/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_63b422c2caee4269b8b34177e8876b93/internal_photos/bs/2026/a/e/yVVZGeRaGpPCkYc6MaZg/114971378-pa-brasilia-19-05-2026-flavio-bolsonaro-pronunciamento-a-imprensa-senador-flavio-bolson.jpg)
Pesquisa foi realizada após revelações do Intercept
Deu no G1
Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (22) mostra que, para 48% dos eleitores, o senador Flávio Bolsonaro (PL) deveria abrir mão da candidatura e apoiar outro candidato, após a divulgação das conversas entre ele e o banqueiro Daniel Vorcaro. Outros 44% afirmam que ele deveria manter a candidatura 8% não souberam responder.
Para 88% dos eleitores de Flávio Bolsonaro (PL), o senador deveria manter a candidatura à Presidência da República, após a divulgação das conversas entre ele e o banqueiro Daniel Vorcaro. Outros 10% afirmam que ele não deveria manter e 2% não souberam responder.
APOIO FINANCEIRO – A pesquisa é a primeira do instituto feita integralmente após a revelação das conversas entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. As mensagens foram reveladas pelo site The Intercept Brasil. Segundo a reportagem, Flávio Bolsonaro pediu apoio financeiro a Vorcaro para a produção de um filme sobre a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O Datafolha divulgou pesquisa que mostra o presidente Lula (PT) com 47% das intenções de voto e Flávio Bolsonaro (PL) com 43% em eventual cenário de 2º turno da eleição presidencial de 2026. No levantamento anterior, os dois estavam empatados com 45%. Em cenário de 1º turno, Lula ampliou de 3 para 9 pontos a vantagem sobre o senador: 40% a 31%. Foram entrevistadas 2.004 pessoas entre os dias 20 e 22 de maio. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.
PROXIMIDADE – Em uma das conversas divulgadas, o senador afirma ao banqueiro: “Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente”. O levantamento também mostrou que 72% dos entrevistados acreditam que Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro têm uma relação próxima, enquanto 15% afirmam que eles não têm proximidade. Outros 13% disseram não saber responder.
A pesquisa também perguntou se os entrevistados pensavam em votar em Flávio Bolsonaro para presidente antes da divulgação das conversas. Segundo o levantamento, 38% responderam que sim, enquanto 62% disseram que não cogitavam votar no senador.
CONFIANÇA – Entre os que afirmaram pensar em votar em Flávio Bolsonaro, 67% afirmaram que a confiança não mudou após a divulgação das conversas. Outros 18% disseram que a confiança no senador diminuiu, enquanto 14% disseram que ela aumentou. Já 1% não souberam responder.
Flávio confirmou a existência das conversas com Vorcaro, mas afirmou que não ofereceu nem recebeu vantagens e era apenas “um filho procurando patrocínio privado para um filme privado sobre a história do próprio pai”.
Os entrevistados ouviram esse contexto e foram questionados sobre o que acham da atitude do senador. 64% disseram que ele agiu mal, enquanto 25% avaliaram que ele agiu bem. Outros 11% não souberam responder.
SOBRE O CASO – Segundo o Datafolha, 30% dos entrevistados disseram ter tomado conhecimento das conversas entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro e afirmaram estar bem informados sobre o caso. Outros 28% disseram estar mais ou menos informados, enquanto 7% declararam estar mal informados. Já 36% afirmaram não ter tomado conhecimento do episódio.
Se Flávio Bolsonaro não for candidato, 39% avaliam que ele deveria apoiar Michelle Bolsonaro (PL). Outros 10% apontam Eduardo Bolsonaro como o nome mais indicado para receber o apoio do senador, enquanto 17% preferem Romeu Zema e 17%, Ronaldo Caiado. Para 8%, ele não deveria apoiar nenhum candidato. Outros 9% não souberam responder.