segunda-feira, dezembro 24, 2018

JEREMOABO 2018 E O PRENÚNCIO DE UM TSUNAMI.


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Fazer um diagnóstico de Jeremoabo é descrever décadas de desmandos administrativos e má gestão da coisa pública.
Falar do presente é relatar sobre dias negros de uma gestão alicerçada pelo caos administrativo e total desgoverno.
Agora, fazer um prognóstico para o amanhã de Jeremoabo é necessário muito mais do que conhecimento científico, será necessário vidência, tarô, Búzios e outras bugigangas mais da crendice popular.
Tenho parado para pensar e buscar entender se apenas eu enxergo tantos desmandos cometidos contra a coisa pública, mas logo, quando diante de alguns conterrâneos e em diálogo com esses, percebo que a cegueira é algo cultural, é o calar por conveniência fundamentada no interesse próprio, na esperança do se dar bem em algum momento vindouro.
Essa percepção me põe no limite da esperança de que ainda é possível haver mudanças para melhor. Que embora continue acreditando nessa possibilidade me vejo forçosamente tendencioso a aceitar que estamos condenados ao fracasso, não que seja um pessimista, mas por entender que a atual sociedade não quer mudar, que a juventude do hoje, prefere herdar as mazelas vivenciadas em seu dia a dia, a abrir a mente para a necessidade de se ter um amanhã melhor.
Daí analiso que se o pai não muda e o filho prefere seguir aos pais, mesmo tendo consciência da evolução que circula fora da caixa, prefere nessa se trancar a aceitar que no momento vivido a realidade já outra.
Essa visão e consciência de aceitar o que lhe é imposto, principalmente a ideia de que manda quem está no Poder, pode ser exemplificada no que temos vivenciado em nossa cidade, pois basta olhar a foto com “alguns” professores protestando em frente à Prefeitura de nossa cidade, reivindicando o 13º salário, que se registre: um direito constitucional.
 A coragem dos poucos que ali se fizeram presentes é elogiável, mas a quantidade, quando comparada ao total da classe, pode-se dizer que a própria classe envergonha a si mesma, seja pela ausência de unidade seja pela conivência de parte dessa mesma classe, com os desmandos administrativos da atualidade, concretiza-se como verdade que considerável parte não aprendeu a lutar por seus direitos, por conseguinte, põe-se em dúvida a possibilidade de estarem qualificados para formarem cidadãos conscientes e críticos, como exige e tem por finalidade a escola e o mundo atual.
Não se espera que um professor seja educador, pois educar ainda é uma tarefa dos pais, quando preparam seus filhos para uma boa convivência em sociedade, através de suas regras e onde se discute moral e caráter, conceitos estes que se afastaram da escola a bastante tempo, já que hoje, mal se obtém o mínimo dos ensinamentos disciplinares pré-programados.
Essa ausência de defesa e responsabilidade com o seu EU vai muito além do já citado, está disseminada em todas as camadas sociais e classes trabalhadores, não raro, percebe-se nas redes sociais as manifestações de apoio aos erros cometidos, sobre os quais me pergunto: será por ignorância do não saber o que diz ou será uma cegueira por conveniência própria, com vistas a obter resultado futuro, através de algumas migalhas que possam lhe cair aos pés?
Como já dito em tantos outros momentos, todo Gestor Público que se alicerça com os ensinamentos dos puxas-sacos, embarca em jato fretado para as portas do xadrez, pois todo bajulador, por natureza é covarde, não tem coragem de dizer o que realmente enxerga, prefere mentir para manter-se à sombra do apadrinhamento e até o dia que der certo.
É preciso ainda lembrar que quando uma assessoria diz para o gestor que má gestão pública não dá em nada, que despreza a capacidade da Justiça em punir os responsáveis, ela extrapola o uso do bom senso e se torna nociva a quem a ouve.
  Enquanto não houver unidade para reivindicar seus direitos vão apanhar com a obrigação de estarem rindo de si mesmo!
O ser humano é uma máquina com programação própria e capacidade para se adaptar às mudanças de cada momento, no entanto, tem o seu lado frágil que é estar sempre sujeita a ser influenciada por atos alheios à sua vontade e suas necessidades, quando por comodismo ou subserviência ao manipulador, adapta-se sem fazer uma análise crítica do que ouve ou obedece.
J. M. VARJÃO – 12/2018

Nota da redação deste Blog - Quando fala-se da corrupção, da politicagem, da omissão e subserviência do povo, até Papai Noel chora de decepção e vergonha.