Publicado em 5 de junho de 2026 por Tribuna da Internet

Vorcaro pagou uma viagem de férias para o senador
Deu no O Globo
“IRMÃOZÃO” – Nas mensagens, Ciro cumprimenta Vorcaro com “bom dia, meu amigo” e o dono do Master se refere ao parlamentar como “irmãozão”. Em seguida, em um áudio, o senador explica que havia comprado um imóvel para a então companheira Flávia Rosalen, mas, enquanto o local passava por obras, ela continuaria morando no apartamento de Ciro no Hotel Fasano, em São Paulo.
“Para te dar uma explicação, eu comprei agora um apartamento para a Flávia. Aí ela vai sair lá do Fasano para eu poder voltar e devolver o apartamento, só que ainda tem que botar piso, essas coisas, e ainda vai demorar uns três meses. Mas se tu precisar daqui antes, tu me avisa que eu dou um jeito. Não quero abusar da tua boa vontade, não. Tá bom, meu irmão? Um abraço”, diz o senador.
Vorcaro, então, questiona se Ciro está falando do apartamento em São Paulo onde ele já estaria morando naquele momento ou se o parlamentar estaria precisando de outro. Em um segundo áudio, o senador repete a justificativa e volta a explicar o arranjo feito com a ex-namorada. “Acho que demora uns três, quatro meses, aí estou preocupado de você estar precisando”, acrescenta Ciro.
“SAUDADE” – Em resposta, o banqueiro diz então para Ciro “relaxar com isso” e ouve outra mensagem de áudio com um agradecimento do senador, que repete que poderá desocupar o local se ele estiver precisando e diz ter “saudade” de Vorcaro. O dono do Master, então, escreve: “Irmãozão, já te falei desse apartamento. Zero estresse, vamos conversar depois.”
Também de acordo com a Piauí, Vorcaro pagou uma viagem de férias para o senador por 13 dias nos Alpes franceses durante o mês de janeiro do ano passado. Segundo a publicação, ele e a companheira ficaram hospedados em um hotel de alto padrão em Courchevel, uma estação de esqui luxuosa. Também estiveram no roteiro restaurantes com estrela Michelin. O valor total das despesas teria sido por volta de R$ 1,8 milhão.
Há um mês, o senador foi alvo de uma operação da PF, autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito da apuração das fraudes fiscais do Master. A ação policial foi baseada em uma representação que descreveu um contexto de vantagens indevidas entre o parlamentar e Vorcaro, como a compra de participação em empresa por um valor abaixo do mercado, a identificação de pagamentos mensais recorrentes de R$ 300 mil à “estrutura vinculada ao senador” .
EMENDA – Entre os outros indícios citados pela PF sobre o envolvimento de Cir, há uma emenda apresentada no Senado para ampliar a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que, segundo a apuração, foi redigida dentro do Master.