segunda-feira, julho 10, 2023

Nova campanha do TSE diz que liberdade de expressão “não é licença para golpe”

Publicado em 9 de julho de 2023 por Tribuna da Internet

Nova campanha do TSE diz que liberdade de expressão 'não é licença para golpe'

Uma cantora de rap defende limites à liberdade de expressão 

Guilherme Caetano
O Globo

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vai veicular a partir de segunda-feira uma campanha defendendo a democracia com recado antigolpismo. A peça de 30 segundos diz que “liberdade de expressão não é licença para espalhar mentira, ódio, golpe e desavença”.

A cena é ambientada numa batalha de rap entre um homem e uma mulher negros durante uma festa. A cantora veste uma blusa branca, estampada com a palavra “democracia”.

Soberania e força popular: tem que respeitar! Liberdade de expressão não é licença para espalhar mentira, ódio, golpe e desavença. Democracia é conquistada, não é sorte. Pode recuar que a consciência aqui é forte!”

Ao fim, o cantor adversário deixa o recinto de cabeça baixa, enquanto o narrador diz: “Na hora da verdade, a democracia fala mais alto. Justiça Eleitoral. A justiça de democracia

A divulgação da campanha ocorre semanas dias após o Tribunal condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) à inelegibilidade por ataques contra a democracia.

Com o placar de 5 a 2, a Corte entendeu que o ex-presidente praticou abuso de poder político e usou indevidamente meios de comunicação ao atacar, sem provas, as urnas eletrônicas em uma reunião com embaixadores às vésperas da campanha do ano passado.

Com isso, seis meses após deixar o poder, Bolsonaro está impedido de disputar um cargo público até 2030 e se tornou o primeiro ex-presidente na História a perder os direitos políticos em um julgamento no TSE.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Fica parecendo que o TSE tenta “justificar” a condenação de Bolsonaro. Antigamente, a Justiça não tinha de defender publicamente os seus atos, porque eram sempre jurídicos, na forma da lei, e não decisões políticas. Enquanto isso, 211 pessoas continuam presas há seis meses, sem julgamento. Ou seja, cumprindo pena antecipadamente, uma condição juridicamente abominável. Mas quem se interessa? (C.N.)