quinta-feira, junho 15, 2023

CPMI começa mal, ao proteger o general petista que se omitiu diante do vandalismo

Publicado em 15 de junho de 2023 por Tribuna da Internet

Ex-ministro do GSI Gonçalves Dias deixa PF após depor por mais de 4 horas  sobre 8/1

General que deixou rolar a invasão é blindado pelo PT

Weslley Galzo
Estadão

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do 8 de Janeiro aprovou nesta terça-feira, 13, a convocação para depoimentos de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, e do ex-ministro Anderson Torres.

Também foram aprovadas as convocações dos ex-ministros Augusto Heleno e Walter Braga Netto, que foi vice na chapa de Bolsonaro nas eleições de 2022. A lista de convocados ainda inclui o paraquedista Ailton Barros, que se autointitulava o “01 de Bolsonaro”.

PETISTA É BLINDADO – A maioria governista barrou pedido de convocação do ex-ministro Gonçalves Dias, do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) no governo Lula, conhecido como GêDias. “Tem que reconhecer a força poderosa do governo Lula, que veio invadir essa CPMI para blindar”, disse o senador Eduardo Girão (Novo-CE).

“Eu acho que o Anderson Torres e o Mauro Cid são as pessoas com as quais nós temos que iniciar as oitivas aqui na CPMI”, defendeu a relatora Eliziane Gama. “Eu vejo que são dois nomes que têm uma relação muito direta com os fatos que se iniciaram no pós-eleição, de 30 de outubro até 8 de janeiro”, completou.

Eliziane defendeu que ambos sejam ouvidos nas próximas sessões a serem realizadas na semana que vem, mas a ordem das oitivas depende de deliberação da mesa diretora e aprovação do presidente da CPMI, deputado Arthur Maia (União Brasil-BA).

FALTA A LISTA – Maia, porém, se recusou a firmar compromisso com a convocação de Torres e Cid nas primeiras reuniões de oitiva de testemunhas.

Também foram aprovadas as convocações dos ex-ministros Augusto Heleno e Walter Braga Netto, que foi vice na chapa de Bolsonaro nas eleições de 2022. A lista de convocados ainda inclui o paraquedista Ailton Barros, que se autointitulava o “01 de Bolsonaro”.

“O plenário é soberano. O que nós tivemos aqui foi a constatação de que o foco da CPMI não será desviado”, rebateu a relatora Eliziane ao término da sessão. “O que tem sido colocado aqui vez por outro é que haveria uma parcialidade que não se sustenta no mundo real, porque os fatos estão apresentado e estão aí para a sociedade brasileira”, completou.

CRÍTICA DE MAIA – Após a sessão de análise dos requerimentos, Maia emitiu nota na qual diz considerar “ruim para a credibilidade dos trabalhos a rejeição de requerimentos para ouvir pessoas que estão no centro dos episódios de 8/1″, certamente se referindo à blindagem do general GêDias.

O parlamentar foi procurado pela reportagem por meio da assessoria de imprensa para explicar a declaração, mas não houve retorno.

Para barrar os requerimentos da oposição, o líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (sem partido-AP), apresentou propostas de votação em bloco que dividiu as demandas dos parlamentares entre aquelas apresentadas pela relatoria, pelos aliados do Planalto e pelos parlamentares alinhados a Bolsonaro.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– A CPMI vai recontar a tragicomédia do golpe que não houve, mas que mantém 253 presos, como participantes ou incitadores. Ao arrepio da lei, eles estão cumprindo pena antes de serem julgados. Mas quem se interessa? (C.N.)


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