terça-feira, agosto 13, 2024

Piada do Ano! Moraes tenta justificar erro na prisão ilegal de Filipe Martins

Publicado em 12 de agosto de 2024 por Tribuna da Internet

Felipe Martins reecontra noiva após deixa a prisão. Veja vídeo: - Perrengue  Mato Grosso

Martins reencontra a noiva, após seis meses na prisão

Caio Junqueira
CNN Brasil

A prisão preventiva de seis meses de Filipe Martins, ex-assessor internacional de Jair Bolsonaro, foi uma “medida razoável, proporcional e adequada” segundo o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, que redigiu no ato de soltura a seguinte justificação:

“A restrição da liberdade do investigado foi medida razoável, proporcional e adequada para garantia da devida colheita probatória, na busca por delimitar todas as condutas criminosas apontadas pela Polícia Federal e a responsabilidade penal dos diversos núcleos da organização criminosa”, disse o ministro na decisão de soltura.

PRESO POR 6 MESES – Martins ficou preso preventivamente por seis meses por supostamente ter deixado o país no avião presidencial de Jair Bolsonaro que deixou Brasília rumo aos Estados Unidos no dia 30 de dezembro de 2022. Ele é investigado no inquérito que apura tentativa de golpe de estado.

Ao longo do período, porém, a defesa juntou diversos documentos que apontavam que Martins não deixou o Brasil junto com Bolsonaro. Os pedidos de soltura foram seguidamente negados por Alexandre de Moraes. O ministro somente o soltou na sexta-feira (9).

Paradoxalmente, Moraes disse também na decisão que “o essencial em relação às liberdades individuais, em especial a liberdade de ir e vir, não é somente sua proclamação formal nos textos constitucionais ou nas declarações de direitos, mas a absoluta necessidade de sua pronta e eficaz consagração no mundo real, de maneira prática e eficiente, a partir de uma justa e razoável compatibilização com os demais direitos fundamentais da sociedade, de maneira a permitir a efetividade da Justiça Penal”.

CITANDO HAURIOU – Ele cita ainda o jurista Maurice Hauriou, que segundo o ministro “ensinou a importância de compatibilização entre a Justiça Penal e o direito de liberdade, ressaltando a consagração do direito à segurança, ao salientar que, em todas as declarações de direitos e em todas as Constituições revolucionárias, figura a segurança na primeira fila dos direitos fundamentais”, escreveu na justificativa o ministro Moraes, acrescentando:

“Inclusive, os publicistas ingleses colocaram em primeiro plano a preocupação com a segurança, pois, conclui o Catedrático da Faculdade de Direito de Toulouse, que, por meio do direito de segurança, se pretende garantir a liberdade individual contra o arbítrio da justiça penal, ou seja, contra as jurisdições excepcionais, contra as penas arbitrárias, contra as detenções e prisões preventivas, contra as arbitrariedades do processo criminal”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – É uma Piada do Ano estarrecedora, com Moraes tentando justificar essa longa temporada de Filipe Martins na cadeia, que foi absolutamente injustificável, porque a prisão deveria ter sido cancelada assim que o suspeito (que nem réu chegou a ser) apresentou a primeira prova de que não saíra do país. O pior é a audácia de Moraes ao citar Maurice Hauriou, um jurista libertário e sempre preocupado com exageros e injustiças judiciárias, como as que Moraes comete quase diariamente, ao condenar como terrorista quem participou da manifestação do 8 de Janeiro(C.N.)

Bolsonaro usa decisão a favor de Lula e pede arquivamento do caso das joias

Publicado em 12 de agosto de 2024 por Tribuna da Internet

PF vê “indícios concretos de envolvimento” de Bolsonaro no caso das joias -  Hora do Povo

Defesa de Jair Bolsonaro acha que poderá sair vitoriosa

Igor Gadelha
Metrópoles

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu à Procuradoria-Geral da República (PGR) que arquive o inquérito que o investiga pela venda ilegal de joias que o ex-mandatário ganhou de presente quando estava no poder.

O pedido foi feito em uma petição na qual Bolsonaro usa como base a decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) que permitiu Lula ficar com um relógio de luxo que ganhou de presente em 2005, no primeiro mandato do petista.

PELO ACÓRDÃO -Na peça, os advogados de Bolsonaro pedem que o acórdão do TCU sobre o caso de Lula seja anexado ao inquérito das joias e que a PGR arquive a investigação “ante a manifesta ausência de justa causa”.

“Frise-se, por relevante, que o aludido v. acórdão, apesar de ter como referencial originário o concreto caso de recebimento de relógio pelo presidente Luís Inácio Lula da Silva, aplica-se a todo e qualquer presidente da República e a fatos ocorridos antes ou depois da prolação do Acórdão”, argumenta a defesa de Bolsonaro, em petição assinada na quinta-feira (8/8).

O ex-presidente já foi indiciado pela Polícia Federal no caso das joias. O inquérito está nas mãos do procurador-geral da República, Paulo Gonet, que decidirá se denuncia ou não Bolsonaro ao STF.

CASO DE LULA – Em julgamento na quarta-feira (7/8), a maioria dos ministros do TCU entendeu que faltam regras claras para definir o conceito de bens “de natureza personalíssima” e de alto valor de mercado recebidos por ex-presidentes.

A tese vencedora foi apresentada no plenário do tribunal pelo ministro Jorge Oliveira, indicado por Bolsonaro à Corte de Contas em 2020, segundo ano de mandato do então presidente.

O TCU decidiu que, até o Congresso editar uma lei específica sobre presentes recebidos por ex-presidentes, qualquer ex-mandatário pode ficar com os objetos, independentemente do valor.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – A decisão do TCU irritou Lula, que prometeu devolver o relógio TCU, mas até agora não o fez. O deputado Sanderson (PL-RS) anunciou que pedirá que Lula devolva tudo que levou nos 11 caminhões da Granero, em 2011, quando deixou o governo. Comprem pipocas, porque a novela vai render (C.N.)


EUA ameaçam Irã com submarino nuclear para evitar ataque a Israel


Silhueta de um submarino cinza-escuro em um mar cinzento. Ao fundo, um navio

O submarino tem 154 mísseis de grande poder destrutivo

Igor Gielow
Folha

Os Estados Unidos decidiram flexionar sua musculatura militar para tentar evitar, ou ao menos conter, a intensidade de um ataque do Irã a Israel, algo considerado iminente pela Casa Branca. “Pode ser nesta semana. Temos de estar preparados para o que pode ser um conjunto significativo de ataques”, disse nesta segunda-feira (12) o porta-voz de Segurança Nacional, John Kirby. O Departamento de Defesa anunciou o envio de um submarino nuclear de ataque para a região, além de acelerar o reforço naval com um grupo de porta-aviões.

O secretário Lloyd Austin conversou na noite de domingo (11) com o ministro israelense Yoav Gallant (Defesa). A ação iraniana está sendo anunciada por Teerã há duas semanas, desde que um ataque atribuído a Israel matou o líder do grupo terrorista palestino Hamas na capital do Irã. Ismail Haniyeh participava da posse do novo presidente da teocracia liderada pelo aiatolá Ali Khamenei.

RETALIAÇÃO – Horas antes, o principal comandante de campo da milícia libanesa Hezbollah havia sido morto em um bombardeio assumido por Tel Aviv na capital do Líbano, Beirute. Ambos os grupos são aliados do Irã no chamado Eixo da Resistência, uma amálgama de entes regionais contrários a Israel e aos EUA no Oriente Médio.

Desde então, há grande debate acerca da natureza da retaliação iraniana. Com o regime em um momento de fraqueza política, tendo visto eleito um nome favorável a acomodações com o Ocidente e sob intensa pressão social doméstica, não se sabe se o país optará por tentar galvanizar apoio doméstico arriscando uma guerra regional.

Quando decidiu atacar diretamente Israel pela primeira vez na história, em abril, o Irã lançou centenas de foguetes e drones, mas a grande maioria foi abatida não só pelas defesas locais, mas também por aliados como EUA, Reino Unido e Jordânia. Outros países árabes já disseram que não vão permitir violação de seus espaços aéreos.

POSSÍVEL FRACASSO – Isso coloca qualquer ação iraniana sob o risco adicional de ser um fracasso. E abre a possibilidade de uma tréplica de Tel Aviv mais dura, provavelmente contra as instalações de seu programa nuclear, o mais valioso ativo da teocracia. Em abril, a retaliação israelense foi apenas sinalizar que o centro das atividades, Isfahan, estava ao alcance de suas armas.

A participação dos prepostos do Irã também é incerta na escala. O Hezbollah já anunciou que vingará a morte de Fuad Shukr, seu chefe operacional, de qualquer jeito. E os rebeldes houthis do Iêmen, que há meses travam o comércio mundial no mar Vermelho em apoio ao Hamas, disseram que vão participar de qualquer ação.

A tensão decorre da guerra entre o grupo palestino e Israel, iniciada após o ataque terrorista que deixou mais de 1.200 mortos no Estado judeu em outubro passado. De lá para cá, morreram quase 40 mil pessoas na Faixa de Gaza, segundo o Hamas. Uma grande operação está sendo montada contra Khan Yunis, a segunda maior cidade da região.

ESTRATÉGIA – Com o reforço naval, os EUA repetem a fórmula que deu certo em dissuadir o Irã e seus aliados no começo da guerra. Lá, também anunciou publicamente o envio de um submarino da classe Ohio, a mais poderosa da Marinha americana, para a região.

Agora, novamente envia uma embarcação do tipo, convertida de lançador de mísseis estratégicos nucleares para modelos convencionais de cruzeiro. O USS Georgia foi comissionado em 1984, e em 2008 trocou as ogivas nucleares dos mísseis Trident por até 154 Tomahawk, que podem sozinhos fazer um ataque devastador.

O submarino é 1 dos 4 convertidos do tipo, com propulsão nuclear, pelos EUA. A função de qualquer submersível é ser invisível até a hora do ataque, então o anúncio é mais um manifesto político.

MAIS REFORÇO – Austin também pediu que seja acelerado o envio do grupo de porta-aviões centrado no USS Abraham Lincoln, que deixou Guam, no Pacífico, na quinta (8). Em tese, o navio e sua escolta de três destróieres devem chegar ao Oriente Médio em cerca de duas semanas, mas isso pode ser apressado.

Seu envio havia sido anunciado na semana passada para substituir o grupo do porta-aviões USS Theodore Roosevelt, que opera na região para combater ataques houthis a navios mercantes desde o dia 11 de junho. Resta saber se isso vai de fato acontecer ou se os dois grupos vão operar na região, como ocorreu no ano passado.

Além disso, os EUA enviaram mais caças e baterias antiaéreas para suas bases na região. Perto da costa mediterrânea do Oriente Médio há também três navios anfíbios com cerca de 4.000 fuzileiros navais, prontos para ação.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – É sinal de alerta mundial. Algo muito grave pode acontecer. (C.N.)


Contradições que o governo Lula armou na política externa “estão por todo lado”

Publicado em 12 de agosto de 2024 por Tribuna da Internet

Assessor de Lula, Celso Amorim vai à Venezuela para acompanhar eleições - Rádio Itatiaia

Amorim e Lula são dois perdidos numa diplomacia suja

Deu na CNN

O ex-embaixador e atual presidente do Instituto de Relações Internacionais e Comércio Exterior (IRICE), Rubens Barbosa, fez duras críticas à política externa do governo Lula durante sua participação no programa WW da CNN Brasil. Barbosa apontou o que considera serem erros e contradições nas ações diplomáticas brasileiras, especialmente em relação à Venezuela e à Nicarágua.

Segundo o especialista, o governo brasileiro demorou a agir no caso da expulsão do embaixador brasileiro na Nicarágua. “O governo brasileiro sabia há duas semanas que o embaixador seria expulso. Ele devia ter saído imediatamente, como fez a embaixadora da Nicarágua, expulsa daqui por reciprocidade”, afirmou Barbosa.

CASO DA VENEZUELA – Barbosa também criticou a atuação do Brasil na Venezuela. Ele questionou a visita de Celso Amorim ao país sem contato com a oposição: “Como é que pode ser feita de um lado o Celso Amorim indo à Venezuela e não querendo nem falar com a Corina, que disse que a aliança de Lula com Maduro era inquebrantável?”.

O ex-embaixador ressaltou que as contradições e armadilhas criadas pelo próprio governo estão evidentes “em todo lado”. Ele alertou que, dependendo da reação da Nicarágua à expulsão da embaixadora nicaraguense em Brasília, o Brasil pode não ter outra alternativa senão romper relações diplomáticas.

Rubens Barbosa concluiu sua análise afirmando que a posição do governo brasileiro é complicada também na Venezueka, sugerindo que a atual política externa do país está enfrentando desafios significativos em sua tentativa de manter relações com regimes autoritários enquanto defende princípios democráticos.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Dá saudades da tradicional política externa brasileira, que o Barão do Rio Branco fez ser respeitada no mundo inteiro. De uns tempos para cá, sinceramente, nossa diplomacia passou a ter as regras do programa “Os Trapalhões”, e isso ocorre desde a entrada em cena dos famosos “barbudinhos do Itamaraty”, liderados por Celso Amorim(C.N.)

Imigração agrava racismo no Reino Unido com protestos violentos da extrema direita


Por que o rei Charles não falou publicamente sobre os tumultos no Reino  Unido? | haribabu kola

As manifestações surgem com fakes news nas redes sociais

Deu em O Globo
Agência FP

Mais de 700 migrantes cruzaram o Canal da Mancha em barcos improvisados para chegar ilegalmente ao Reino Unido neste domingo. No mesmo dia, duas pessoas morreram num naufrágio na costa norte da França, anunciaram as autoridades britânicas nesta segunda-feira. Apenas na última semana, mais de 1,1 mil pessoas tentaram chegar ao território britânico, elevando o total para 1,4 mil neste mês.

Ao todo, segundo o Ministério do Interior britânico, 11 embarcações realizaram a perigosa travessia neste domingo. No amanhecer, porém, autoridades francesas receberam o aviso de que um dos barcos estava com “dificuldades”, e que havia pessoas na água. Como resposta, 53 migrantes foram resgatados. Dois deles, no entanto, não puderam ser reanimados: um morreu ainda no porto, e o outro no hospital.

DESINFORMAÇÃO – A chegada de mais 700 migrantes ocorre após o Reino Unido ter enfrentado manifestações violentas anti-imigrantes e islamofóbicas – as piores desde 2011 no país. Os distúrbios foram inicialmente alimentados por ativistas de extrema direita nas redes sociais. Por esses canais, foi espalhada desinformação sobre um ataque a faca que matou três meninas durante uma aula de dança temática sobre a cantora Taylor Swift.

A polícia deteve o suspeito de 17 anos, mas rumores sobre a nacionalidade e religião dele foram rapidamente espalhados – e posteriormente desmentidos pelas autoridades.

Ainda assim, centenas de manifestantes atacaram mesquitas e entraram em confronto com a polícia. Forças de segurança britânicas disseram que os responsáveis seriam “apoiadores da English Defence League”, grupo de extrema direita que organiza protestos anti-muçulmanos desde 2009.

FAKE NEWS – Menos de duas horas após o esfaqueamento, de acordo com a Associated Press, um usuário conhecido como European Invasion escreveu no X que o agressor era “alegadamente um imigrante muçulmano”.

Em pouco tempo, a mesma publicação apareceu no Facebook e no Telegram, segundo a empresa Logically, que monitora e combate a desinformação. O boato foi incluído num artigo publicado pelo Channel 3Now, site que teria supostas ligações com a Rússia.

Na sequência, o texto foi citado por agências de notícias russas, incluindo RT e Tass. No X, a Logically escreveu que é “provável” que o Channel 3Now seja “um ativo russo destinado a semear informações com objetivo de causar danos e criar divisão no Reino Unido”.

TENSÕES LATENTES – As publicações que mobilizaram multidões em protestos no país exploravam principalmente as tensões crescentes sobre a imigração. Essas preocupações têm sido tão importantes na região que foram tema central da eleição do mês passado.

Organizados sob o lema Enough is enough (Basta), manifestantes atiraram tijolos, garrafas e sinalizadores nos agentes de segurança – ferindo vários policiais –, enquanto saqueavam e queimavam lojas, entoando insultos anti-islâmicos.

Mesquitas e uma delegacia também foram atacadas, além de instalações comunitárias como um hotel que abrigava solicitantes de asilo e que foi incendiado pelos protestantes. No total, mais de 700 pessoas foram detidas e 300 acusadas.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Se fosse aqui no Brasil, esses manifestantes seriam considerados terroristas e podiam se preparar para longas temporadas na prisãoNo Reino Unido, são cidadãos se manifestando em defesa de seus direitos. O fato concreto é que os ingleses exploraram o mundo e agora não querem ser incomodados pelos povos que foram explorados. (C.N.)


STF erra ao punir como “terrorista” quem participou do 8 de Janeiro, afirma Jobim


Nelson Jobim à CNN: 8/1 foi “catarse da frustração”, não atentado à  democracia | CNN ENTREVISTASCarlos Newton

Estava demorando a acontecer. Até agora apenas o ministro aposentado Marco Aurélio Mello tinha considerado totalmente errôneo e injusto o posicionamento da maioria do Supremo Tribunal Federal, que transformou em perigosos “terroristas” os 1,5 mil manifestantes que invadiram a Praça dos Três Poderes em protesto contra a eleição de Lula da Silva, um criminoso vulgar, que chegou a cumprir 580 dias de cadeia, condenado por corrupção ativa e lavagem de dinheiro.

Mais de um ano e meio depois da invasão da Praça dos Três Poderes, Nelson Jobim, ex-presidente do Supremo, afirmou neste domingo (dia 11) ao programa CNN Entrevistas que não classificaria os atos de 8 de janeiro de 2023 como um atentado à democracia.

VISÃO DIFERENTE – Ex-deputado federal, ex-sub-relator da Constituinte e ex-ministro da Defesa, considerado um dos políticos mais experientes do país, Jobim afirmou ter uma visão distinta sobre o tema, em relação ao posicionamento dos atuais ministros do Supremo.

Na avaliação dele, o Supremo não poderia ter enquadrado os invasores nos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, associação criminosa armada e dano qualificado.

“Aquelas pessoas todas ficaram um tempo enorme na frente dos quartéis, acampados, aquela coisa toda, pretendendo que os militares interviessem no governo. Ou seja, que dessem um golpe. [Os invasores] pretendiam uma intervenção militar no processo político […] e não conseguiram”, explicou Jobim.

MANIFESTAÇÃO DE RUA – “Eu enxergo aquela manifestação de rua, que é tratada como golpe, como uma espécie de cara da frustração que tiveram de não obter o golpe militar”, completa Nelson Jobim ao se referir aos atos contra o presidente Lula da Silva.

Como político e jurista, Nelson Jobim é um personagem desprezível, sem caráter, que admitiu ter fraudado a Constituinte, quando era sub-relator e colocou em votação final um artigo que beneficiava os bancos e permitia que eles praticassem juros reais superiores a 12% ao ano.

Essa tese do máximo de 12% era defendida pela Frente Parlamentar Nacionalista, recriada sob liderança de Miguel Arraes (MDB-PE), com entusiasmada participação do deputado Fernando Gasparian (MDB-SP). Naquela época, Arraes e Gasparian representavam o povo, Jobim representava os banqueiros.

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P.S. 1 
– Desta vez, porém, preciso reconhecer que Jobim está correto. Aqueles pés de chinelo protestavam a favor do golpe contra Lula, e a manifestação é direito constitucional. Erraram ao invadir e depredar. Deveriam ser julgados e condenados por esses crimes, jamais por abolição violenta do Estado de Direito (terrorismo).

P.S. 2 – São cerca de 1,5 mil réus. A maioria está pegando 17 anos pelos quatro crimes: abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, associação criminosa armada e dano qualificado. Até Jobim nota que se trata de um erro brutal e grotesco do Supremo. Mas quem se interessa? (C.N.)

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