domingo, maio 08, 2022

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Jeremoabo no fundo do poço enfrenta um governo desastroso e incompetente



O (des)governo de Jeremoabo implantou na cidade uma verdadeira fabrica de acidentes, colocando cascalho(colorau)na buraqueira dentro da rua.

Os áudios traduzem a isatsifação e decepção para com os vereadores, que já deveriam ter ingressado com uma AÇÃO POPULAR contra essa  armadilha de fazer defuntos.

É como diz o cidadão no aúdio, está esperando morrer mais um para ter assunto.

A que ponto cegou Jeremoabo! Sem eira nem beira, a cidade está entregue a um aloprado irresposável e incompetente.

Os vereadores principalmente da situação, estão correndo atrás  de votos, e o povo se ferrando, morrendo como gado.

Terça-feira na sessão como de costume, irão parabenizar o prefeito e seus secretários, e o povo se acidentando e morrendo.

Secretário afirma que Parque de Exposições é patrimônio da agropecuária


Foto Reprodução - Imprensa Seagri

 

Cidade da Música expulsando a agropecuária do Parque de Exposições não existe. Mandar a agropecuária para longe de Salvador seria um crime”. Assim reagiu o secretário estadual da Agricultura, engenheiro agrônomo Eduardo Salles diante da notícia de que um vereador candidato a deputado quer transformar o parque de exposições na Cidade Cultural da Música. De acordo com Salles, “o Parque de Exposições da Bahia é um patrimônio da agropecuária baiana e assim será preservado”.

O secretário informou que “a agropecuária da Bahia se adiantou e nós elaboramos um anteprojeto de revitalização do Parque de Exposição da Bahia que permite transformar o parque num espaço multiuso, reservando espaço para que a música que representa a cultura baiana esteja conosco”.  O secretário explicou que o anteprojeto prevê espaço para grandes e pequenos shows e formaturas, áreas para as mais variadas manifestações culturais, bem como um centro administrativo da agropecuária da Bahia, centralizando no parque a EBDA, a Adab, a Bahia Pesca, a CDA e a Seagri inteira.

A agropecuária baiana é forte, representa 24% do nosso PIB, 30% dos empregos gerados e 37% das exportações. A cultura baiana também é forte, reconhecida no Brasil e fora do País. Agropecuária e cultura podem continuar tendo uma convivência harmoniosa”, afirma Salles.

O secretário destacou que o parque de exposições cumpre também uma importante função social, que é a de aproximar o baiano da capital do seu irmão do interior. “Tem crianças que pensam que o leite que elas bebem vem da caixinha comprada no supermercado. É durante os eventos agropecuários que elas tem contanto com a vida do campo e conhecimento de como os alimentos são produzidos”, exemplifica.

Este ano, durante a Fenagro, no final de novembro, as crianças que visitarem o Parque de Exposição da Bahia terão uma visão completa das principais cadeias produtivas, desde a plantação até o produto final, com explicações claras sobre os caminhos que os produtos percorrem até a mesa do consumidor.

Fonte:
Imprensa Seagri
Josalto Alves - DRT-Ba 931

Nota da redação deste Blog - Estou reproduzido essa matéria para demonstrar que o Parque de Exposição de Jeremoabo é um Patrimônio Cultura e que cabe uma Ação Popular cntra a sus destruição.

O cidadão brasileiro pode fiscalizar e questionar judicialmente os atos do Poder Público

Artigos26/02/2020 • Leonardo Nascimento

Saiba qual o instrumento processual adequado para anular atos lesivos do Poder Público. Você já se revoltou contra um ato público que lesou o meio ambiente, patrimônio público, histórico e cultural?...Diferente do que muitos pensam, o cidadão brasileiro pode, em nome próprio, fiscalizar os atos públicos e questionar judicialmente os atos lesivos ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe...Para o ajuizamento da ação popular, além da condição de cidadão, basta indícios da presença de ato lesivo ao patrimônio público, à moralidade administrativa, ao meio ambiente ou ao patrimônio histórico.

A Exposição, que conta com parque de diversões,  tenda cultural, exposição de arte, tenda literária e concurso de raças, é considerada, p uma “porta de entrada do crescimento econômico regional, especialmente no que tange aos setores agropecuário, industrial e comercial, já que a Feira alavanca, através das apresentações de animais e produtos, cada um dos setores de forma bastante abrangente”.

Os bovinos e equinos expostos, julgados e premiados nas edições da Exposição Agropecuária de Jeremoabo saem do certame mais valorizados em relação ao preço de mercado . Os bovinos são criteriosamente analisados por renomados juízes, todos com vasta experiência em julgamentos de morfologia, biótipo, condições frigoríficas e funcionalidade.

Diante do acima exposto, espera-se que com a devida urgência, os vereaores de Jeremoabo através de Ação Popular ponha fimn esse ato Lesivo ao patrimônio Público, e essa sangria contra o erário público.

Eduardo Paes pode apoiar Ciro em troca de apoio do PDT a Santa Cruz, do PSD

Publicado em 8 de maio de 2022 por Tribuna da Internet

Neves, Ciro, Paes e Santa Cruz em evento no Rio de Janeiro

Bruna Lima
Metrópoles

O prefeito carioca, Eduardo Paes, do PSD, pode apoiar a candidatura de Ciro Gomes ao Planalto se o PDT desistir da candidatura de Rodrigo Neves ao governo do Rio e apoiar Felipe Santa Cruz, seu candidato ao Palácio Guanabara.

A oferta foi feita em uma reunião que aconteceu na última semana entre Eduardo Paes e Carlos Lupi, presidente do PDT. O prefeito disse a Lupi que não abre mão de ter seu candidato ao governo do Rio.

KASSAB E CIRO – Também na semana passada, o presidente do PSD, Gilberto Kassab, encontrou-se com Ciro Gomes. A chapa do Rio de Janeiro foi um dos assuntos tratados. Kassab liberou os estados na eleição presidencial, mas estuda apoiar informalmente a candidatura do pedetista.

Braço direito de Paes, o deputado federal Pedro Paulo também está participando da retomada de diálogo entre o PSD e o PDT. Na segunda-feira (2/5), Pedro Paulo se encontrou com Neves para discutir os próximos passos da aliança política no estado.

A série de conversas entre os dois partidos na última semana marcou a retomada das negociações, que foram rompidas no início de abril.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Enquanto isso, o Partido Comunista Brasileiro (PCB) oficializou o nome do professor Eduardo Serra como pré-candidato ao governo do Rio de Janeiro. E o que isso significa na eleição? Ora não significa nada, rigorosamente nada. (C.N.)

Após ações do MP-BA, Município de Feira de Santana tomba 'Casarão Olhos D’Água'

Após ações do MP-BA, Município de Feira de Santana tomba 'Casarão Olhos D’Água'
Foto: Divulgação

O Município de Feira de Santana publicou na última segunda-feira (2) o decreto de tombamento do “Casarão Olhos D’Água”, após diversas ações do Ministério Público da Bahia (MP-BA) para preservar o imóvel histórico e cultural. Em 2016, a promotora de Justiça Luciana Machado dos Santos Maia recomendou o tombamento histórico do casarão. 

 

“Trata-se de um patrimônio social de valor histórico e cultural, já que teria sido a primeira habitação erguida no município pelos fundadores da cidade, o casal Domingos Barbosa de Araújo e Ana Brandão”, diz a promotora. Além disso, ao longo dos últimos anos o MP realizou inspeções in loco, audiências, e inclusive a formalização de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), em 2019, quando foi estipulado, dentre outras ações, a reforma do casarão e seu tombamento. O casarão, que foi construído por volta de 1700, é administrado pela Fundação Municipal de Tecnologia, Telecomunicações e Cultura Egberto Tavares Costa (Funtitec) e fica localizado na Rua Dr. Araújo Pinho, n° 1331, em Feira de Santana.

Bahia Notícias

General lobista de mineradora acusada pelo MPF foi recebido 18 vezes no Planalto

por Vinicius Sassine | Folhapress

General lobista de mineradora acusada pelo MPF foi recebido 18 vezes no Planalto
Foto: Romério Cunha / VPR

O general da reserva Cláudio Barroso Magno Filho, que atuou fazendo lobby para a mineradora Potássio do Brasil, esteve pelo menos 18 vezes no Palácio do Planalto durante o governo Jair Bolsonaro (PL). Isso significa uma visita a cada dois meses e cinco dias, em média.
 

Os dados integram uma tabela de registros de visitas ao Planalto fornecida à reportagem pelo GSI (Gabinete de Segurança Institucional) da Presidência a partir de um pedido com base na LAI (Lei de Acesso à Informação). O levantamento também foi feito em agendas públicas de ministérios palacianos.
 

A Potássio do Brasil é acusada pelo MPF (Ministério Público Federal) de cooptação de indígenas do povo mura para exploração mineral na Amazônia —mais especificamente na região de Autazes (AM), entre os rios Madeira e Amazonas.
 

A empresa chegou a operar dentro do território tradicional, conforme a ação do MPF. Um acordo, validado pela Justiça Federal, especificou que os indígenas precisam ser formalmente consultados, seguindo parâmetros da OIT (Organização Internacional do Trabalho). Enquanto isso não ocorrer, a licença ambiental não pode ser concedida.
 

Em meio aos entraves para a exploração de potássio na Amazônia, o general da reserva passou a atuar no Palácio do Planalto —especialmente junto a militares que despacham em diferentes ministérios.
 

Magno Filho é da mesma turma de Bolsonaro na Aman (Academia Militar das Agulhas Negras), a de 1977, e tem relação de proximidade com o vice-presidente, Hamilton Mourão (Republicanos).
 

"O levantamento é correto. Tenho um vínculo em apoio à Potássio do Brasil, não sou contratado e estive nos órgãos governamentais. Houve uma aproximação da Potássio com agências do governo, um esforço de convencimento", disse o general à Folha.
 

A exploração de potássio na Amazônia foi usada como pretexto por Bolsonaro para tentar fazer avançar o projeto de lei que libera a mineração em terras indígenas. O presidente tentou aproveitar episódios de escassez de fertilizantes, em razão da guerra entre Rússia e Ucrânia, para defender o texto.
 

A Câmara dos Deputados chegou a aprovar em março a urgência do projeto, em iniciativa capitaneada pelo presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), e pelo centrão. O projeto ainda não foi votado.
 

O general nega, porém, qualquer tipo de tráfico de influência, aproveitamento da relação mantida com o presidente ou "encurtamento de caminhos". "Não cheguei aqui fazendo lobby, e jamais me envolvi em algo escuso. Eu acredito no projeto da Potássio do Brasil", afirmou.
 

Além do périplo pelo Planalto, o general Magno Filho esteve na Câmara dos Deputados (ao menos uma vez, em 2019) e em órgãos da Funai (Fundação Nacional do Índio).
 

Um dos braços da fundação visitados pelo general é a Coordenação-Geral de Licenciamento Ambiental, procurada quando a liberação da empresa estava travada. Quando há impacto de um empreendimento em terras indígenas, a Funai precisa ser consultada.
 

Os dados fornecidos mostram que Adriano Espeschit, presidente da Potássio do Brasil, também esteve na Coordenação de Licenciamento Ambiental.
 

No Planalto, o militar se dirigiu à Vice-Presidência, ao GSI, à Casa Civil e à Secretaria-Geral. Não há, nas agendas tornadas públicas, registros de encontros com Magno Filho nesses dias.
 

Em 15 de junho de 2021, por exemplo, o general esteve na Casa Civil, quando era comandada pelo general Luiz Ramos (o destino foi a "assessoria especial"). Magno Filho ficou quase quatro horas no Planalto.
 

No dia seguinte, ele esteve na Assessoria de Temas Institucionais da Vice-Presidência, chefiada pelo coronel Carlos Sucha. A visita se repetiu cinco vezes, em julho, outubro, novembro e janeiro.
 

Em nota, a Vice-Presidência afirmou que Magno Filho, "sempre que vinha a Brasília, realizava uma 'visita de oportunidade' ao coronel Sucha, em função dos laços de amizade e companheirismo construídos ao longo da vida". "Nas datas mencionadas, ele foi recebido em encontro não oficial, como amigo e companheiro, não cabendo inclusão em agenda oficial", diz o texto.
 

Ainda segundo a Vice-Presidência, não há "materialidade" de qualquer impacto desses encontros informais sobre processos da atividade pública. "Ele sempre foi orientado a oficializar solicitações de audiência para tratar de temas de interesse público", afirma a nota.
 

Outro militar autorizou o acesso do general ao Planalto: coronel José Placídio Matias, responsável pela assessoria de assuntos estratégicos da secretaria-executiva do GSI. Esta visita ocorreu em 21 de junho de 2021 e durou quase a tarde toda.
 

A tabela ainda registra visitas à assessoria de comunicação social da Vice-Presidência; à secretaria-executiva da Casa Civil; e ao gabinete da Secretaria-Geral, esta em 2 de setembro de 2021 —quando o general Ramos já havia sido deslocado para este ministério.
 

As agendas públicas registram três encontros entre Magno Filho e Mourão em 2019, dos quais em dois ele estava acompanhado de Stan Bharti, "presidente do grupo Forbes & Manhattan", como consta em uma das agendas.
 

O general é descrito ora como "assessor do grupo Forbes & Manhattan", ora como "vice-presidente brasileiro do projeto da Brasil Potássio". A Potássio do Brasil é um empreendimento do banco canadense Forbes & Manhattan.
 

Uma reportagem publicada em fevereiro pela Agência Pública revelou que o militar fazia lobby para a Potássio do Brasil.
 

Em 28 de março de 2022, Bharti esteve em reunião com o presidente Bolsonaro. Também estavam presentes a então ministra da Agricultura, Tereza Cristina, e o presidente da Potássio do Brasil, Adriano Espeschit. A agenda não registra a presença de Magno Filho.
 

A Presidência, a Casa Civil, o GSI, a Secretaria-Geral e a Funai não responderam aos questionamentos da reportagem.
 

As agendas públicas registram ainda encontros do general com Filipe Martins, assessor especial do presidente, em outubro de 2019; com o então subchefe para Assuntos Jurídicos da Secretaria-Geral, Jorge Oliveira, hoje ministro do TCU, também em 2019; e com o secretário-executivo do GSI, general Carlos José Russo Penteado, no último dia 27.
 

Procurada, a Forbes & Manhattan não se manifestou.
 

Já a Potássio do Brasil afirmou que o general não é contratado da empresa e que em 2019 acompanhou o "chairman da Brazil Potash Corp" em reunião com Mourão.
 

A visita do presidente da empresa à Funai buscou discutir questões do ECI (estudo de componente indígena), junto com equipe do PPI (Programa de Parceria e Investimentos) e sem a presença do general, conforme a Potássio do Brasil, que nega ter tratado de licença ambiental.
 

"Esse tipo de conduta, de cooptação de indígenas, não condiz com a conduta da Potássio do Brasil. A empresa sempre trabalhou dentro da lei e consultando órgãos oficiais sobre assuntos pertinentes", afirmou.
 

Segundo a Potássio do Brasil, a consulta ao povo mura teve início em 2019, em razão do acordo na Justiça Federal, e a empresa aguarda licença de instalação.
 

Magno Filho afirmou que seu vínculo real é com a Forbes & Manhattan e teve início por já ter trabalhado numa empresa canadense. "Por ser brasileiro, pediram que eu ajudasse no relacionamento governamental. E trabalhei focado no que a gente está vendo na guerra [entre Rússia e Ucrânia]. O projeto lá na Amazônia é uma possibilidade."
 

O militar disse que também atuou no projeto de exploração de ouro da Belo Sun, no Pará, outro empreendimento da Forbes & Manhattan, e que hoje está afastado desse projeto.
 

"Sou empreendedor na área privada há 15 anos, e eles procuravam um perfil como o meu, de consultoria estratégica. Era contratado da Forbes & Manhattan, e hoje estou sem contrato, negociando com eles. Não faço isso de graça", afirmou o general. "É legítimo estar no Planalto, tenho muitos amigos lá. Várias entradas foram para conversar com amigos."

Bahia Notícias

Militares criticam os erros do Supremo, mas não querem entrar no jogo político-eleitoral

Publicado em 8 de maio de 2022 por Tribuna da Internet

Bolsonaro vai a velório de paraquedista que morreu em acidente

Bolsonaro pressiona, mas os militares não fazem política

William Waack
Estadão

Jair Bolsonaro está arrastando menos oficiais-generais do que pensa na irresponsável aventura política, especialmente a de contestar o sistema eleitoral. Mas conseguiu ajudar a quebrar uma cadeia de entendimento que já foi bastante sólida entre o topo das Forças Armadas e o STF.

O presidente não perde oportunidade de participar de reuniões de fardados com muitas estrelas, como aconteceu esta semana com o Alto Comando do Exército. Só não percebe, diz um conhecedor dessas rodas, que já virou “encontro de comadres com restos da comida do dia anterior, não serve para nada”.

CRÍTICAS AO STF – Os comandantes militares não estão dispostos a marchar com Bolsonaro rumo à insensatez. Contudo, repetem exatamente as mesmas críticas de Bolsonaro ao STF. Consideram que o Supremo deixou de ser um tribunal “unido” e se transformou num ajuntamento de togados obcecados por holofotes.

Mais ainda: interferem nos outros Poderes e exercem influência perniciosa na política, sem terem sido eleitos. A paciência se esgotou, resume oficial da ativa, quando integrantes do Supremo como o ministro Luís Roberto Barroso, ainda por cima falando a estrangeiros, distorcem a participação das Forças Armadas no processo eleitoral.

Ela é, asseguram, estritamente técnica e profissional, e destinada a ajudar o TSE com o conhecimento específico de guerra cibernética, além de serviços de logística. Essa participação é “sigilosa” devido ao caráter sensitivo da questão, e não por desígnio bolsonarista de duvidar das urnas eletrônicas.

GENERAL-ASSESSOR – Pouco antes das eleições de 2018 o então chefe do Estado-Maior do Exército, general Fernando Azevedo, foi nomeado assessor do então presidente do STF, Dias Toffoli. A ideia, desenhada pelo então comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, era “pacificação” do ambiente político. De lá para cá os canais de entendimento entre o STF e os militares em postos de comando se deterioraram sensivelmente.

Em parte, argumentam ministros da Corte, perdeu-se a capacidade de diálogo por causa de incompreensões mútuas. Quando é que os generais se deixaram seduzir pelo poder e por Bolsonaro?, perguntam ministros. E como podem ministros associar Forças Armadas a genocídio?, indagam generais. Em parte, reflete um senador com largo tempo na política, “não há quem atue hoje como algodão entre as peças de cristal”, muito menos os chefes dos Poderes.

A crise do presidente com o STF é vista por comandantes militares como “jogo político eleitoral”. Asseguram que é um jogo no qual não têm intenção de interferir. Mas também não querem conversa.

Jornalistas percebem que vai ter golpe e já deveriam trocar a presunção pela certeza

Publicado em 8 de maio de 2022 por Tribuna da Internet

Mídia internacional sobre o desfile militar de Bolsonaro: 'República de  bananas'

Charge de Patrick Chappatte (The New York Times)

Patrick ChappatteJosé Henrique Mariante
Folha

“A hora de agir contra o coronavírus é agora.” Você deve ter lido títulos parecidos nos últimos dois anos, só que esse foi publicado pela Folha em 10 de março de 2020. A praga engatinhava, em comparação ao que viria mais tarde, mas Yascha Mounk, em coluna no jornal, alarmava os leitores para o que já percebia inevitável: a Covid-19 varreria o planeta em pouco tempo, sendo a quarentena e o distanciamento social as únicas saídas imediatas.

No mesmo dia, a manchete da Folha falava de pânico nos mercados, Bolsa despencando 12%, preço do petróleo concorrendo pelo maior estrago com o então desconhecido coronavírus. O mundo derretia e, em Miami, Jair Bolsonaro dizia que “está superdimensionado o poder destruidor desse vírus”, uma das tantas pérolas que qualquer horário eleitoral que se preze deverá reproduzir à exaustão neste ano. Logo abaixo da frase destacada, uma chamada para a Itália, então o país mais afetado depois da China, que acabava de adotar quarentena geral.

MESMOS TEMAS – A página tinha ainda outro título para o presidente: “Bolsonaro pressiona Congresso e volta a falar de fraude eleitoral”. Crise, petróleo, vírus? Não, o problema seria a fraude que nunca existiu.

A emergência sanitária já era séria o suficiente, mas lembro que a coluna me assustou. Mounk soava histérico e, ao mesmo tempo, deixava claro que o discurso “mantenham a calma” dos políticos só iria adiar a adoção de medidas radicais e na prática matar gente. Não só na China ou na Itália, mas em todos os lugares. O Brasil de Bolsonaro cumpriu a previsão como poucos, e perdemos quase 650 mil para a doença e o negacionismo.

Na última semana, vários colunistas da Folha dispararam alarmes em tom parecido. Na página A2: “Vai ter golpe”, escreveu Mariliz Pereira Jorge; “O golpe de Bolsonaro é militar”, segundo Bruno Boghossian; “Ditadura com Bolsonaro”, é o que vem a seguir, de acordo com Ruy Castro; “O golpe pode dar errado”, projetou Maria Hermínia Tavares, um fio de esperança, como anotado por leitores, mas que parte do inevitável ato ensaiado desde o dia zero pelo bolsonarismo.

COMO IMPEDIR? – Enquanto isso, “a imprensa está falando com as paredes”, na descrição também de Mariliz, frase que discuti com a Redação em crítica interna. Pessimismo, sentimento de impotência, alcance da imprensa, considerações sobre o jornalismo.

Não podemos impedir o golpe? Bem, dá pelo menos para contar para as paredes que a virada de mesa está em curso, vai acontecer e que é prudente o cidadão de bem preparar a alma e o bolso para o tsunami que se avizinha.

Como lembrou Maria Hermínia, melar a disputa nacional significará melar todos os outros pleitos de outubro. O voto não é apenas para a Presidência, mas para Câmara, Senado, assembleias e governos estaduais. Concorrentes deveriam ser questionados sobre ganhar e não levar. Folha e UOL, por exemplo, desperdiçaram a chance de perguntar nas sabatinas dos pré-candidatos ao governo de São Paulo o que eles farão diante da consumação do golpe e do fato de, quem sabe, estarem eleitos mas impedidos de tomar posse por algum cabo ou soldado.

E A ECONOMIA? – Na mesma linha, o pessoal da Faria Lima deveria ser indagado se a quartelada já foi precificada e até onde dólar e juros podem chegar após um desarranjo dessa monta. Será que uma XP ainda não projetou o pior cenário? Se algum analista disser que o mercado não trabalha com tal hipótese, basta lembrar que Bolsonaro e seus generais próximos flertam com a tese diariamente.

Será importante também o jornal ouvir parceiros comerciais do país e organismos internacionais sobre a propalada versão tropical da invasão do Capitólio.

Os EUA até já se adiantaram. Numa semana, cônsul americano no Rio até 2021, em artigo em O Globo, prevê sanções ao Brasil se as eleições forem prejudicadas. Na seguinte, a agência Reuters aparece com relato sobre o chefe da CIA ter dito ao governo Bolsonaro que não é conveniente ao país contestar o próprio sistema eleitoral.

FINAL DO JOGO – A leitora e o leitor talvez ponderem que admitir o receio de um golpe é justamente o jogo que Bolsonaro e aliados querem jogar. A questão, acredito, é que já passamos desse ponto. Bolsonaro se perdeu em campo, mas arrasta muita gente com ele apenas pelas circunstâncias. Não pode mais ser tratado como um risco, mas sim como certeza de dano para as instituições e para o país. Precisa ser contido.

Se alguém não lembra ou não sabe o que é um golpe, civil ou militar, está na hora de desenhar e deixar o tamanho do problema bem claro. Vai dar trabalho, vai atrasar ainda mais o Brasil, vai custar caro.

Tenho certeza que Mounk, como os outros colegas que se alarmam agora, gostaria muito de, passados dois anos, reler seu texto, dar risadas e comentar algo como quanta bobagem escreveu. Não escreveu nenhuma, infelizmente.

‘Não vamos nos intimidar’, diz Moraes após Bolsonaro anunciar uma auditoria nas urnas

Publicado em 8 de maio de 2022 por Tribuna da Internet

Moraes diz que o TSE vai trabalhar com autonomia e rigor

Pepita Ortega
Estadão

Após uma nova ofensiva do presidente Jair Bolsonaro contra o sistema eletrônico de votação, o ministro Alexandre de Moraes, que vai presidir o Tribunal Superior Eleitoral no pleito de 2022, afirmou que a Justiça Eleitoral está preparada para enfrentar ataques à urna eletrônica e à própria instituição.

“Não vamos nos intimidar, vamos trabalhar com independência, autonomia e rigor”, afirmou Moraes no 48° Encontro do Colégio de Corregedores Eleitorais, que ocorreu no Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo.

EMPRESA PRIVADA – Na noite anterior à declaração de Alexandre, Bolsonaro afirmou que seu partido, o PL, iria contratar uma empresa para fazer auditoria das urnas eletrônicas nas eleições deste ano. O chefe do Executivo também citou os questionamentos feitos pelas Forças Armadas à Corte Eleitoral. Em resposta, o TSE ressaltou que os partidos políticos estão autorizados pela lei a fazer suas próprias auditorias das eleições.

Ainda durante o encontro de corregedores eleitoral, Alexandre citou durante seu discurso decisões judiciais sobre ‘abusos’ cometidos nas grandes plataformas de mídias sociais. As informações foram divulgadas pelo TRE-SP.

O ministro é relator de inquéritos como o das milícias digitais e o das fake news, que tem um braço dedicado à apuração sobre alegações sem provas sobre fraudes nas urnas eletrônicas, atingindo inclusive o chefe do Executivo. O magistrado também foi responsável pela decisão que mandou suspender o Telegram no Brasil, em razão de descumprimento de ordens judiciais – medida que acabou revogada antes de entrar em vigor.

DESINFORMAÇÃO – O vice-presidente do TSE participou do evento ao lado do corregedor geral eleitoral Mauro Campbell, que foi um dos homenageados com a entrega da Medalha de Honra ao Mérito Eleitoral “Guerreira Maria Felipa de Oliveira”, que reconhece contribuições na área.

Em seu discurso, Campbell deu ênfase aos programas de combate à desinformação implementados pela corte eleitoral, além das parcerias fechadas pelo Tribunal Federal com plataformas de redes sociais. “Nós todos queremos paz e segurança para as eleições”, afirmou.

O corregedor do TSE é o responsável por conduzir a investigação sigilosa aberta na corte eleitoral, em agosto de 2021, para apurar as ameaças de Bolsonaro ao sistema eletrônico de votação.

COMPARTILHAMENTO – Em março, Campbell pediu a Alexandre o compartilhamento de provas colhidas na investigação sobre o vazamento, pelo chefe do Executivo, de inquérito da Polícia Federal sobre um ataque ao sistema do TSE em 2018. As informações contidas em tais documentos foram distorcidas pelo presidente para abastecer as alegações de fraude no pleito, o que já foi rechaçado pelo TSE e pela própria PF.

Ao lado dos integrantes do TSE, o vice-presidente e corregedor regional eleitoral do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, Silmar Fernandes, citou o ‘cenário desafiador’ das eleições municipais de 2020, período marcado pela pandemia, sem vacinação.

“Digo que somos sobreviventes. Nós nos adaptamos e melhoramos, inclusive por meio da prestação do serviço Título Net. Cada novo pleito, novos desafios”, ponderou.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – O clima está esquentando e a crise entre os Poderes da República se agrava progressivamente, agora com participação das Forças Armadas, entenda-se. (C.N.)

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