sexta-feira, maio 01, 2026

Lula defende fim da 6×1 e lança Desenrola em fala do 1º de Maio

 

Lula defende fim da 6×1 e lança Desenrola em fala do 1º de Maio


01/05/2026


Da Agência Brasil

 Reprodução CanalGov

O presidente Lula  disse nesta quinta-feira (30), em pronunciamento pelo Dia do Trabalhador, que o Novo Desenrola Brasil, programa de renegociação de dívidas voltado à população endividada, será lançado na próxima segunda-feira (04).

A iniciativa deve oferecer descontos significativos de até 90% nas dívidas e permitir o uso de até 20% do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para quitar débitos.

Lula destacou que quem aderir ao programa ficará bloqueado por um ano em todas as plataformas de apostas on-line, conhecidas como bets.

“Não é justo que as mulheres tenham que trabalhar ainda mais para pagar as dívidas de jogo dos maridos. Não foi nosso governo que deixou as bets entrarem no Brasil, mas é o nosso governo que vai colocar um limite à destruição que elas vêm causando”, disse o presidente em cadeia nacional de Rádio e TV.

O programa é uma reformulação da política anterior de renegociação e tem como objetivo aliviar o orçamento das famílias, especialmente aquelas com dívidas de alto custo, como cartão de crédito e cheque especial. O governo também projeta impacto relevante na economia, inclusive com a liberação de recursos do FGTS para pagamento de dívidas.

Lula também destacou que o fim da escala 6×1 representa um “passo histórico” para o país. A proposta, já enviada ao Congresso, prevê a redução da jornada semanal para 40 horas, com dois dias de descanso e sem redução salarial.

Na fala, Lula destacou que a medida busca melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores, ampliando o tempo de descanso e convivência familiar, além de alinhar o Brasil a modelos de jornada considerados mais equilibrados em outros países.

“A elite brasileira sempre foi contra melhorias para o trabalhador: o salário mínimo, as férias remuneradas, o 13º salário. A turma do andar de cima disse que cada uma dessas conquistas ia quebrar o Brasil. E o Brasil nunca quebrou por dar direito aos trabalhadores”, disse Lula.

“Sempre ficou mais forte. Porque toda vez que a vida do trabalhador melhora, a roda da economia gira com mais força, e todo mundo acaba ganhando. É isso que vai acontecer com o fim da escala 6×1 no Brasil”, complementou.

O tema tem sido uma das principais apostas do governo na agenda trabalhista e já está em tramitação no Congresso Nacional, com expectativa de avanço nas próximas semanas.

Além dessas duas medidas, Lula também abordou outros temas no discurso, como taxas reduzidas de desemprego e de inflação, ampliação da licença paternidade, mudanças no imposto de renda e auxílio para gás de cozinha. E afirmou que, apesar dos conflitos no Oriente Médio, ações do governo brasileiro têm impedido a população de lidar com efeitos do aumento global do preço do petróleo.

“Quando os combustíveis sobem, o custo do transporte cresce, o preço dos alimentos aumenta e o custo de vida fica mais caro para o povo. Mas o nosso governo agiu rapidamente. Com muito esforço, tiramos os impostos dos combustíveis, tomamos uma série de medidas urgentes para conter o aumento dos preços, garantir o abastecimento e aliviar o peso da guerra sobre as famílias brasileiras”, disse Lula.

Faltou espírito republicano na indicação de Messias, diz Cid Gomes

 

Faltou espírito republicano na indicação de Messias, diz Cid Gomes

Senador, que está em Portugal, afirma ter avisado que seu voto não faria a menor diferença para a aprovação

Por Thaísa Oliveira/Catia Seabra/Folhapress

30/04/2026 às 21:15

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado/Arquivo

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O senador Cid Gomes (PSB-CE)

O senador Cid Gomes (PSB-CE) diz que sabia que Jorge Messias não tinha mais do que 35 votos no Senado para ser aprovado para o STF (Supremo Tribunal Federal) e que faltou espírito republicano na escolha por parte do presidente Lula (PT).

Cid foi um dos dois senadores que faltaram à sessão do plenário que rejeitou Messias nesta quarta-feira (29). O senador está em Lisboa (Portugal). Ele diz que a viagem já estava programada e que tinha avisado ao próprio Messias que não votaria a favor dele.

Cid afirma que o Senado "já tinha feito várias deferências a Lula", inclusive ao aprovar os dois indicados anteriores: Cristiano Zanin, seu advogado na Operação Lava Jato, e Flávio Dino, seu ex-ministro da Justiça. Indicar um terceiro, na visão do senador, foi "brincadeira".

"Ele indicou o Zanin, que tinha sido advogado dele. Um advogado competente, respeitado, muito bem. Depois indicou um cara que é da política, aliado dele historicamente. Tudo bem, foi aprovado. Depois vira brincadeira. Acho que faltou espírito republicano na indicação. Nada, repito, nada contra o garoto lá [Messias]", afirma Cid.

O senador diz que uma soma de fatores levou à rejeição histórica de Messias por 34 votos a 42, inclusive a montagem de palanques nos estados. Um dos principais deles, porém, foi a frustração do Senado com a decisão de Lula de não indicar o ex-presidente da Casa Rodrigo Pacheco (PSB-MG).

Cid afirma que Pacheco não era só o candidato do presidente atual, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Ele diz que Pacheco teve um papel decisivo na defesa da democracia e não foi devidamente reconhecido pelo petista.

"Eu sabia que ele [Messias] tinha menos do que 35 votos. Eu disse a ele em novembro que o meu voto não representaria nada. Tinha um sentimento muito claro de que o nome natural era o do Rodrigo Pacheco. Ele não era o candidato do Davi, como se tenta colocar. Ele era o candidato do país, um nome talhado para o Supremo", diz Cid.

"Mas foi uma soma de fatores. Pode ter certeza que tem cobra, periquito, lagarto, tem tudo no meio. Tem gente que está insatisfeita porque é contra o PT em um lugar, tem gente que está insatisfeita porque foi excluída pelo PT em uma chapa, em uma aliança. Tem todos os sentimentos".

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Messias sinaliza saída da AGU após derrota no STF e expõe crise no governo

 

Messias sinaliza saída da AGU após derrota no STF e expõe crise no governo

Por Redação

01/05/2026 às 08:21

Foto: José Cruz/Arquivo/Agência Brasil

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Jorge Messias

O advogado-geral da União, Jorge Messias, informou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que pretende deixar o comando da AGU após ter sua indicação ao Supremo Tribunal Federal rejeitada pelo Senado. A decisão foi comunicada poucas horas depois da votação que resultou em uma derrota histórica para o governo, com 42 votos contrários e 34 favoráveis à nomeação. A informação é do jornal O Globo.

Segundo relatos, Messias afirmou que não se sente em condições de manter interlocução com integrantes do Congresso e do STF que atuaram contra sua indicação, o que comprometeria suas funções à frente da AGU. Lula, por sua vez, pediu que o ministro reavaliasse a decisão, mas aliados indicam que ele segue decidido a deixar o cargo.

Nos bastidores, a derrota expôs tensões políticas envolvendo nomes como Davi Alcolumbre e Alexandre de Moraes, apontados como influentes no processo. O episódio amplia o desgaste do governo e evidencia conflitos institucionais e políticos em torno da composição do STF e da articulação no Congresso.

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