Família Montalvao

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terça-feira, julho 04, 2017

Prefeito de Jeremoabo não poderá realizar novas nomeações para cargos comissionados


Escrito por Luiz Brito DRT 3.913 - luizbritoradialista@gmail.com
Reprodução
Depois de receber orientação do MP a Prefeitura de Jeremoabo, no norte do Estado, começou desde a semana passada o processo de desligamento de  todos os servidores comissionados. Trabalhadores  de diversas áreas estão sendo notificados para a efetivação dos desligamentos. A medida foi uma recomendação do Ministério Público e teve objetivo de reduzir os gastos da gestão municipal. O número de contratados pelo governo AC comprometeu a folha de pagamento obrigando o órgão a interceder orientando a aplicação do corte. A onda de desligamentos na prefeitura pode atingir até 500 funcionários. Nos últimos dias foram feitos afastamentos pontuais, mas em número muito menor ao previsto. A sentença em caráter liminar, também determina que o prefeito de Jeremoabo, Antonio Chaves (PSB) não poderá realizar novas nomeações para cargos comissionados até o julgamento final da ação. Com as demissões estima-se que o comércio também será penalizado já que a maioria dos demitidos dificilmente voltará ao ocupar o cargo perdido. 

Nota da redação deste Blog - Essa história todo mundo já sabe, inclusive o " interino" já sabia que não poderia nomear ninguém sem o devido concurso conforme determinado pela Constituição Federal.
Aos servidores que foram demitidos, abaixo transcrevo uma Sentença do STF informando quais são os seus direitos.
Contratação sem concurso é nula e só gera direito a salários e FGTS
O Plenário do Supremo Tribunal Federal, em julgamento de Recurso Extraordinário (RE 705140) com repercussão geral reconhecida, firmou a tese de que as contratações sem concurso pela administração pública não geram quaisquer efeitos jurídicos válidos a não ser o direito à percepção dos salários do período trabalhado e ao levantamento dos depósitos efetuados no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).(Nosso grifo) Por unanimidade, o Plenário negou provimento ao recurso, interposto contra decisão no mesmo sentido do Tribunal Superior do Trabalho (TST). O presidente eleito do STF, ministro Ricardo Lewandowski, destacou que o julgamento afeta pelo menos 432 casos sobre a mesma matéria sobrestados no TST e nas instâncias inferiores.
Na decisão questionada no RE 705140, o TST restringiu as verbas devidas a uma ex-empregada da Fundação Estadual do Bem-Estar do Menor (Febem) do Rio Grande do Sul, contratada sem concurso, ao pagamento do equivalente ao depósito do FGTS, sem a multa de 40% anteriormente reconhecida pelo Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região. A decisão seguiu a jurisprudência do TST, contida na Súmula 363 daquela Corte.
Ao recorrer ao STF, a trabalhadora alegava que tal entendimento violava o artigo 37, parágrafo 2º, da Constituição Federal. Segundo ela, a supressão dos efeitos trabalhistas nas contratações sem concurso não pode ser imposta com base nesse dispositivo, “que nada dispõe a respeito”. Sustentava, ainda, que o parágrafo 6º do mesmo artigo impõe à Administração Pública a responsabilidade pelo ilícito a que deu causa, ao promover a contratação ilegítima, e, por isso, pleiteava o direito à integralidade das verbas rescisórias devidas aos empregados contratados pelo regime da CLT.
Relator
O ministro Teori Zavascki, relator do recurso, observou que o artigo 37, parágrafo 2º, da Constituição, “é uma referência normativa que não pode ser ignorada” na avaliação dos efeitos das relações estabelecidas entre a Administração Pública e os prestadores de serviço contratados ilegitimamente. “Nas múltiplas ocasiões em se manifestou sobre o tema, o STF assentou que a Constituição reprova severamente os recrutamentos feitos à margem do concurso”, afirmou.
O ministro explicou que o dispositivo constitucional atribui às contratações sem concurso “uma espécie de nulidade jurídica qualificada”, cuja consequência é não só o desfazimento imediato da relação, mas também a punição da autoridade responsável. “Daí afirmar-se que o dispositivo impõe a ascendência do concurso no cenário do direito público brasileiro, cuja prevalência é garantida mesmo diante de interesses de valor social considerável, como aqueles protegidos pelas verbas rescisórias nos contratos por tempo indeterminado, considerado inexigíveis em face da nulidade do pacto celebrado contra a Constituição”, assinalou.
O único efeito jurídico válido, nessas circunstâncias, é o direito aos salários correspondentes aos serviços efetivamente prestados e a possibilidade de recebimento dos valores depositados na conta vinculada do trabalhador no FGTS. Este último, inclusive, só passou a ser admitido após a introdução, em 2001, do artigo 19-A na Lei 8.036/1990, que regulamenta o FGTS, contendo previsão expressa nesse sentido.
“Ainda que o levantamento do FGTS esteja previsto em lei específica, a censura que o ordenamento constitucional levanta contra a contratação sem concurso é tão ostensiva que essa norma [artigo 19-A da Lei 8.306] chegou a ter sua inconstitucionalidade reconhecida por cinco dos 11 ministros do STF no julgamento do RE 596478”, lembrou o ministro Teori. Ele citou ainda diversos precedentes das Turmas do STF no sentido de negar o direito a outras verbas rescisórias típicas do contrato de trabalho, ainda que a título de indenização.
“Na verdade, o alegado prejuízo do trabalhador contratado sem concurso não constitui dano juridicamente indenizável”, afirmou. “Embora decorrente de ato imputável à administração, se trata de contratação manifestamente contrária à expressa e clara norma constitucional, cuja força normativa alcança também a parte contratada, e cujo sentido e alcance não poderia ser por ela ignorada”. Segundo o ministro, o reconhecimento do direito a salários afasta, ainda, a alegação de enriquecimento ilícito por parte da Administração.
CF/CR
Processos relacionados
RE 705140


Aqui encerra todo o disse me disse, encerra todas as mentiras, só é enganado e se deixa enganar, quem quiser e gostar de ser enganado.

Quem mandou demitir os contratados ilegalmente não foi o Ministério Público nem tão pouco os vereadores da oposição e, sim a Constituição Federal, o Ministério Público é um Fiscal da Lei, e fez cumprir a Lei.
Qualquer outra alegação ou insinuação é conversa para boi dormir