O conselheiro Antônio Manoel de Carvalho Dantas confirmou ontem (30) à noite que antecipou sua aposentadoria, no Tribunal de Contas do Estado, para atender a um pedido feito pelo deputado federal Albano Franco (PSDB).
A informação publicada no site do TCE, dando conta que “Antonio Manoel fez uma recontagem do tempo de serviço e viu que já contabiliza o período necessário para a aposentadoria”, não revela a verdadeira razão de sua decisão.
Antes, o conselheiro já havia previsto sua aposentadoria para o mês de março, mas a insistência com que o bacharel em Direito Gilmar Carvalho defendia a tese de que sua saída não abriria vaga para a Assembleia Legislativa, provocou o adiamento da decisão.
A tese de Gilmar é que a Assembleia já tem quatro vagas no TC e que a aposentadoria de Antônio Manoel não alarga os espaços do Parlamento no tribunal.
Esta semana, Albano, que já havia pedido para que o conselheiro antecipasse sua aposentadoria, voltou a apelar, o que acabou convencendo Antônio Manoel a não esperar pelo afastamento compulsório, que se daria no início do mês de julho.
GILMAR PODE AJUIZAR AÇÃO
Ontem à noite, Gilmar Carvalho discutiu com alguns advogados a possibilidade de ajuizar ação para evitar que a Assembleia Legislativa indique mais um conselheiro.
Na mesma reunião, Gilmar analisou a exigência da idoneidade moral e da reputação moral ilibada, como exigências para quem quer ser conselheiro do Tribunal de Contas.
Gilmar é pós-graduando em Direito Tributário, na Bahia, e em Direito Civil e Processo Civil, em Sergipe.
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