é única e insubstituível. A destruição das suas representações materiais representa o esquecimento de parte da nossa identidade cultural, e esquecer a nossa cultura é de fato esquecer quem somos.


O que foi destruído está perdido para sempre, apenas restando o registro iconográfico e a memória particular daqueles (as)  que tiveram a proeza de verem com os seus próprios olhos determinado monumento. Agora só nos resta reconhecer a importância do patrimônio remanescente, conscientizar a população de sua importância coletiva, mudando a concepção retrógrada de que coisa velha não tem importância e, cobrar das autoridades responsáveis e constituídas pelo voto popular a correta conservação de tudo aquilo que tiver relevância para a história coletiva de um povo.


Nota da redação deste Blog = 

A Oportunidade Perdida de Resgatar a História de Jeremoabo

Quem teve a grande oportunidade de ressuscitar a história de Jeremoabo com letras de ouro foi o ex-prefeito Deri do Paloma. Contudo, lhe faltaram visão administrativa e tino político. Em vez de unir preservação cultural e desenvolvimento educacional, optou por demolir o o Parque de Exposição e abandonar o Casarão, uma das últimas relíquias da memória do município, para erguer uma escola integral — quando poderia ter feito muito mais.

O ex-prefeito é um dos proprietários do terreno onde se localizava o Casarão, e, ironicamente, poderia ter transformado aquele espaço em um símbolo de respeito à memória de Jeremoabo. Bastaria um gesto de sensatez: construir a escola no terreno ao lado, preservando o Casarão e aproveitando seu valor histórico para implantar um museu e uma biblioteca municipal. Dessa forma, o passado e o futuro caminhariam juntos — a educação se fortaleceria sem destruir o patrimônio.

Mas Jeremoabo tem sido vítima de gestores amadores, que tomam decisões impensadas e imediatistas, sem planejamento e sem compromisso com a história. O episódio do Parque de Exposições, demolido sem justificativa plausível, é outro exemplo gritante dessa política de destruição do patrimônio público.

As cidades que apagam sua história perdem sua alma. O progresso verdadeiro não está em destruir o que foi construído pelos nossos antepassados, mas em preservar o legado e transformá-lo em aprendizado para as novas gerações.

Jeremoabo merecia um governante que soubesse unir o novo ao antigo — que tivesse respeito pela memória, amor pela cultura e visão de futuro. Infelizmente, o que se viu foi mais um capítulo de descaso, onde o passado foi soterrado sob o peso da incompetência e da falta de sensibilidade.

 Por José Montalvão – Funcionário Federal Aposentado, Graduado e Pós-Graduado em Gestão Pública, proprietário do Blog de De Montalvão, matrícula ABI C-002025.