sexta-feira, julho 25, 2025

Lula não negociou e Trump deixa Brasil falando sozinho no tarifaço

Publicado em 25 de julho de 2025 por Tribuna da Internet

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Trump aceitou negociar até com a China e o Vietnã

Josias de Souza
do UOL

A Casa Branca deixou o Planalto em posição delicada. Desde que Trump anunciou que sancionaria as exportações brasileiras em 50%, Lula e seus operadores falam de negociação, mas agem como se estivessem prestes a entrar numa savana para se atracar com um porco-espinho.

À medida que o calendário avança, o tamanho do bicho aumenta. A uma semana do dia fatal, o Brasil continua falando sozinho. Trancado em seus rancores, Trump já soa como um elefante-espinho. Quer esmagar, não negociar o tamanho da espetada.

DIFÍCIL NEGOCIAR – No melhor estilo faço porque posso, declarou: “Em alguns casos, é 50% porque o relacionamento não tem sido bom com esses países. Então apenas dissemos: ‘Vão pagar 50’. E é isso.”

Difícil negociar com quem quer brigar. Impossível transigir com quem apresenta a impunidade de Bolsonaro como pré-condição para o diálogo.

Lula encarregou Geraldo Alckmin da negociação e manuseou a arma da retaliação. Engatilhou uma tarifação das big techs americanas. Trump não se deu por achado. Nas últimas horas, Fernando Haddad como que substituiu Alckmin na boca do palco.

HADDAD QUER SOCORRER – Submetido à síndrome do que está por vir, o ministro da Fazenda acena com um socorro aos exportadores brasileiros. Assim, Lula terá que transformar bravata em bom-senso.

Quem entra numa savana sem método se arrisca a transformar o sucesso político de slogans patrióticos numa fatura econômica decorrente do revide de um elefante-espinho tresloucado.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Como se vê, o uso do nacionalismo como instrumento eleitoral foi um sonho muito rápido. Mas ainda falta uma semana, negociar é preciso, diria Fernando Pessoa, apoiado por Ulysses Guimarães, que era um político de verdade(C.N.)