quinta-feira, julho 24, 2025

Ainda Existem Juízes em Berlim – Mas E em Jeremoabo? A Democracia em Xeque Diante da Fraude Eleitoral

Ainda Existem Juízes em Berlim – Mas E em Jeremoabo? A Democracia em Xeque Diante da Fraude Eleitoral

A máxima popular "Ainda existem juízes em Berlim" ecoa como um símbolo da esperança na justiça, o último bastião contra o arbítrio do poder. Essa lenda, que remonta a um moleiro ameaçado pelo rei da Prússia, representa a fé em cortes imparciais e inabaláveis. Mas, em Jeremoabo, a pergunta que se impõe é: será que essa máxima ainda se aplica?

A democracia enfraquece a cada vez que a toga, símbolo da justiça, vira alvo político ou é comprometida por interesses escusos. No recente julgamento do recurso concernente à suposta fraude na cota de gênero das eleições de 2024 em Jeremoabo, a situação se tornou ainda mais alarmante. O advogado que patrocinava o recurso denunciou o que ele classificou como um caso surreal de fraudes qualificadas, apontando-o como "inédito e escandaloso" em relação a todos os julgamentos já existentes no TRE-BA. A gravidade das acusações sugere que essa batalha jurídica está longe de terminar.

A complexidade e a seriedade do caso foram evidenciadas no próprio julgamento, quando uma desembargadora requereu a suspensão para uma análise mais aprofundada. Ela estava convencida de que houve fraude na cota de gênero nas eleições de Jeremoabo, demonstrando que, embora "uma andorinha só não faça verão", ela pode alertar as demais. Essa ação individual da desembargadora serve como um sinal, um estímulo para que outras vozes e outras análises se unam em busca da verdadeira e justa justiça.

O mais chocante é que as anomalias e detalhes da suposta fraude nas eleições de 2024 em Jeremoabo, especialmente no que tange à cota de gênero, já eram de conhecimento público. Antes mesmo de o advogado defensor do recurso declinar esses fatos na sessão de julgamento, a população de Jeremoabo já era sabedora, em detalhes, de tudo o que havia acontecido. Isso reforça uma verdade incômoda: o povo pode até calar, mas não é cego.

A naturalização do anormal, onde alguns comemoram a impunidade, outros fingem que não importa, e alguns até acham pouco, é um perigo real para a democracia. Jeremoabo se vê diante de um momento crucial para reafirmar seus valores e exigir que a justiça prevaleça. A confiança na toga deve ser restaurada, garantindo que o princípio de "ainda existem juízes" se aplique de fato, e que a verdade e a lisura das eleições sejam defendidas com rigor.