segunda-feira, maio 26, 2025

Tarifas 2023.1

 

Os serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário prestados pela Embasa são remunerados sob forma de tarifas, que são diferenciadas segundo as categorias de usuários, características do imóvel e faixa de consumo. 

A unidade mínima de volume utilizada para faturamento é o metro cúbico (m³).

A tarifa de água compreende uma importância mínima fixa (tarifa mínima) equivalente a  6 metros cúbicos (m3) e outra relativa ao consumo excedente. 

Já a tarifa de esgoto é fixada em percentagem sobre a tarifa de água, variando de acordo com a forma de manutenção dada à rede coletora.

Todo consumo que ultrapassar o mínimo estabelecido, será considerado como consumo excedente e terá tarifa diferenciada para cada m3, de acordo com as tabelas abaixo: 

 

1. ABASTECIMENTO DE ÁGUA TRATADA/BRUTA 

1.1. LIGAÇÕES MEDIDAS

 

Faixas de ConsumosResidencial SocialResidêncial IntermediáriaResidencial / Normal / VeraneioFilantrópica
Até 6 m3R$14,97 p/ mêsR$34,36 p/ mêsR$ 38,92 p/ mêsR$ 17,45 p/ mês
7 - 10 m3R$0,93 p/ m3R$1,40 p/ m3R$ 1,54 p/ m3R$ 1,09 p/ m3
11 - 15 m3R$ 6,60 p/ m3R$8,83 p/ m3R$ 10,90 p/ m3R$ 7,69 p/ m3
16 - 20 m3R$7,18 p/ m3R$9,55 p/ m3R$ 11,66 p/ m3R$ 8,37 p/ m3
21 - 25 m3R$10,71 p/ m3R$12,53 p/ m3R$ 13,11 p/ m3R$ 12,49 p/ m3
26 - 30 m3R$11,94 p/ m3R$13,96 p/ m3R$ 14,62 p/ m3R$ 13,92 p/ m3
31 - 40 m3R$13,21 p/ m3R$15,38 p/ m3R$ 16,07 p/ m3R$ 15,38 p/ m3
41 - 50 m3R$ 15,14p/ m3R$17,63 p/ m3R$ 17,63 p/ m3R$ 17,63 p/ m3
> 50 m3R$ 18,20 p/ m3R$21,21 p/ m3R$ 21,21 p/ m3R$ 21,21 p/ m3

 

Faixas de ConsumosComercialServiços, Comércios e outras atividades reduzidasDerivações Comerciais de Água BrutaConstrução e IndustrialPública
Até 6 m3R$ 112,96 p/ mêsR$ 48,28 p/ mêsR$ 18,48 p/ mêsR$ 112,96 p/ mêsR$ 112,96 p/ mês
7 - 10 m3R$ 4,31 p/ m3R$ 1,54 p/ m3R$ 1,54 p/ m3R$ 4,31 p/ m3R$ 4,31 p/ m3
11 - 50 m3R$ 24,77 p/ m3R$ 24,77 p/ m3R$ 2,09 p/ m3R$ 24,77 p/ m3R$ 24,27 p/ m3
> 50 m3R$ 29,21 p/ m3R$ 29,21 p/ m3R$ 2,27 p/ m3R$ 29,21 p/ m3R$ 29,21 p/ m3

 

1.2. LIGAÇÕES NÃO MEDIDAS 

 

TipoValor
Residencial SocialR$ 14,97 p/ mês
Residencial IntermediáriaR$ 34,36 p/ mês
Residencial Normal e VeraneioR$ 38,92 p/ mês
FilantrópicaR$ 17,45 p/ mês
Serviços, comércios e outras atividades normalR$ 112,96 p/ mês
Serviços, comércios e outras atividades reduzidasR$ 48,28 p/ mês
Construção / IndustrialR$ 112,96 p/ mês
PúblicaR$ 112,96 p/ mês

 

1.3. DERIVAÇÕES RURAIS

 

TipoValor
Água TratadaR$ 2,41 p/ m3
Água BrutaR$ 2,27 p/ m3

 

2. ESGOTAMENTO SANITÁRIO 

 

TipoValor
2.1. Sistemas Convencionais (Capital)Corresponde a 80% do valor da conta de Abastecimento de Água.
2.2. Sistemas Convencionais (Interior)Corresponde a 80% do valor da conta de Abastecimento de Água.
2.3. Sistemas Independentes Operados pela Embasa (Interior)Corresponde a 45% do valor da conta de Abastecimento de Água.
2.4. Conjuntos Habitacionais, com sistema próprio e operado pela EmbasaCorresponde a 45% do valor da conta de Abastecimento de Água.
2.5. Sistemas Condominiais (Situações especiais de operações por Quadras)Corresponde a 45% do valor da conta de Abastecimento de Água.

 

Base Legal 

BASE LEGAL: LEI FEDERAL Nº 11.445, DE 05/01/2007; DECRETO Nº 7.217/2010; LEI ESTADUAL Nº 11.172; LEI ESTADUAL Nº 7.307, DE 23 /01/1998; DECRETO ESTADUAL N.º 3.060 DE 29/04/94; DECRETO ESTADUAL Nº 7.765, DE 08/03/2000; DECRETO ESTADUAL Nº 11.429, DE 05/02/2009; RESOLUÇÃO AGERSA N.º 002/2017 QUE APROVA O REGULAMENTO DE PRESTAÇÃO DOS SERVIÇOS PÚBLICOS DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA E ESGOTO SANITÁRIO; RESOLUÇÃO CORESAB Nº 002/2009 e RESOLUÇÃO AGERSA 004/2022 

Vigência 

Vigência a partir de 25 de setembro de 2023. 

Para consultar a tabela de tarifas 2022 em vigência até 24/09/2023, clique aqui. 


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Cadê a Promessa de Reduzir o IPTU em Jeremoabo?.

 

26/05/2025

Cadê a Promessa de Reduzir o IPTU em Jeremoabo?.


FONTE: JV PORTAL / JEREMOABO TV

RP: 9192/BA

Figura Ilustrativa

Durante a campanha eleitoral passada e, tantas outras, a Câmara Municipal de Jeremoabo o que mais falou, foi em reduzir o valor do IPTU em Jeremoabo. 

Como prova inconteste, entra ano e saio ano, nada acontece. Era promessa em rádio, promessa em palanque, em rede social e em conversa com o povo era só o que escutava. Como quebra em 2024, não podia faltar, a Taxa de Esgotamento Sanitário na eleição passada de 2024. Essa foi a pior, muita gente fico sem água.


Abra o Link e leia a matéria completa:

https://blogportaljv.blogspot.com/2025/05/a-promessa-de-reduzir-o-iptu-em.html?m=1


Nota da redação deste blog -  Caro Jovino, você caiu no conto do vigário eleitoral

Caro Jovino, com todo respeito, mas você deu uma de criança ao acreditar em promessas de vereador feitas antes das eleições. Na campanha, infelizmente, ainda impera a velha máxima do "vale tudo", e os mesmos de sempre voltam com sorrisos ensaiados, promessas vazias e tapinhas nas costas. O problema é que depois de eleitos, viram as costas para o povo – e foi exatamente isso que fizeram com você.

Não foi apenas o IPTU que ficou só na conversa. Cadê a prometida isenção? Sumiu como todas as outras promessas de campanha. Nem mesmo uma satisfação foi dada. Nenhum vereador veio a público explicar, justificar, ou pelo menos fingir arrependimento.

E a taxa de esgoto, que continuam cobrando sem o serviço funcionar de forma decente? E o desaparecimento dos mourões e ripões do Parque de Exposições? Foram mais de 400 metros de madeira, fruto de dinheiro público, jogado no lixo — ou pior, sumido sem qualquer apuração séria.

Até quando o povo vai continuar aceitando esse teatro? A verdade é dura, mas precisa ser dita: o próprio povo é culpado por se deixar enganar. A política virou politicagem barata porque muitos preferem o cabresto do assistencialismo ao invés da consciência do voto.

É hora de abrir os olhos, caro Jovino. É hora de cobrar, de fiscalizar, de parar de acreditar que promessa de campanha vale alguma coisa sem compromisso firmado e acompanhamento depois do voto. Enquanto o povo continuar aceitando migalhas e enganações, a história vai continuar se repetindo – com você e tantos outros sendo enganados de novo e de novo.

Saúde Chega ao Campo: O Governo Tista de Deda e a Expansão da Saúde da Família na Zona Rural

Saúde Chega ao Campo: O Governo Tista de Deda e a Expansão da Saúde da Família na Zona Rural

Para muitos que acompanham a política e a gestão pública de perto, a iniciativa pode parecer uma novidade. Contudo, para o governo de Tista de Deda, a expansão da Saúde da Família para a zona rural é mais do que uma política: é um compromisso com a equidade e o respeito à dignidade de todos os cidadãos, independentemente de onde residam.

Historicamente, o acesso a serviços de saúde de qualidade tem sido um desafio significativo para as comunidades rurais. Distância dos centros urbanos, infraestrutura precária e a falta de profissionais são barreiras que há muito tempo relegam a população do campo a uma posição de desvantagem. É nesse contexto que a medida do governo Tista de Deda se destaca. Ao levar as equipes de Saúde da Família diretamente para a zona rural, a gestão não apenas cumpre uma promessa, mas redefine o padrão de atendimento para esses cidadãos.

A Saúde da Família é um modelo comprovado de atenção primária, focado na prevenção, promoção da saúde e acompanhamento contínuo dos indivíduos e de suas famílias. Ao estender esse serviço para as áreas rurais, o governo Tista de Deda assegura que os moradores tenham acesso regular a consultas médicas, vacinação, pré-natal, acompanhamento de doenças crônicas e educação em saúde. Isso significa menos deslocamentos, menos custos e, o mais importante, mais qualidade de vida e prevenção de problemas de saúde que, se não tratados, podem se agravar.

Para quem não está acostumado com uma gestão que olha com tanta atenção para as necessidades do campo, a mudança pode parecer estranha. Afinal, por muito tempo, a zona rural foi vista como um apêndice, um território distante onde os investimentos em serviços básicos eram escassos. No entanto, o governo Tista de Deda adota uma perspectiva diferente: a de que o povo da zona rural também merece ser tratado com respeito e dignidade, com os mesmos direitos e oportunidades que os moradores das cidades.

Essa iniciativa é um passo fundamental para a construção de uma sociedade mais justa e inclusiva. Ao garantir que a saúde chegue a todos os cantos do município, o governo Tista de Deda não apenas melhora a qualidade de vida da população rural, mas também fortalece o sistema de saúde como um todo, tornando-o mais robusto e equitativo.

Centrão coloca em 2º plano reforma de Lula e indica que cargos não farão mais diferença para 2026

 

Centrão coloca em 2º plano reforma de Lula e indica que cargos não farão mais diferença para 2026
Foto: Ricardo Stuckert / PR

Integrantes de partidos de centro e de centro-direita que apoiam formalmente o Palácio do Planalto colocaram em segundo plano a esperada reforma ministerial de Lula e dizem que se ela sair do papel, mesmo após sete meses de atraso, pouca coisa deve mudar tanto na relação com o governo como nas articulações para 2026.
 

No ano passado, governistas prometiam para novembro, logo após o encerramento das eleições municipais, um rearranjo das cadeiras ministeriais como forma de privilegiar aliados que saíram fortalecidos das urnas e que estivessem comprometidos em subir no palanque eleitoral de Lula.
 

Por ora, o presidente trocou apenas petistas por petistas, além de substituir nomes de uma pasta do União Brasil (Comunicações) e do PDT (Previdência) devido a suspeitas que recaíram sobre os titulares.
 

De acordo com integrantes de União Brasil, PSD, MDB, PP e Republicanos —o quinteto aliado de Lula fora da esquerda—, o governo perdeu o timing para mudanças de impacto do ponto de vista do apoio congressual e da formação de uma aliança em busca de um quarto mandato.
 

O principal sinal ocorreu com a troca do petista Alexandre Padilha pela também petista Gleisi Hoffmann como chefe da articulação política, em fevereiro.
 

Naquele momento, líderes do centrão defendiam um choque na estrutura da gestão, com a redução dos espaços do PT até mesmo na chamada cozinha do Palácio do Planalto e com a entrega da articulação política para um nome como o do líder do MDB, Isnaldo Bulhões Jr. (AL).
 

Com a renovação da cúpula do Congresso no início daquele mês, com a eleição de Hugo Motta (Republicanos-PB) para o comando da Câmara e de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) para o do Senado, trabalhava-se no grupo a ideia de emplacar no governo nomes como o ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL), o que não prosperou.
 

A proximidade das eleições de 2026 é uma contribuição a mais para a falta de interesse, já que ministros que forem concorrer ao pleito devem deixar o cargo até março, o que daria cerca de dez meses apenas de presença na Esplanada aos próximos titulares
 

Em meio à indefinição de Lula, os cinco partidos de centro e de direita tem enfileirado derrotas ao Palácio do Planalto, abrigam consideráveis núcleos de oposição aberta e estimulam nos bastidores e publicamente uma candidatura presidencial do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) —que com o apoio de Jair Bolsonaro (PL) teria o potencial de unir todos esses partidos, dizem.
 

O grupo apregoa que uma coisa é a aliança para garantir a governabilidade do Executivo no Congresso e outra, bem diferente, é o apoio para 2026.
 

Apesar da alegada descrença e insatisfação, nenhum dos cinco partidos dá sinais de que pretende entregar em 2025 algum dos 11 ministérios que controlam, nem recusar eventuais ofertas. Havia lá atrás, por exemplo, rumores da entrega de duas pastas comandadas pelo PT, Desenvolvimento Agrário e Desenvolvimento Social.
 

Um cardeal do grupo afirma que, apesar de dificilmente algum nome político aceitar neste momento ingressar na Esplanada, o governo ainda não perdeu "o tempo dos técnicos", indicando que o centrão tem interesse em indicar pessoas de confiança sem filiação partidária para chefiar ministérios considerados atrativos.
 

A data mais provável apresentada por todos de definição sobre permanência no governo, e mediante quais condições, é o primeiro trimestre do ano que vem. Próxima a essa data, serão avaliadas variáveis como popularidade do governo, real intenção e favoritismo de Lula para disputar um quarto mandato e o nome a ser apoiado por Bolsonaro.
 

No atual nível de popularidade, por exemplo, há nesse grupo pouco interesse em se atrelar à imagem do Executivo, diante do desgaste que isso pode gerar entre eleitores de direita.
 

Além disso, graças ao aumento expressivo das emendas parlamentares, deputados e senadores não são mais dependentes da força do governo para abastecer seus redutos eleitorais e, portanto, não precisariam ingressar na Esplanada para se promover politicamente em suas bases.
 

Além do atraso e da indefinição de Lula, integrantes do centrão reclamam de que a distribuição dos ministérios entre os partidos, desenhada na transição do governo em 2022, está desequilibrada e não condiz com os votos que cada uma das legenda entrega ao Executivo em votações no Congresso.
 

Haveria, por exemplo, um desequilíbrio na distribuição entre senadores e deputados —com maior espaço aos senadores. Alcolumbre, por exemplo, é o principal padrinho das indicações do União Brasil.
 

Diante da instabilidade de sua base, o presidente tem apostado mais numa aproximação com Motta e Alcolumbre, estabelecendo uma relação direta com os presidentes de Câmara e Senado.
 

Neste ano, até o momento, o presidente da República fez trocas em nomes do PT: Sidônio Palmeira no lugar de Paulo Pimenta na Secom (Secretaria de Comunicação da Presidência); Gleisi no lugar de Padilha na Secretaria de Relações Institucionais; Padilha no lugar de Nísia Trindade na Saúde; e Márcia Lopes no lugar de Cida Gonçalves na pasta das Mulheres.
 

Além das mudanças no PT, Lula fez outras duas mudanças na Esplanada: na Previdência, com a saída de Carlos Lupi para a chegada de Wolney Queiroz, em meio ao escândalo do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social); e nas Comunicações com a chegada de Frederico de Siqueira Filho no lugar de Juscelino Filho, afastado após ser denunciado pela PGR (Procuradoria-Geral da República) sob acusação de corrupção e outros crimes relacionados ao desvio de emendas.
 

A possível próxima troca ainda é no campo da esquerda, com Guilherme Boulos (PSOL) substituindo Márcio Macêdo (PT) na Secretaria-Geral da Presidência.

INSS começa a devolver descontos indevidos a aposentados e pensionistas; veja calendário completo

 

INSS começa a devolver descontos indevidos a aposentados e pensionistas; veja calendário completo
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) inicia nesta segunda-feira (26) a devolução de valores referentes a descontos de mensalidades associativas aplicados indevidamente na folha de pagamento de aposentados e pensionistas no mês de abril.

 

De acordo com o órgão, cerca de R$ 292 milhões serão reembolsados a beneficiários de todo o país. O valor será depositado automaticamente junto com o pagamento regular dos benefícios, entre os dias 26 de maio e 6 de junho. “Não é necessário que o aposentado ou pensionista tome qualquer providência”, informou o INSS, em nota oficial.

 

A devolução seguirá o calendário habitual de pagamentos, conforme o número final do benefício, sem considerar o dígito verificador.

 

Confira o calendário de reembolso:

 

Para quem recebe até um salário mínimo

•Final 1: 26 de maio
•Final 2: 27 de maio
•Final 3: 28 de maio
•Final 4: 29 de maio
•Final 5: 30 de maio
•Final 6: 2 de junho
•Final 7: 3 de junho
•Final 8: 4 de junho
•Final 9: 5 de junho
•Final 0: 6 de junho

 

Para quem recebe acima de um salário mínimo

•Finais 1 e 6: 2 de junho
•Finais 2 e 7: 3 de junho
•Finais 3 e 8: 4 de junho
•Finais 4 e 9: 5 de junho
•Finais 5 e 0: 6 de junho

Opinião: "Sacrifício" de Wagner em 2026 é improvável, mas não impossível - e PSD não vai forçar contra ele

 

Opinião: "Sacrifício" de Wagner em 2026 é improvável, mas não impossível - e PSD não vai forçar contra ele
Foto: Agência Senado

A habilidade política do senador Jaques Wagner é indiscutível. Nos bastidores, há quem o considere o grande nome da cena baiana após a morte do ex-senador Antônio Carlos Magalhães. Por isso, quando se fala em imbróglio envolvendo o processo eleitoral de 2026, todos os olhos de voltam para o petista e sua imensa capacidade de driblar adversidades e construir consensos, ainda que o universo esteja convergindo em um sentido contrário.

 

O problema da vez é equacionar o excesso de candidatos do PT a três vagas na chapa majoritária do próximo ano. Além do próprio Wagner, candidato à reeleição, são apresentados o nome de Jerônimo Rodrigues para tentar um segundo mandato e do ex-governador Rui Costa para buscar uma vaga no Senado. Para que isso aconteça, o atual senador Angelo Coronel ficaria sem espaço no grupo e, para tentar permanecer no Senado, teria que sair avulso ou migraria para a oposição. Como manter, então, o grupo unido?

 

Dentre as alternativas possíveis, duas circularam na última semana. A primeira foi a hipótese de Jerônimo não tentar a reeleição, com a hipótese de um retorno de Rui na corrida pelo governo. Apesar de improvável, caso o atual morador do Palácio de Ondina continue a escorregar nas próprias palavras e, eventualmente, chegue sem tanto fôlego no ano eleitoral, não há dúvidas de que Jerônimo poderia ser substituído sem tantas celeumas. Até porque o criador nunca deixou de tentar influenciar a criatura, na mesma proporção que nunca deixou de ser uma sombra para o sucessor.

 

A segunda hipótese, talvez com um pé mais próximo de realidade, seria Wagner desistir de tentar a reeleição, para assim dar espaço para Coronel e Rui, sem ter que mexer na reeleição de Jerônimo. O ex-governador é um homem de gestos nobres e, caso essa seja a única alternativa para evitar um racha, não duvidaria que o Galego o fizesse. Porém, para que isso aconteça, é preciso um alinhamento de astros que nem a Era de Aquário deve permitir.

 

Além de Coronel e de Jerônimo, o grande beneficiário dessa jogada seria Rui Costa, cuja amizade e fidelidade com Wagner são colocadas à prova com uma frequência maior do que ambos gostam. Inclusive, publicamente, os dois tratam como devaneios da imprensa, ainda que os grupos “descendentes” deles admitam que os dois ex-governadores vivem às turras internamente. E Rui fez o “sacrifício” de continuar governador em 2022 a muito contragosto – vide a quantidade de vezes que ele foi obrigado a negar ou a usar interlocutores para dizer que a imprensa criava fatos políticos (a indicação de Aline Peixoto para o Tribunal de Contas dos Municípios também entrou para esse rol e hoje a ex-primeira-dama é conselheira). Foi Wagner que o “convenceu” depois de negar o desejo de retornar como governador.

 

Assim, Coronel vai ter que continuar a jogar muito combinado com Otto Alencar, que é quem efetivamente tem o poder de veto e força o suficiente para enfrentar o excesso de protagonismo que, naturalmente, o PT vai requerer para a “chapa dos sonhos” em 2026. Pelo menos até aqui, não houve sinais de que os dois socialdemocratas se desentenderam – e olha que são duas figuras de personalidades fortes e interesses que não necessariamente se coadunam. Caso assim prossigam, precisará haver sacrifício, seja de Wagner, de Rui ou de Jerônimo...

Semeadores de Palavras

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para ler a Crônica de Gilmar Teixeira

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